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Última atividade: 20 Mar, 2012


Os homicídios representam 46% das causas de mortes de jovens entre 12 e 18 anos no Brasil. O levantamento foi realizado pelo Observatório de Favelas em conjunto com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Estima-se que o número de adolescentes assassinados no período de 2006 a 2012 ultrapasse a 33 mil caso as condições de violência, desemprego e insegurança social não sejam combatidas.

Raça, gênero, idade e território, são ligados diretamente ao aumento das chances de uma pessoa ser vítima de homicídio, o que nos leva a questionar as bases do desenvolvimento de uma Política Nacional de Segurança Pública. Não estaria ela relacionada a outros setores onde o Estado também apresenta deficiências, como saúde, educação e emprego?

Os mecanismos que estabelecem a segurança pública dentro de um território devem ser desenvolvidos com base em ações conjuntas de ministérios e organizações que representem a sociedade civil. Por isso, sempre será válido o início de discussões para as principais dificuldades de implementação do tema.

A Comunidade de Discussões do Luiz Nassif convida você para participar de um dos assuntos que mais abarcam fatores que impedem o desempenho social e econômico do Brasil.

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Comentário de Luciana Paes em 8 maio 2010 às 6:01
Se não houvesse impunidade...
Comentário de sídney guedes de oliveira em 9 março 2010 às 10:57
Pensar em segurança pública é pensar em uma total reformulação das intituições policiais militares e civis deste país e no sistema prisional que esta completamente debilitado.Esse tema deverá contar com a participação de vários setores ligados direta e indiretamente a ele.Não podemos esquecer que isso requer um determinado tempo de maturaçaõ e uma considerável monta em investimentos.
Comentário de Bayardo Brizolla em 30 janeiro 2010 às 23:57
Sou um homem de esquerda, a favor dos movimentos sociais, e sempre me coloquei contra qualquer tipo de arbitrariedade, bem como do abuso e uso de força desproporcional, seja esta força física ou mesmo psíquica (qualquer ato de coação), mas execrar a Polícia, na situação em que se encontra a sociedade atual, é o mesmo que dar carta branca aos comandos do crime organizado, pois existe uma diferença entre querermos construir uma instituição policial melhor, e de utilizarmos o espaço na mídia apenas para execra-los. Esquecemos por muitas vezes, que os policiais também são trabalhadores, tem família e recebem do estado uma remuneração ínfima para arriscarem suas vidas, por este motivo acho leviano e irresponsável quem apenas se dá o direito à críticas, sem que apresente qualquer argumentação para construção de uma instituição policial melhor, criando assim o ambiente propício para o fortalecimento do crime organizado. Antes de criticar, coloquemo-nos no lugar, ou tentemos ter uma visão menos esdrúxula e vingativa contra uma instituição que já é tão penalizada pelo seu próprio passado. Não estou aqui para defender nenhuma atitude criminosa, mas para ponderar e tentar mostrar como devemos tomar cuidado com este assunto, pois colocado de determinada maneira, apenas alimenta ainda mais a violência e o crime organizado, que se sente protegido e intocável, respaldado nos ataques da mídia sobre aqueles que lhe enfrentam.
Comentário de Danilo Sàvio Rocha Cavalcante em 22 janeiro 2010 às 15:27
A sociedade brasileira deve pensar em tantas coisas. viveos um mundo de várias dimensões, os ricos se encastelam, criam mais lei para se livrar dos pobres, alegam que no presídios eles se transformarão, lá dentro aprendem a ter profisão, a ser cidadão, toeria cínica realmente. Deviam investir aqui fora, combater a pobreza sem assitencialismo, dando educação de verdade, pagando melhor aos professores, barateando a construção de habitações populares, barateando o uso da energia e das telecomunicações, o suso dos transportes coletivos, dando educação de verdade aqui fora, distribuir melhor a captação da renda, aplicar de verdade os impostos recolhidos, deixar de dar esmolas ao povo. Assim a violência se não acabasse diminua, entao a policia não ia ter muito o que investigar, teríamos pessoas vivendo como gente, satisfeitas, com esperança. A elite dominadora já devia ter descoberto que não adianta se esconder em quartos e carros blindados. Não tem jeito. O jeito seria termos governantes verdadeiros que não escondessem dinheiro na cueca, nas meias, que não superfaturasse a compra de medicamentos, de merenda escolar, ... o que sei é que bandido pobre não assalta banco com metralhadora, quem estar atrás diso? E por que o tráfico de entorpecente tem tanta força?
Algemas, presidios seguros, para botar lá dentro os mais pobres, os que não tem família bem estruturada. É hora dos q ue estão lá em cima abrir os olhos, eles vão ser engolidos pelo abismos que criaram ..... tem gente morando mal, muitas pessoas morando dentro de um quartinho. A alimentação continua muito cara, a gasolina não para de aumentar, ossimpostos não param de aumentar. Os hospitais públicos estão sucateados, as escolas públicas com profesores ganhando uma miséria. Por que na organização do Estados certas pessoas ganham tanto dinheiro enquanto um professor ganha uma bagatela? A realeza ainda está ai, nos sustentamos aqueles que não lavam um prato, que não anda a pé para o trabalho, que não andam num transporte coletivo de péssima qualidade, que comem laosta e almoçam em restaurantes caros. Os carros de luxo são blindados, nunca souberam nem viram crianças catando resto de frutas podres nas feiras. Nunca conversasaram com um jovem sem expectativa na vida, sem emprego, como o pai e a mãe iletrado, por conta de sistemas injustos. Assim escolas públicas para o povinho, e escolas boas para os que vão dominar ...Esse medo não vai passar, medo do semelhnte, quem sofre agride, e a eleite vai recebendo o qu ela está plantando. Por isso, vamos votar em gente que tem estória com social, ou nada vai mudar, votar em quem não conhece outras dimensões e desejar fortalecer o sustema repressivo, gastar verba pública com presídos, ao invés de criar espaços públicos para as crianças pobres terem lazer, sairem de seus minusculos quartinhos, poderem respirar e se sentirem importante.
Chega de demagocia, ... ninguém vai estar seguro, e isso somente mudará quando so que estão na gestão da verba pública descobrirem que essa verba não lhes pertence é do povo. E povo abandonado é como fera ferida, vai devolver o ódio, a miséria, para aqueles que não cumprem com suas obrigações. Daí por que muitos bandidos acabam dando a impressão nas favelas de que são o Salvador da Pátria ... tomam a frente do Estado, e os resultados são terríveis. Chegou o momento de de limpar o Estado-Poder das pessoas desonestas, daqueles que se corompem, que são muito bons para si e suas famílias, prender os miseráveis, tirar os meninos das ruas, não é a solução. A solução estár em se transformar em bons e leais adminstradores. Equanto isso não acontecer, enquanto a coisa pública não for tratada com zelo, e com lealdade ao seu destinatário que é cada um de nós, que nos chamamos cidadãos,, vamos im precisar de opressão, de policia e de muita cacetada, que tem fome não pode se calar, quem não tem eperança não tem o que perder. Vamos ver se agente que tem qualquer tipo de poder nas mãos,, pelo menor poder que tenha presta atenção nisso, e descobre que somos nós, pobres e ricos que garantimos suas mordomias.
Quando o mundo todo acordar para isso, para a grande partilha, ai sim, teremos mais paz, mais igualdade, mais justiça, e muito menos pessoas safadas.
Comentário de Antonio Carlos de Holanda Cavalc em 22 novembro 2009 às 11:57
Penso que todos nós, não só aqueles que governam o país, devemos parar de fingir que não existem duas classes de pessoas em quase todas as cidades em que vivemos. Os incluídos e os excluídos. Em todas as cidades brasileiras que conheço, incluindo as menores, muita gente precisa morar em áreas invadidas, geralmente na periferia ou em morros. O Estado e todos os incluídos (aqueles que como nós, moram regularmente, em bairros urbanizados e com estrutura e paga impostos altíssimos) fingimos que isso não existe e torcemos para que aquela gente feia e pobre não invada o nosso espaço. Se invadir e nos agredir, prisão para eles; e que o presídio os devolva reeducados, reintegrados, ressocializados. Essas três palavras representam uma grande idiotice, pois como é que seres que nunca foram socializados, educados e integrados na sociedade, o serão após cumprir uma pena em uma prisão? Nem que fosse uma prisão suíça. A sociedade deve ser uma só e todos nós somos responsáveis por isso.
Comentário de C. Brayton em 21 novembro 2009 às 16:40
Como gringolandense morando entre os tupiniquin, nada me causa tanto choque quanto o estado real de segurança pública. No Rio, os policias não fazem o trabalho dado a eles porque estão trabalhando em milicias, um mercado negro em proteção parecido com a mafia clásica. Entretanto, eu pago um flanelinha educado para não depredar meu veículo. A polícia é uma organização criminoso e vice versa: Só em paises em desenvolvimento como Kenya é a contradição tão imbricado no tecido social.
Comentário de Carlos Gomes de Moura em 2 novembro 2009 às 11:27
Eu acredito que o problema da segurança pública no Brasil passa necessariamente por uma mudança de metodologia na formação da polícia e de todos que lidam com esta área, pois a melhoria da segurança pública está intrinsecamente relacionada à prevenção e à educação...
Não adianta os estados manterem a estrutura atual de manter presos em delegacias, em ambientes que não são indicados para a recuperação dos mesmos...
O preso é um doente moral...os programas para recuperação necessitam urgentemente serem repensados...
Abraços a todos!!!
Comentário de Rosemary Medeiros de Abreu em 16 setembro 2009 às 22:06
Fim da Polícia Investigativa
Olá Nassif, sou agente de Polícia Federal e resolvi postar no seu blog para chamar a atenção sobre uma aberração que está acontecendo no sistema penal brasileiro da qual só vejo silêncio da grande mídia. Recentemente o STF editou uma Súmula Vinculante que dá direito a qualquer pessoa que saiba estar sendo investigada pela polícia ter acesso ao inquérito policial correspondente. Diz o texto: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Mesmo se tratando de casos de sigilo, deve ser assegurado o acesso às provas constituídas no procedimento. O Ministério Público Federal no Ceará com base nessa súmula recomendou nesta terça-feira, 15, que a Polícia Federal no estado envie comunicação escrita às pessoas contra as quais tenha sido instaurado procedimento ou inquérito policial.
O processo penal brasileiro identifica dois momentos. O primeiro momento, chamado de fase inquisitória é a abertura do inquérito policial. Quando da notícia de um crime o delegado de polícia instaura um inquérito com o objetivo de identificar a autoria. Instaurado o inquérito os agentes vão colher provas para em um segundo momento subsidiar o Ministério Público em uma ação penal. Se o Ministério Público entender que há indícios reais de autoria do crime pelo indiciado no inquérito ele oferece denúncia à justiça. Inicia-se então na justiça a ação penal propriamente dita. E é somente nessa fase que o Código de Processo Penal garante a ampla defesa e contraditório onde o Ministério Público se torna o acusador e o indicado se transforma em réu, com acesso total ao inquérito.
Não tenho como policial não sentir com essas súmulas a decretação do fim do trabalho de policia investigativa, e somada à súmula das algemas o fim da polícia. Não podemos mais algemar e nem investigar em segredo. Na prática, daqui pra frente funciona assim: avisamos o bandido, lá no começo, antes da ação penal, que ele está sendo investigado e mais a frente quando formos executar o mandado de prisão pedimos “por favor” para que o mesmo nos acompanhe. Seria comédia se não fosse preocupante. É bom lembrar que ela vai valer também para todos os outros crimes, como tráfico de drogas, homicídio, estupro, roubo.....
E o mais triste é saber que essa interferência de poderes com a edição de súmulas que limitam o trabalho de polícia ocorreu apenas como conseqüência de uma ação contra um banqueiro (pós Satiagraha). No momento em que o mundo inteiro discute ferramentas para estrangular o crime organizado nosso Supremo facilita o trabalho de criminosos ao dar possibilidade de destruição de provas antes mesmo da abertura de ação penal.
Como policial vejo essas súmulas como mordaça ao nosso trabalho e como cidadã lamento profundamente as conseqüências disso para o país. É chegada a hora de o STF parar de curvar se ao lobby dos grandes escritórios de advocacia para defender em primeiro lugar o interesse da sociedade.
 

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