A DIVINA COMÉDIA

Poema épico de Dante Alighieri

Divina Comédia é a obra prima de Dante Alighieri, que a iniciou provavelmente por volta de 1307, concluindo-a pouco antes de sua morte (1321). Escrita em italiano, a obra é um poema narrativo rigorosamente simétrico e planejado que narra uma odisséia pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Dante, o personagem da história, é guiado pelo inferno e purgatório pelo poeta romano Virgílio, e no céu por Beatriz, musa em várias de suas obras.

O poema possui uma impressionante simetria matemática baseada no número três. É escrito utilizando uma técnica original conhecida como terza rima, onde as estrofes de dez sílabas, com três linhas cada, rimam da forma ABA, BCB, CDC, DED, EFE, etc. Ou seja, a linha central de cada terceto controla as duas linhas marginais do terceto seguinte. Veja um exemplo (primeiras estrofes do Inferno):

1 Nel mezzo del cammin di nostra vita A
2 mi ritrovai per una selva oscura B
3 ché la diritta via era smarrita. A

4 Ahi quanto a dir qual era è cosa dura B
5 esta selva selvaggia e aspra e forte C
6 che nel pensier rinova la paura! B

7 Tant'è amara che poco è più morte; C
8 ma per trattar del ben ch'i' vi trovai, D
9 dirò de l'altre cose ch'i' v'ho scorte. C

10 Io non so ben ridir com'i' v'intrai, D
11 tant'era pien di sonno a quel punto E
12 che la verace via abbandonai. D

Ao fazer com que cada terceto antecipe o som que irá ecoar duas vezes no terceto seguinte, a terza rima dá uma impressão de movimento ao poema. É como se ele iniciasse um processo que não poderia mais parar. Através do desenho abaixo pode-se ter uma visão mais clara do efeito dinâmico da poesia:

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Respostas a este tópico

À Margem da História

Euclides da Cunha

Foi Coelho Neto, grande amigo de Euclides, que o induziu a editar seus livros na Editora Lello, de Portugal. O êxito editorial do autor de Livro de Prata (pelo assunto e pelo estilo) o animou a aconselhar seu colega da Academia à prestigiosa casa do Pôrto. A morte inesperada de Euclides, porém, as naturais dificuldades para os necessários contatos com editores e a falta de afinidade dos portugueses com a temática euclidiana fizeram com que as seguintes edições de Contrastes e Confrontos e À Margem da História se espaçassem cada vez mais e não tivessem a indispensável assistência direta do Autor, ou de revisores afeitos à matéria.
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A REBELIÃO DAS MASSAS

Jose Ortega y Gasset


"A Rebelião das Massas", obra prima de José Ortega y Gasset, começou a ser publicado em 1926 num jornal madrilenho ("El Sol").

Retrata as grandes transformações do século XX, especialmente na Europa, com ênfase no processo histórico de crescimento das massas urbanas. Não se refere às classes sociais mas às multidões e aglomerações. Tendo esse contexto como pano de fundo, Ortega discute temas, aparentemente contrários entre si, mas que se fundem (ou devem fundir-se) numa unidade de sentido. É assim que contrapõe individualismo e submissão ao coletivo; comunidade, nação e estado; história, presente e porvir; homens cultos e especialistas; poder arbitrário e respeito à opinião pública; juventude e velhice; guerra e pacifismo; masculino e feminino.
São tópicos que, inevitavelmente, nos induzem à reflexão crítica. Em alguns casos são apresentados
de forma extremamente provocativa.
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A Política

Aristóteles

Só penetramos bem as obras próximas de nós mesmos ou de nosso tempo, pelo menos por algum aspecto.Igualmente, só se amam os escritos cujo autor nos atrai por seu caráter e por seu exemplo. Ora, Aristóteles, com a extrema dignidade de vida, a nobreza de pensamento, o gosto por um justo equilíbrio, é para nós, por toda a sua personalidade, um reconforto.
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A CAVERNA

José Saramago


Para Saramago, "a literatura sempre tem algo importante para dizer num mundo como o atual, onde o ser humano é a coisa mais descartável que há". "Perdemos o sentido do protesto, o sentido crítico, parece que vivemos no melhor dos mundos possíveis" , disse. "Vivemos rodeados de inseguranças: insegurança na sociedade, no trabalho, na vida diária", acrescentou. "A Caverna não é um manifesto político nem ideológico, mas um romance", disse Saramago, acrescentando que a obra apenas pretende que pensemos para onde vamos. Saramago assegurou ainda que "a globalização econômica é uma nova forma de totalitarismo e que a democracia é um ponto de partida e não de chegada". Em sua opinião, quando os cidadãos crêem que a têm, é quando começam a perdê-la. "Assistimos a um mundo em extinção. O único lugar seguro são os shoppings que, curiosamente, não têm janelas. E um lugar sem janelas é uma caverna".
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As Intermitências Da Morte

José Saramago


A partir do primeiro segundo daquele ano, ninguém naquele país morreu, caso que até aquele momento nunca tinha acontecido; não acontecido em lugar nenhum do planeta; em tempo algum de sua existência.
No primeiro momento, todos daquela nação se sentiram felizes, já que a vida se eternizara a todos os seres humanos daquele país; como se fossem os escolhidos. Mas não era bem assim. Além de deixar confusos teólogos, filósofos e governo, o misterioso fato fez com que aos poucos as gentes daquele país percebessem a gravidade da situação. Mesmo aqueles que sofressem trágicos acidentes; que tivessem idade avançadíssima; que tivessem graves doenças; ninguém morria, mostrando que, com a ?eternização? da vida, as dores também seriam eternas.
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A Metamorfose
Kafka


Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregório Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar.Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos.
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Boa noite Paulo, obrigado pela dica!
A Ideologia Alemã

Karl Marx
Friedrich Engels


Até agora, os homens formaram sempre idéias falsas sobre si mesmos, sobre aquilo que são ou deveriam ser. Organizaram as suas relações mútuas em função das representações de Deus, do homem normal, etc., que aceitavam. Estes produtos do seu cérebro acabaram por os dominar; apesar de criadores, inclinaram-se perante as suas próprias criações. Libertemo-los portanto das quimeras, das idéias,
dos dogmas, dos seres imaginários cujo jugo os faz degenerar. Revoltemo-nos contra o império dessas idéias. Ensinamos os homens a substituir essas ilusões por pensamentos que correspondam à essência do homem, afirma um; a ter perante elas uma atitude crítica, afirma outro; a tirá-las da cabeça, diz um terceiro e a realidade existente desaparecerá.
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A JANGADA DE PEDRA

JOSÉ SARAMAGO

Autor português, vencedor do nobel de literatura pelo conjunto da obra, e que obra. Saramago é autor de uma obra imensa e bela obra, seus livros são intensos, caustícos, apaixonados, irônicos e com um humor sardônicos que apenas ele e alguns gênios da literatura universal são capazes de crias. Seus livros não sofrem modificações ou qualquer adaptação quando editados em países de lingua portuguesa, o que confere uma literatura uniforme e identificada com as coisas lusitanas. O livro intitulado A JANGADA DE PEDRA é de longe uma leitura obrigatória. É atualissimo, e trata das questões de identidade, coisa que num mundo globalizado como o nosso é mais do que pertinente. no romance em comento Saramago traduz a angústia da segregação do povo lusitano, que dentro de um Europa excludente se sente um povo à margem, literalmente no istmo final do velho continente. Surreal, o romance diz do dia em que Portugal sofre uma ruptura, uma trinca e se separa do continente europeu e, à deriva como uma imensa jangada sem rumo o povo lusitana navega por mares nunca dantes navegados, porque navegar é preciso para encontrar-se o "eu" perdido de cada um. No velho continente diz-se que a parte mais ocidental é a ibéria, e aqueles povos são chamados de iberos, não de europeus. Hoje, neste mundo, pergunta-se o que é identidade?
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História da Riqueza do Homem

Leo Huberman

Este livro tem um duplo objetivo. É uma tentativa de explicar a história pela teoria econômica, e a teoria econômica pela história. Essa inter-relação é importante - é necessária. O ensino da história se ressente quando pouca atenção se dispensa ao seu aspecto econômico, e a teoria econômica se torna monótona, quando divorciada de seu fundo histórico. A "Ciência triste" continuará triste, enquanto ensinada e estudada num vácuo histórico. A lei da renda de Ricardo é, em si, difícil e insípida. Mas situada em seu contexto histórico, vista como uma batalha na luta entre proprietárias de terras e industriais, na Inglaterra do início do século XIX, ela se tornará animada e significativa.
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A Máquina de Crenças

Autor: James Alcock
Tradução: Daniel Sottomaior


O nosso cérebro e o nosso sistema nervoso constituem uma máquina geradora de crenças, um
sistema que evolui não para garantir a verdade, a lógica e a razão, mas a sobrevivência. A máquina de crenças tem sete peças básicas.
Muitas pessoas crêem nas idéias a seguir. Todas elas já foram calorosamente debatidas:
– Através da hipnose pode-se conhecer vidas passadas
– Horóscopos fornecem informações úteis sobre o futuro
– Às vezes acontecem curas espirituais onde a medicina convencional falha
– Está em andamento uma ampla conspiração satânica transgeracional na sociedade
– Algumas pessoas com dons especiais podem usar seus poderes extra-sensoriais para ajudar a polícia a desvendar crimes
– Às vezes nos comunicamos com outras pessoas telepaticamente
– Algumas pessoas foram raptadas por OVNIs e voltaram à Terra
– Elvis está vivo
– Vitamina C cura ou previne resfriados
– Imigrantes estão roubando os nossos empregos
– Alguns grupos étnicos são intelectualmente inferiores
– Alguns grupos étnicos são superiores atleticamente, pelo menos em alguns esportes
– Crime e violência estão ligados à ruptura da família tradicional
– O crescente poderio atômico da Coréia do Norte é uma ameaça à paz mundial
A despeito da grande confiança tanto de crentes como de descrentes, nenhum dos lados tem
muitas evidências objetivas – se é que tem alguma – para sustentar sua posição. Algumas dessas
crenças, como telepatia e astrologia, contradizem o conhecimento científico atual do nosso mundo e
portanto são consideradas “irracionais” por muitos cientistas. Outras não contradizem a ciência, e
baseadas em fatos ou não, ninguém as consideraria irracionais.
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A Relatividade do Errado


Autor: Isaac Asimov

Tradução: Daniel Sottomaior

O problema básico é que as pessoas pensam que “certo” e “errado” são absolutos; que tudo que
não é perfeitamente e completamente certo é totalmente e igualmente errado. Entretanto, eu penso que não é assim. Parece-me que certo e errado são conceitos nebulosos, e eu devotarei este ensaio a explicar por que eu penso assim.
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