O silêncio revelador da página em branco e a sua exploração espacial.

Apesar do título (ETERNAmente) sugerir alguma ligação com a tradição
concretista, seu conteúdo implícito remete justamente uma direção
contrária, abstrata: o tempo e a alma. A mente que se eterniza ao
perder qualquer relação concreta, objetiva, material e, assim, ao se
desprender da própria palavra (em sua simples estrutura e solidez),
rompe qualquer vínculo com o movimento estético concretista ao diluir
inclusive a forma, fixando uma poética essencialmente abstrata.

E, é daí que o poeta constrói sua poética na intenção de atingir uma
transcendência além da estrutura formal para falar da imortalidade da
alma.


ETERNAMENTE

"No princípio era o verbo..."

A palavra como veículo à transcendência do mundo material. A
utilização estética como meio de alcançar a alma.

Do concreto para o abstrato. Do físico para o metafísco. Um universo
onde o logos é a criação e o próprio universo.

Um livro esteticamente instigante, onde a exploração da página em
branco é utilizada para sugerir a poesia. Um choque visual e estético.

A palavra em seu paradoxal silêncio. Nenhuma palavra é silêncio. Toda
palavra contém seu contorno silencioso. Todo silêncio contém uma
palavra.

O desafio do artista diante da página em branco.

Um livro que é um desafio ao leitor.


para adquirir o livro ETERNAMENTE acesse:
http://www.agbook.com.br/book/25873--eternaMENTE

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