Setor Elétrico Brasileiro

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Este grupo pretende discutir o Setor Elétrico. Participe enviando comentários, estudos e trabalhos sobre a matriz energética, planejamento, Luz para Todos, leilões, entre outros. Sua pergunta, enviada por vídeo, pode ir para o Brasilianasorg.

Membros: 92
Última atividade: 19 Out, 2015

Setor Elétrico Brasileiro: Uma aventura mercantil

O autor, Roberto Pereira d'Araújo, discute as implicações ambientais da implantação e operação dos diversos sistemas de produção da energia elétrica. O trabalho abrange o histórico do setor elétrico do país e avalia a situação energética no mundo.

Livro Setor Elétrico Brasileiro.pdf

A publicação do livro foi autorizada pelo autor.

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Comentário de Elton Bandeira em 21 abril 2010 às 10:42
Lanço minhas opiniões possivelmente disparatadas na esperança de ser criticado e com isso entender melhor o que se passa.

O fato de o consórcio da Chesf ter vencido este leilão parece um engôdo tão escancarado quanto o próprio leilão. Parecem querer com isso acalmar as lideranças nordestinas que se rebelaram contra a perda de autonomia da Chesf.

Ao contrário do que possa parecer, Belo Monte não fortalece a Chesf, e, ao mesmo tempo, mostra a falência desse modelo. Assim como em Jirau, não teremos técnicos chesfianos lá, não teremos a operação e manutenção, nem tampouco o poder de decisão. Enfim, sem querer desmerecer algum eventual estudo que tenha sido feito para a elaboração da proposta, a Eletrobrás será apenas uma garantia para o empréstimo tomado no BNDES por um consórcio cuja maior parte das ações será de privados.

Uma licitação mal feita, cheio de furos legais e ambientais que forja uma concorrência entre dois consórcios criados pela mesma empresa (Sistema Eletrobrás), que contará com 80% do capital emprestado pelo BNDES a taxas subsidiadas, além de isenção fiscal, e que, no final, entrega o poder de decisão sobre o empreendimento a agentes privados cujos interesses passam longe da responsabilidade sócio-ambiental.

Tudo isso para fazer crer que há uma busca por modicidade tarifária, alguém acredita nisso?

Vejo nessa diretriz de a Eletrobrás participar como minoritária nas SPEs, um desserviço ao país, mas gostaria muito de ser convencido do contrário.
Comentário de Rogério Maestri em 20 abril 2010 às 2:42
Gustavo

Perdi algum tempo lendo o trabalho desses especialistas financiados pelo WWF e outras ONGs, não vi nada de surpreendente. Excetuando uma das últimas partes (deixada para o fim) que concentua os prejudicados como quem na terra trabalha e não só os proprietários, não vi grande coisa.

Achei meio hilário a preocupação que os botos poderão subir o rio e se alimentar dos peixes que atualmente eles não alcançam, não sei o que esses senhores tem contra os botinhos rosa ficarem mais gordinhos e bem alimentados, entre peixes e botos eu sou mais simpáticos a estes últimos.
Comentário de Gustavo Cherubine em 19 abril 2010 às 12:59
Olá, no link e aqui nesta página, um estudo com vários especialistas sobre Belo Monte.

http://www.internationalrivers.org/files/Belo%20Monte%20pareceres%2...

Abraços, Gustavo.

Belo Monte pareceres IBAMA_online (3).pdf
Comentário de Rogério Maestri em 13 abril 2010 às 0:11
Caros amigos

Plagiando o Barão de Itararé "Há mais coisa entre o céu e a Terra do que aviões de carreira", leiam a seguinte notícia sobre a surpreendente indústria Espanhola de energia através de paineis fotovoltaicos em
http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jN4gfR6R-NBM6jp-...
O surpreendente de tudo é que o sucesso é tanto que os painéis fotovoitaicos produzem energia a noite, ou seja há fraude nos dados da produtividade desses tipos de aparelhos.

Energia subsidiada dá nisto!
Comentário de Gustavo Cherubine em 6 abril 2010 às 18:36
Conde, você perderá seu condado virtual se tornará um reles plebeu por justamente não querer discutir com nenhum deles!

Precisamos falar com o Monarca El Nassif!

Enquanto isso, aqui da periferia, tento mantê-lo no grupo, eu, um reles plebeu, sem título, sem condado!

Confira, Caro Conde.

Abraços, Gustavo Cherubine.

http://www.pauloteixeira13.com.br/?p=4650#more-4650

Por uma indústria fotovoltaica brasileira

Foto: Wikimedia Commons

Muito emora tenha elevado custo de geração, ao menos quando comparado às fontes convencionais, a conversão fotovoltaica da energia solar traz benefícios aos sistemas elétricos e são pró-meio-ambiente.
Dessa forma, convém estimular a indústria fotovoltaica nacional para que o país não seja apenas um importador dessa tecnologia no futuro.

Isso é o que dizem Roberto Zilles e Ricardo Rüther em texto publicado ontem (4) no caderno de Opinião do jornal Valor Econômico. Os autores também relatam encontros e debates que fizeram comigo e com o então secretário de Minas e Energia, Márcio Zimmermannno, no ano de 2008.

Ocorre que agora tramita no Senado Federal o PL 336/2009, que propõe a isenção do Imposto de Importação para células solares fotovoltaicas, módulos ou painéis, suas partes e acessórios — o que prejudica decisivamente o desenvolvimento da indústria fotovoltaica no Brasil.
Confira aqui o texto na íntegra:
Custo de geração de energia tende a se aproximar do mercado
Telhados solares e a indústria fotovoltaica
É preciso estimular a indústria fotovoltaica para que não sejamos meros importadores dessa tecnologia no futuro.
A conversão fotovoltaica da energia solar por meio de sistemas conectados à rede promove diversos benefícios ao sistema elétrico e ao meio ambiente. A principal vantagem técnica é a possibilidade de se produzir eletricidade nos próprios pontos de consumo, de preferência integrados diretamente nos telhados, fachadas e coberturas das edificações. Um exemplo desse tipo de aplicação é o prédio da administração do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP que tem 50% da sua eletricidade atendida por um sistema fotovoltaico conectado à rede.
No entanto, a despeito das inúmeras vantagens que esses sistemas apresentam, essa tecnologia enfrenta uma barreira econômica, devido ao elevado custo de geração em relação às fontes convencionais. No Brasil, custa entre duas e três vezes mais gerar energia elétrica a partir de sistemas fotovoltaicos conectados à rede que comprá-la das distribuidoras locais. Muitos países têm enfrentado esse problema com mecanismos de incentivo à produção e à aquisição de equipamentos fotovoltaicos, o que tem dado resultado prático, com a queda gradual no custo de geração, desenvolvimento industrial e geração de empregos nos países que adotaram mecanismos de incentivo associado com o desenvolvimento industrial.
A tarifa convencional brasileira tem sofrido constantes reajustes desde a liberalização do setor elétrico. Se essa tendência se confirmar, vislumbra-se, dentro de alguns anos, um momento em que haverá a equiparação entre o custo de geração por meio de sistemas fotovoltaicos e a tarifa aplicada ao consumidor final. E o Brasil pode não estar totalmente preparado para aproveitar essa oportunidade. Tecnicamente, as experiências com sistemas fotovoltaicos permitem assegurar o domínio da tecnologia e a sua melhor configuração de acordo com os mais variados climas. Mas os investimentos são ínfimos, geralmente ligados a projetos de P&D, realizados por universidades, centros de pesquisa e concessionárias, com uma tímida participação da iniciativa privada.
Em 28/11/2008, após alguns encontros e intensa exposição de motivos ao deputado federal Paulo Teixeira e ao secretário de Minas e Energia Márcio Zimmermann, foi instituído pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME) o Grupo de Trabalho sobre a Geração Distribuída com Sistemas Fotovoltaicos. Os objetivos desse grupo incluem a realização de estudos sobre políticas de incentivo ao uso dos sistemas solares fotovoltaicos e proposição de mecanismos de financiamento adequados à população. É também um dos objetivos do grupo que esses estudos culminem em um programa de difusão da geração distribuída com sistemas fotovoltaicos residenciais, comerciais, industriais e de prédios públicos, associado a uma estratégia de desenvolvimento industrial.
A partir da aprovação do relatório final do grupo, em 11 de março passado, fica evidenciado pelos estudos que a tecnologia solar fotovoltaica irá atingir viabilidade econômica e será largamente utilizada no futuro, no Brasil e em boa parte do planeta, e que nosso país está em condição privilegiada tanto por seu farto recurso solar, como pela abundância das matérias-primas necessárias na fabricação dessa tecnologia. Para tanto, se faz necessária uma política pública de desenvolvimento efetiva, que requer recursos e tomadas de decisão que envolvem mais de uma área do governo. Existem já em avançado nível de maturação uma série de projetos-piloto como os da Eletrosul Megawatt Solar, Estádios Solares e Aeroportos Solares, que servem ao duplo propósito de acrescentar à experiência técnica acumulada nessa área no país, bem como de chamar a atenção do público para a tecnologia com esses projetos-vitrine. A proposta de um programa de incentivo aos telhados solares fotovoltaicos por meio de uma tarifa-prêmio se mostra a mais apropriada para as condições do Brasil. Ao contrário do que foi mais adequado em países desenvolvidos, para o Brasil, esse programa de incentivo deve ser limitado em período e porte (potência total instalada com auxílio do incentivo), com custo e impacto tarifário definidos. Esse programa, associado a uma política de desenvolvimento industrial, deve ser grande o suficiente para estimular o mercado fotovoltaico e pequeno o suficiente para não prejudicar a modicidade tarifária.
Na contramão dos esforços e reconhecimento da necessidade de utilização da energia solar fotovoltaica nos telhados brasileiros, associada com o desenvolvimento industrial, aparece o Projeto de Lei 336/2009 que tramita no Senado Federal. Esse projeto propõe a isenção do Imposto de Importação para células solares fotovoltaicas, módulos ou painéis, suas partes e acessórios, classificadas no código 8541.4032 da tabela de incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, TIPI.
Os módulos fotovoltaicos já gozam do benefício de isenção de ICMS e IPI e atualmente possuem Imposto de Importação de 12%, ademais, os módulos produzidos na China, Estados Unidos, Europa, ao serem importados, tem o abatimento do Imposto do Valor Agregado no país de origem. Portanto, a isenção do Imposto de Importação a módulos fotovoltaicos, proposto pelo PL336/2009, será uma chuva de granizo na proposta de um programa de telhados solares para o Brasil associado com desenvolvimento da indústria fotovoltaica no país. A união de esforços, realizada nos últimos três anos, e as intenções de desenvolvimento industrial no país, revelam que o mais correto é propor a isenção de Imposto de Importação apenas para células fotovoltaicas e de equipamentos para a instalação de fábricas de células e módulos solares fotovoltaicos.
Conceder isenção de importação ao produto finalizado, nas condições atuais, é uma decisão contra o desenvolvimento da indústria fotovoltaica no Brasil. Neste momento em que o trem da história mais uma vez esta passando em nossa porta, precisamos estimular essa indústria no Brasil para que não sejamos, no futuro próximo, mero importadores dessa tecnologia que de qualquer maneira irá desempenhar papel importante em nossa matriz energética no futuro.
Roberto Zilles é dr. pela Universidad Politécnica de Madrid, professor Associado do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, IEE-USP (zilles@iee.usp.br)
Ricardo Rüther é Ph.D. pela University of Western Autralia e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC (ruther@mbox1.ufsc.br)
Este artigo foi publicado de segunda-feira, 5 de abril de 2010 às 17:48
Comentário de Antonio F. C. Conde em 6 abril 2010 às 17:42
Prezado Luis Nassif.
Confesso-lhe o meu desapontamento com o grupo de discussão a respeito do sistema elétrico. A falta de foco, de objetivo, levou a um número grande de mensagens até bem amparadas tecnicamente mas versando sobre muito assuntos, desde às opiniões chesfianas até a entidades que se opõem a Belo Monte e se dizem representantes de quase todas as ONGs (NGOs) do mundo inteiro. A necessidade de expor as opiniões de muitos prejudicam o foco do grupo. Peço-lhe desculpas mas prefiro não mais perder tempo com tantos argumentos a menos que queiram discutir a influência do Flamengo no consumo de energia elétrica ou a influência das barbas dos camarões nas correntes oceânicas. Estou sendo irônico? Sim e é essa a intenção. Não mais gastarei o meu recurso escasso que é o tempo para ler as mensagens. A todos os participantes, desejo boa discussão e espero que consigam resolver todos os problemas do Brasil do mesmo modo que eu tinha essa pretensão nos meus tempos de estudante, que não voltam mais!
Adeus.
Antonio Conde
Comentário de Gustavo Cherubine em 6 abril 2010 às 16:26
Car@s, quem estará em Brasília amanhã?

Vejam: Lançamento do relatório Missão Xingu: Impactos socioambientais e violações de direitos humanos no licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte

Abraços, Gustavo Cherubine.

http://www.mabnacional.org.br/noticias/050410_belomonte.html

05.04.2010
Relatório denuncia violações de direitos humanos
no licenciamento da Usina de Belo Monte (PA)

Violações serão discutidas na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados,
que convocou cinco ministros para debate

Cerca de 80 atingidos pela barragem de Estreito, organizados no MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), participarão, na próxima quarta-feira, dia 7 de abril, em Brasília, da reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, às 14h em Brasília (plenário 9 do anexo II da Câmara), na qual serão debatidos os impactos sociais, ambientais e econômicos da implantação das Usinas Hidrelétricas Belo Monte, no estado do Pará, e de Estreito, no estado do Maranhão. Cinco ministros foram convidados para a reunião (entre eles Edison Lobão – MME, e Carlos Minc - MMA) e já está confirmada a presença dos relatores, e da Sub-Procuradoria Geral da República.

Em 2009, a Relatoria do Direito Humano ao Meio Ambiente recebeu inúmeras denúncias e pedidos de acompanhamento do processo de licenciamento da Usina de Belo Monte. Em novembro de 2009, os relatores realizaram uma missão especial na Volta Grande do Xingu e verificaram in loco os impactos que já estão sendo causados pelo projeto da usina na região. Duas audiências públicas foram realizadas pela Relatoria em conjunto com o Ministério Público Estadual e Federal em duas localidades da Volta Grande do Xingu - Vila Ressaca e Terra Indígena Arara - entre os dias 5 e 7 de novembro de 2009.

Entre os principais problemas constatados pela relatoria, consta a violação do direito constitucional que garante a realização de Oitivas [consultas] Indígenas. As Oitivas Indígenas, obrigatórias pela legislação brasileira e pela Convenção 169 da OIT, ratificada pelo Brasil em 2002, garante aos indígenas o direito de serem informados de maneira objetiva sobre os impactos da obra e de terem sua opinião respeitada. Os 24 grupos étnicos da Bacia do Xingu não foram ouvidos durante o licenciamento de Belo Monte, mas a FUNAI atestou previamente a viabilidade da usina hidrelétrica.

Serviço:

Lançamento do relatório Missão Xingu: Impactos socioambientais e violações de direitos humanos no licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte
Data: 7 de abril às 14h
Local: Plenário 9 do anexo II da Câmara Federal, Brasília
Comentário de Gustavo Cherubine em 6 abril 2010 às 11:28
Amigas/os, na Páscoa fui para o interior de São Paulo.
Compartilho boa reportagem do jornal de São José do Rio Preto sobre os rios da região.
Abraços, Gustavo Cherubine.

http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Meio+Ambiente/7506,...$+3,33+bilhoes+ao+ano.aspx

Meio Ambiente

› Potencial da natureza
São José do Rio Preto, 4 de Abril, 2010 - 3:40
Rios da região movimentam R$ 3,33 bilhões ao ano
Allan de Abreu e Michelle Berti


Edvaldo Santos
[Clique para ampliar.]
Moradores da região sobrevivem das águas dos rios; são 3 mil pescadores profissionalizados
Os rios que cortam a região de Rio Preto geram um faturamento anual de R$ 3,33 bilhões. A riqueza, equivalente à soma do Produto Interno Bruno (PIB) de Catanduva e Votuporanga, reflete as diversas vocações dos grandes rios do Noroeste Paulista. São pelo menos seis atividades econômicas: geração de eletricidade, pesca, turismo, extração de areia, transporte de cargas e garimpo de diamantes.

“Fomos privilegiados pela natureza. Por aqui passam três dos mais importantes rios do centro-sul brasileiro, o Tietê, o Grande e o Paraná”, diz Germano Hernandes Filho, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Turvo/Grande. É natural, segundo ele, que parte da população regional tire o sustento dos grandes cursos d’água. São pelo menos 32,6 mil pessoas que sobrevivem direta ou indiretamente dos rios regionais, conforme estimativas do poder público, empresas e entidades.

As usinas hidrelétricas são, de longe, as que mais tiram dinheiro dos rios. Por ano, as seis unidades instaladas nos rios Grande, Paraná e Tietê chegam a um faturamento bruto estimado em R$ 3 bilhões, sem contar os R$ 35,8 milhões de royalties distribuídos em 2009 aos municípios parcialmente alagados pela atividade. “Temos um potencial hidráulico muito grande que soube ser aproveitado pelo homem. Não é à toa que somos conhecidos como a região dos grandes lagos, devido às grandes represas formadas pelas usinas”, diz Paulo Roberto Martins, técnico em operações da usina Três Irmãos, em Pereira Barreto.

Martins é funcionário da Companhia Energética do Estado de São Paulo (Cesp) há 32 anos. Metade desse tempo ele trabalhou na usina de Ilha Solteira, terceira maior do País. Em 1993, foi transferido para a recém-inaugurada Três Irmãos, no Tietê. Desde então, não saiu mais da frente dos computadores de onde controla, pelos botões, o funcionamento das cinco turbinas. “Se não fosse pela força do Paraná e do Tietê, eu não teria esse emprego”, diz. Os dois rios mantêm a família Martins há três décadas. Casado, o técnico tem duas filhas: uma enfermeira e uma médica veterinária.

Empregos

O turismo é a atividade ligada aos rios que mais emprega na região - são 4 mil proprietários de bares, restaurantes, ranchos e pousadas, sem contar os funcionários desses estabelecimentos. “Tirando o turismo de negócios, os rios são o nosso principal atrativo”, afirma Heloísa Helena Abudi, diretora regional da Secretaria de Estado do Turismo.

O diretor do departamento de turismo de Ilha Solteira, Darley Barros Júnior, afirma que pelo menos 30% da cidade sobrevive dos rios Paraná, Tietê e São José dos Dourados. “Muitas pessoas vêm para cá em busca da pesca esportiva, esportes náuticos e lazer. Nos fins de semana, as prainhas artificais recebem cerca de 1,5 mil turistas.” O grande número de visitantes fez com que o município se organizasse, ao longo dos anos, para deixar a cidade cada vez mais atrativa. “Atualmente, fazemos duas grandes festas que atraem pessoas de todo o Estado.”

Até mesmo a usina hidrelétrica Ilha Solteira, instalada no rio Paraná, atrai os turistas. “Muita gente quer conhecer o processo de produção de energia. Isso abriu as portas para o turismo tecnológico”, diz Barros Junior. Também banhada pelo rio Paraná, Santa Fé do Sul desponta como um dos mais recentes polos de turismo da região.

A cidade conta com 368 ranchos, praia artificial com estrutura de parque e trilhas ecológicas. Na cidade, as cabines dos orelhões são em formatos de peixes ou pássaros e diversos monumentos e praças garantem aos visitantes diversão fora da água. Segundo a Secretaria de Turismo da cidade, toda a rede de restaurantes, hotéis e o transporte rodoviário só existem devido ao turismo gerado pelo rio.

Em Sales, as águas do rio Tietê garantem, além do turismo, meios para a agropecuária se desenvolver. “A proximidade do rio facilita a irrigação, o que ajuda a agricultura da região”, diz o prefeito Genivaldo de Brito Chaves. Rafael Galan Alamino, 24 anos, cresceu trabalhando no restaurante do pai, à beira do Paraná no porto de Ilha Solteira.

Aos 11 anos já ajudava a servir as peixadas que são a especialidade do local. Com a morte do pai, assumiu o empreendimento e a gerência dos cinco funcionários. Se os pintados ao molho e filés de tucunaré são o atrativo gastronômico, o rio caudaloso é o cenário que enche os olhos do freguês. “Se ficasse na cidade, não teria tanta procura. Comer peixe na beira do rio é a melhor combinação possível.” O rapaz perdeu a conta das propostas de compra do restaurante que recebeu. Uma delas chegou a R$ 200 mil. Todas ganharam um ‘não’ como resposta. “É daqui que sustento minha mãe e meus irmãos. Minha vida está aqui, na beira do rio. Não troco isso aqui por nada.”

Edvaldo Santos
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Paulo Martins está há 32 anos em usinas: emprego mantido por rios
Cresce transporte hidroviário

Principal via de navegação no Estado de São Paulo, o trecho regional da hidrovia Tietê-Paraná gera cerca de 300 empregos diretos e movimenta 5 milhões de toneladas por ano, 212% a mais do que em 2001, de acordo com o Departamento Hidroviário, ligado à Secretaria de Estado dos Transportes.

Seis empresas atuam na hidrovia, que serve para o escoamento da produção agrícola dos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e parte de Rondônia, Tocantins e Minas Gerais até o porto de Santos e a foz do rio do Prata. Os principais produtos transportados nos dois rios são açúcar, areia, calcário, adubo, cana-de-açúcar, farelo de soja, madeira, carvão, milho, soja e trigo. Ao todo, as balsas fizeram 862 viagens completas (ida e volta) pela hidrovia em 2009.

Areia

A região de Rio Preto tem 50 empresas de extração de areia regularizadas no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). O faturamento estimado do setor é de R$ 4,8 milhões mensais.

A família Brambilla começou na atividade em 1993 na beira do Tietê, em Pereira Barreto. “Era uma casinha na beira do rio que mal cabia todo mundo”, lembra Maurício, na época com 4 anos. Hoje, a empresa tem 16 funcionários e extrai do rio 340 metros cúbicos de areia por dia de duas balsas. “Dá muito trabalho, mas graças a Deus temos retorno”, diz Maurício, que hoje gerencia o negócio junto com o pai e um dos tios.

Edvaldo Santos
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Mauricéia de Lima se profissionalizou como pescadora; marido e quatro filhos também vivem da pesca
Pesca garante o sustento de famílias

De tanto pescar no rio Paraná, o Paranazão, Alfredo Alves Cruz Neto, o Maninho, 57 anos, sabe por intuição o ponto exato onde encontrar o tipo de peixe que precisa para tirar o sustento da família. “Se preciso de tucunaré, é em um local. Se for porquinho, é em outro. Tá tudo aqui na cabeça.”

A vida de Maninho se confunde com as águas do Paraná. Nascido na Bahia, mudou-se aos 8 anos para São Paulo. Trabalhou de servente de pedreiro até os 18 anos na Capital, quando foi a passeio para Ilha Solteira. Foi aí que conheceu a pesca e nunca mais largou. “Decidi viver do que a natureza me dá.” Tornou-se pescador profissional nos anos 70 e hoje fatura de R$ 600 a R$ 700 por mês com a atividade. “Não é muito dinheiro, mas basta para tocar a vida sossegado.”

Por dia, Maninho pega em média 30 quilos de pescado. Em casa, faz questão de exibir à reportagem os quatro freezers lotados de peixes de todo tipo, vendidos para bares e restaurantes de Ilha Solteira a R$ 5 o quilo. A fartura, afirma, já foi maior. “Antes pescava o dobro mas não dava conta de vender. Estragava muito.” A rotina de Maninho é simples. Às 6h30 já está com o barco de fibra de plástico no meio do rio, armando a rede. Às 10h retorna para a casa, vizinha ao porto de Ilha e vai para o boteco mais próximo jogar conversa fora. Às 17h, “quanto os peixes começam a nadar no rio”, volta a armar a rede. Finaliza o trabalho às 19h, quando contabiliza o pescado.

A família toda está envolvida com a pesca. Sua mulher, Mauricéia Rita de Lima, seguiu o mesmo caminho e se profissionalizou pescadora no início dos anos 80. Dos oito filhos do casal, quatro vivem da pesca, dois homens e duas mulheres. “Criamos todos com os peixes do Paraná e ensinamos a molecada a pescar”, diz Mauricéia, enquanto espalha a rede pelo rio na tarde de terça-feira.

Fartura

Sensako Matsumoto, presidente da Colônia de Pescadores de Santa Fé do Sul, a maior da região, estima que 15% das 10 mil toneladas de peixes que saem dos rios paulistas, conforme dados do Ministério da Pesca, sejam originários dos rios do Noroeste Paulista. Outras 20 toneladas mensais saem de duas empresas que há três anos criam tilápias tailandesas em tanques-rede no rio São José dos Dourados, em Ilha Solteira. “Ainda estamos engatinhando no negócio, mas o futuro é promissor”, afirma o proprietário de uma das empresas, Roberto Sales.

Região ‘exporta’ eletricidade

As seis usinas construídas na região geram, juntas, uma média mensal de 3,89 milhões de megawatts de energia, o suficiente para abastecer 15,5 milhões de residências por um mês, quase o dobro do total de domicílios no Estado de São Paulo, 9,3 milhões. Tanta energia acaba direcionada, na maior parte, para a Capital, onde abastece tanto as residências como as grandes indústrias. É o caso da usina de Ilha Solteira, terceira maior do País.

“O potencial hídrico da região é muito maior do que nossa capacidade de consumo. Por isso ‘exportamos’ a maior parte da energia que produzimos”, afirma o engenheiro elétrico Jair Antonieto. Já a unidade de Três Irmãos, menor, com capacidade para gerar 4,28 milhões de megawatts por ano, é direcionada ao consumo regional. “Essa é a configuração predominante do sistema. Mas é bom lembrar que a rede é toda interligada”, diz o técnico em operações da usina Paulo Roberto Martins.

Como a usina de Três Irmãos é considerada um “braço” da usina de Ilha Solteira, há poucos funcionários na unidade de Pereira Barreto, apenas 15. Cabe ao grupo acompanhar por 24 horas a vazão do Tietê e o nível de produção de energia de cada uma das cinco turbinas. Um trabalho tranquilo, exceto quando ocorrem blecautes, como o de novembro do ano passado. “Varei a madrugada trabalhando, até restabelecer o sistema completo. Fui para casa às 6h da manhã”, lembra Martins.
Comentário de Gustavo Cherubine em 30 março 2010 às 13:45




Car@s, como puderam observar, trabalhamos na SoSol com o mesmo conceito do Linux, e por isso, somos o Linux Solar.

Compartilho iniciativa no Rio de Janeiro.

Se 1 milhão de pessoas usarem o ASBC, construindo-os e utilizando-os de forma efetiva, qual seria o alívio no sistema elétrico brasileiro?

Vamos calcular?

Abraços, Gustavo Cherubine.

http://asbc-rio.com.br/aulas.htm

15/03/2010 - O Espaço Ciência Viva recebe um ASBC

O Espaço Ciência Viva é o primeiro museu participativo de Ciências do Brasil - ele mostra ciência como algo tocável com as próprias mãos. Os temas abrangem física, astronomia, sexualidade, biologia e outras, sempre buscando o nexo com a cidadania.
Óbvio que nesta coleção não podia faltar o Aquecedor Solar de Baixo Custo, já que ele permite estudar fenômenos físicos de água quente e fria junto com a importância que a energia solar tem tanto para as famílias do nosso pais, tanto para a matriz energética e até para a preservação do planeta.
Partindo do Kit Didático do ASBC, que foi desenvolvido pela Sociedade do Sol, elaboramos novas experiências com cores que permitem entender o funcionamento de forma lúdica e muito tangível.
No dia, apresentamos o sistema a estudantes do quarto ano do ensino médio que estão iniciando o trabalho de monitor em 2010. Eles chegaram curiosos, mas também céticos por causa do céu coberto. Não demoraram a perceber que qualquer raio do sol já faz a água circular e aquecer - e ficaram impressionados com a eficiência de um sistema tão simples.
Quem quiser repetir as experiências pode agendar uma visita guiada no próprio Espaço Ciência Viva, aproveitar os dias de visita aberta ou então baixar o manual e montar o próprio ASBC didático.

Qualquer sugestão é bem-vinda! E-mail: info@asbc-rio.com.br.

Hans Rauschmayer

Energia Solar
Treinamento, Consultoria, Projetos
Monitor da Sociedade do Sol no Rio de Janeiro
www.asbc-rio.com.br
Tel +55 (21) 2224-1997 / 9615-9812
hrauschmayer@transatlantic.com.br
skype: hrauschmayer

Aquecedor Solar de Baixo Custo no Rio de Janeiro

Contato: info@asbc-rio.com.br

Grupo Yahoo: ASBC_Rio

Descrição do ASBC:
Sociedade do Sol
Palestras
Junho de 2009 - Programa Eletricidade Eficiente
Fomos convidados a participar do Programa Eletricidade Eficiente, promovido pelo Sindicato da Indústria de Instalações Sindistal em conjunto com o SENAI/RJ. Contribuimos na elaboração do procedimento do pré-diagnóstico e ministramos o módulo Aquecimento Solar do seminário que visou padronizar o conhecimento das empresas participantes e garantir um atendimento eficiente dos clientes do programa.
No ambiente comercial e industrial, obviamente, as soluções solares são amplas e abrangem desde o ASBC passando por sistemas tradicionais até os mais modernos e eficientes. Importante é focar na demanda do cliente e oferecer um sistema com melhor relação custo/benefício.
Aulas

15/03/2010 - O Espaço Ciência Viva recebe um ASBC

O Espaço Ciência Viva é o primeiro museu participativo de Ciências do Brasil - ele mostra ciência como algo tocável com as próprias mãos. Os temas abrangem física, astronomia, sexualidade, biologia e outras, sempre buscando o nexo com a cidadania.
Óbvio que nesta coleção não podia faltar o Aquecedor Solar de Baixo Custo, já que ele permite estudar fenômenos físicos de água quente e fria junto com a importância que a energia solar tem tanto para as famílias do nosso pais, tanto para a matriz energética e até para a preservação do planeta.
Partindo do Kit Didático do ASBC, que foi desenvolvido pela Sociedade do Sol, elaboramos novas experiências com cores que permitem entender o funcionamento de forma lúdica e muito tangível.
No dia, apresentamos o sistema a estudantes do quarto ano do ensino médio que estão iniciando o trabalho de monitor em 2010. Eles chegaram curiosos, mas também céticos por causa do céu coberto. Não demoraram a perceber que qualquer raio do sol já faz a água circular e aquecer - e ficaram impressionados com a eficiência de um sistema tão simples.
Quem quiser repetir as experiências pode agendar uma visita guiada no próprio Espaço Ciência Viva, aproveitar os dias de visita aberta ou então baixar o manual e montar o próprio ASBC didático.
Qualquer sugestão é bem-vinda! E-mail: info@asbc-rio.com.br.

14/05/2008 - Uma aula sobre energia solar

A turma Avá Canoeiro, quinto ano da Escola Oga Mitá, convidou para dar uma aula sobre energia solar. O ponto de partida era uma boneca que adorava tomar banho, mas detestava água fria. Como então esquentar seu banho? Montamos o modelo do Aquecedor Solar a Baixo Custo (ASBC) e deixamos a turma medir a temperatura da água: 20 graus! Congelante!
Deixamos o sol trabalhar enquanto fomos para a sala de aula discutir sobre o assunto. Primeira tarefa: esclarecer que há duas formas de aproveitar da energia solar: aquecer, como água ou panelas, e gerar eletricidade por painéis fotovoltáicos.
Depois entramos no cálculo da economia com o aquecedor solar, utilizando informações dos alunos. O resultado impressionou a turma: dos R$ 900 gastos em um ano com o chuveiro elétrico, R$ 720 podem ser economizados com o aquecimento solar. E o custo de material é um pouco mais da metade da economia, o que quer dizer que pagamos o sistema em pouco mais de 6 meses.
Voltamos ao sistema de demonstração no pátio. Por causa do horário o sol já tinha sumido atrás dos prédios vizinhos. A temperatura final, após uma hora de sol da tarde, foi de 29 graus. Para nós seria baixo, mas a boneca curtiu o banho morno (e a turma também).
Comentário de Sebastião de Oliveira em 28 março 2010 às 11:09
Olá Gustavo, tudo bem?
Passei uma rapida vista pelos "sites" por voce recomendados, e logo percebi que assim como imaginava, voce trabalha para uma ONG cuja preocupação é direcionada para fontes alternativas de geração e consumo de energia.
Para lhe explicar minha posição, faço aqui uma rapida analise das linhas de pensamentos existentes pelo menos no nosso lado ocidental do planeta, classifico em tres linhas de raciocinio, quais sejam:
Desenvolvimentistas, Conservacionistas e Apaticos.
Os primeiros, aos quais me incluo, pensam que com maior desenvolvimento poderemos oferecer melhores condições de vida para a população, entenda desenvolvimento por exemplo, geração e consumo de energia uma dos mais importantes fatores para que isso ocorra, logo a seguir entra: infra estrutura, saneamento, habitação, atividades primarias extrativistas e agro pecuaria, saude e por fim a primordial para que o desenvolvimento seja sustentado, EDUCAÇÃO.
Já os conservacionistas imagimam que se preservarmos o globo como ele se encontra ou até mesmo retornar as condições antes da civilização, conseguiremos melhores condições de vida para a humanidade, tenho minhas duvidas com relação a esse tipo de pensamento, pois temos como exemplos vivos e atuais o modo de vida dos nossos irmãos ribeirinhos da amazonia ou até mesmo a vida dos nossos irmãos indios que apesar terem uma publicidade "enganosa" de vida ideal, passa por privações fantasticas e somente não sucumbem graças as miserias que a civilizações ditas "politicamente erradas" fornecem através de doações e esmolas.
Porem os tidos como conservacionistas, através de campanhas bilionarias, sistematicas e altissimos investimentos que nem sempre se sabem de onde vem, conseguem arrebanhar a grande maioria da população que aqui classifico como "Apatica", e que embarcam na mais bem sucessida forma de convencimento de massas que se possa imaginar.
Hoje pelo menos temos alguns pequenos canais, assim como esse, para que possamos trocar informações, pensamentos e ideias com o proposito da abertura de algum dialogo entre partes discordantes. Afinal podemos nos considerar civilizados, e dialogos são nosso diversão para os domingos de manhã.
Abraços
 

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