A atração de cérebros

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A atração de cérebros

Discutir uma política de atração de cientistas brasileiros e estrangeiros para o Brasil

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Última atividade: 1 Jul, 2014

A atração de cérebros

Vamos começar a discutir um grande tema para ser incluído no Brasilianas.org

Historicamente, o Brasil sempre foi exportador de cérebros. Faz parte de todo processo de hegemonia o país em crescimento ou hegemônico atrair os cérebros dos países periféricos. Especialmente nas grandes crises internacionais, esse movimento se acelera.

Vamos discutir uma proposta de atração de cérebros para o país.

Bloco 1 – a importação de cérebros como elemento essencial de construção de uma hegemonia

Levantar exemplos históricos de como a atração dos melhores cérebros ajudou na construção de grandes civilizações. Os países que abrigaram judeus e árabes expulsos pela Inquisição. O exemplo americano, de abrigar cientistas e intelectuais expulsos pelo nazismo. Mesmo o Brasil, ainda que discretamente, abrigando cientistas e intelectuais judeus, alemães, poloneses, expulsos pela Guerra. no caso brasileiro, vamos levantar as grandes contribuições de cientistas estrangeiros que vieram para cá (no Blog tem muitas histórias).

Bloco 2 – como montar uma política de atração de cientistas.

O José Goldenberg anunciou, ainda no governo Collor, a tentativa de atrair cientistas russos, que acabou não dando certo. Vamos mostrar a experiência da USP com os franceses que chegaram para ajudar na sua formação. Finalmente, ideias para atrair esses cérebros. O que pensa o MCT, o CNPQ, que áreas poderão ser atraentes. Qual a estratégia da Petrobras com o pré-sal e os cérebros estrangeiros?

Bloco 3 – os cientistas brasileiros ao redor do mundo.

A Biobras, em BH, montou uma rede de pesquisas mundial tendo como elos centrais os cientistas brasileiros trabalhando em diversos centros internacionais. Como funcionam essas redes de relacionamento? O que fez o Nicolielis voltar para o Brasil? Nesse item será importante a contribuição dos comentaristas do Blog que estudam ou pesquisam fora do país. Quem são os grandes cientistas brasileiros ocupando cargos estratégicos em grandes centros internacionais de pesquisa?

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Comentário de jose rodrigues da silva em 3 janeiro 2011 às 14:18
A idéia é boa sem dúvida, somos todos humanos, habitando este planeta terra e juntar as cabeças pensantes em plol do bem comumé sem dúvida um ato muito inteligente, mais primeiro eu sugeria, aproveitar as pessoas realmente capacitadas a exercerem cargos públicos inerente a aquilo que sabem fazer bem, e acabar com o desordenado cargo político, que tanto atrapalha o progresso do nosso país, no ãmbito; municipal, estadual e federal e proibir de vez as barganhas.
Comentário de Dalton Kazuo Watanabe em 29 dezembro 2010 às 17:16

O Brasil se enquadra na exportação de cérebros infelizmente, e até hoje na Europa e nos EUA somos conhecido como um País Bizarro do soccer e do carnaval com bundas de mulatas; o que é uma maravilha mas pena que é passageira; local da impunidade criminal de quem excerce o poder econômico e compactuado com políticos de carreira onde a corrupção é moeda de troca na partilha de interesse pessoal.

A educação não é de interesse da classe política empresarial, atrair célebro muito menos, assim seremos eternos fornecedores de matéria-prima e não detentores do conhecimento muito mais poderoso.

Comentário de Maria Imaculada Campos em 26 setembro 2010 às 22:26
A idéia de atrair cientistas para cá,mas é preciso que o Brasil avance no sentido de possiblitar que os pesquisadores brasileiros possam demonstrar suas competências.
Nas Universidades Estaduais a pesquisa é coisa para poucos,alguns privilegiados.
É preciso que se construa uma interação entre pesquisadorXpesquisa.
Falo ,principalmente de Educação.
os candidatos falam ,falam em Educação,mas acabam caindo na periferia do que falou a fim de que o povo vote.
O que os candidatos estão propondo sobre Educação?
Comentário de Rodrigo De Filippo em 25 março 2010 às 0:37
Há muitos anos atrás ouvi uma história curiosa: um grupo de matemáticos na Polônia se reuniu para discutir o que fazer, pois precisavam encontrar algo que os destacassem na matemática mundial. Durante horas buscaram um brecha entre americanos e demais europeus, até encontrarem uma área pouco pesquisada, desconsiderada por todos. Daí teria surgido o que hoje se conhece como "lógica polonesa".

Com o Brasil entendo que falta essa reflexão: em que poderemos ser melhores que todos? Em que poderemos nos destacar e desenvolver tecnologia e patentes?

O Brasil tem o maior potencial em recursos naturais do mundo que está sendo destruído pelo boi e pela soja. O Brasil continua preso ao setor primário de produção: agricultura e mineração. E ambos são os maiores flagelos dos ricos ecossistemas e toda a biotecnologia que pode ser produzida. Essências, princípios ativos para a cura de diversas doenças, alternativas de alimentos, além de minerais nobres que poderiam ser processados aqui e serem exportados com grande valor agregado.

O Brasil é um dos primeiros do mundo em tecnologia para celular. O Brasil tem excelentes profissionais na área de informática que poderiam desenvolver software para o mundo.

Falamos em condições de trabalho, renumeração e outros aspectos, mas qual seria o projeto? Deixo-lhes a reflexão. Há muitas possibilidades além das poucas que citei.

Não podemos nos espelhar na China porque a China produz como a Europa no final do século XIX, sem leis que respeitem seus trabalhadores e sem quaisquer restrições ambientais.
Comentário de Rodrigo De Filippo em 25 março 2010 às 0:08
Gostei da analogia entre advogados e engenheiros, e ela talvez explique parcialmente algumas coisas, principalmente a ausência de direitos trabalhistas e sociais na China, e a ausência de regras ambientais e para o consumidor. O que vejo na China é o antigo Brasil Grande, mas sustentado pelo consumo americano. A ordem é produzir, não importa como. Os chineses trabalham como os operários europeus no final do século XIX. Os chineses piratearam tecnologica, tanto quanto os japoneses, europeus e americanos. O que move a China é a falta de regras. Se não tivessemos regras, não teríamos mais a Amazônia, e o Sudeste estaria tão seco quanto o sertão nordestino, porque nossa chuva vem de lá.
Ao menos há ilhas de tecnologia de ponta na China, e se estabelecem metas de longo prazo (mas essa conta ainda vai estourar). O único que tentou pensar no país daqui a vinte anos se cansou e voltou para Harvard. Mangabeira Unger se equivocou em muitos pontos, mas ao menos ele tentou pensar um Brasil para a próxima geração. A Coreia, o Japão e Taiwan fizeram isso antes. O Vietnã está fazendo isso! E nós? Mas o pensamento no futuro não deveria brotar das universidades? É preciso que o meio acadêmico reflita sobre si mesmo e perceba que sua estrutura também é parte do problema. É preciso cobrança e resultados. Ontem mesmo li matéria sobre uma tese de doutorado em sociologia. Prefiro crer que a matéria esteja errada, ou a tese toda estará errada, e mais errada ainda a universidade que homologou a titulação. Enquanto esse ambiente de igrejinhas e corporativismo se mantiver, sorte dos cérebros que conseguirem se safar para outro país.
Comentário de Eugênio Issamu Kishi em 24 março 2010 às 13:45
Na China os engenheiros mandam
(Por Marcelo Alencar)


Muito se especula sobre o crescimento continuado da China nas duas últimas décadas.
Qual seria o segredo da grande potência comunista para manter índices de
crescimento acima de 10% por tanto tempo, desafiando as previsões dos Economistas
ocidentais?

Em termos de poder de compra, a China já é o segundo país do mundo, com um PIB de
7,263 trilhões de dólares e uma renda per capita de 5,6 mil dólares, atrás apenas
dos Estados Unidos, que tem um PIB de 11,750 trilhões de dólares e uma renda per
capita de 40,1 mil dólares anuais. O Japão fica em terceiro, com PIB de 3,745
trilhões e renda anual por habitante de 29,4 mil dólares. O Brasil vem em nono
lugar, com um PIB ajustado pela paridade do poder de compra de 1,492 trilhões de
dólares e uma renda per capita de 8,1 mil dólares.

A população chinesa chega a 1,3 bilhões de pessoas, mais de sete vezes a população
do Brasil, para uma área de 9,6 milhões de quilômetros quadrados, dez por cento a
mais que a área do Brasil. Com essa densidade populacional, a China apresenta um mercado fenomenal para comunicações. São 174 cidades com mais de um milhão de
habitantes.

As maiores companhias de telecomunicações do mundo como Alcatel, Juniper e Cisco
estão na China, para construir uma rede de alta velocidade que vai interligar 200
cidades, com investimento da China Telecom Corporation da ordem de 100 milhões de
dólares.

A China também está desenvolvendo um padrão de televisão digital próprio, o que é natural para um mercado de 40 milhões de televisores vendidos anualmente e perto de
350 milhões de televisores instalados. A China produz quase a metade dos
televisores do mundo e compra um terço deles. Isso faz com o país tenha uma demanda de 65 bilhões de dólares em circuitos integrados (chips), suficiente para manter o mundo atento, visto que a produção chinesa supre apenas 3,1 bilhões.

Entretanto, provavelmente o grande segredo da China esteja na proporção de
Engenheiros no poder. Todos os membros do Comitê do Politburo são Engenheiros. Hun
Jintao, Presidente da República Popular da China, é Engenheiro Civil. Wen Jiabao,
Premier do Conselho de Estado, e Luo Gan são Engenheiros de Minas. Huang Ju, Jia
Qinglin, Li Changchun, Wu Bangguo, Wu Guanzheng e Zeng Qinghong são Engenheiros
Eletricistas.

O Brasil, em contrapartida, é o País dos Advogados no poder. Mais de setenta por
cento do Congresso é formado por Advogados. Poucos Ministros do governo Silva são Engenheiros. Isso sem falar no Judiciário, no Ministério Público e na Polícia, feudos dos Advogados. Segundo estatísticas, o País forma mais Advogados por ano que Estados Unidos, Europa e Coréia juntos, apesar da própria Constituição tornar a profissão de Advogado, em teoria, supérflua, visto que
obriga todo brasileiro a conhecer a Lei.

Quem sabe, o exemplo chinês possa influenciar os governantes e o povo a colocar em posições de comando profissionais que realmente têm
algo a dar ao País e não apenas
tirar, como mostra a crise atual. Pode ser a solução para garantir ao Brasil um
futuro em ciência e tecnologia.
Comentário de Maicon Saul Faria em 24 março 2010 às 0:56
Nota recentemente publicada por um professor da ufscar na SBF http://www.sbf1.sbfisica.org.br/boletim1/msg211.htm
Acredito que ela é muito pertinente para questão.
Comentário de Sebastião de Oliveira em 22 março 2010 às 23:03
Leiam na Veja dessa semana um texto do Claudio de Mora Castro, "O berço da ciencia", conta que o MCT - Ministerio da Ciencia e Tecnologia publicou um folheto com os 38 cientista brasileiros mais destacados de todos os tempos, e com suas minibiografias traça quadro de quem eram, onde nasceram, onde se desenvolveram, muito interessante.
Nassif, desculpe a publicidade, mas leitura não pode haver partidarismo.
Abraços
Comentário de José Luiz Foureaux de Souza Jr. em 22 março 2010 às 13:08
Muito bem! Uma política de "atração" de cérebros não pode, jamais, não ser considerada uma iniciativa boa, positiva. No entanto, eu fico pensando se, a partir dessa proposição, não seria possível começar um processo de mudança na orientação da "educação" (no sentido mais amplo do termo) para que haja uma espécie de compensação, no sentido de fomentar a formação, a sustentação e a manutenção dos cérebros em território nacional. Vejam que não sou contra o intercâmbio. No entanto, mais que um movimento de "exportação", penso que é tão importante quanto, o movimento de "trânsito" de cérebros. Uma via de mão dupla, sempre e mais!
Comentário de Carlos Alberto Marinheiro em 22 março 2010 às 0:54
Muito interessante o tema da discussão.
Melhorar o nível da educação brasileira não só irá atrair cérebros, mas identificar muitos brasileiros com potencial de pesquisa e produção de conhecimentos.
Parabens pela idéia do debate.
 

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