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Comentário de MARCELO BAETA MIRANDA em 15 maio 2011 às 14:54

"PAR PARE RESPONDERE DICTO"

A Única Derrota do Incrível Barão de Munchhausen

Conto de E. Yavich

A versão em português foi produzida por Marcos Maldonado Roland (a partir de um texto espanhol) para publicação na revista "Lance" (n° 5 / setembro, 1995) onde era editor técnico. O original russo tem autoria de E. Yavich e foi publicado no periódico russo "64".
Marcos Roland, além de editor da revista "Lance" e jogador de xadrez, também foi Campeão Brasileiro de Soluções de Problemas de Xadrez em 1992 e possui o título de Mestre Nacional de Soluções de Problemas
de Xadrez.

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"Ao final de um longo dia de inverno, estávamos todos reunidos ao redor de Munchhausen. Naquela noite ele se encontrava particularmente animado e com uma verve inesgotável. Estávamos subjugados por suas fantásticas histórias e seus relatos brilhantes e espirituosos. Após o anedotário de caça e pesca, chegou a hora de falar sobre nosso jogo favorito e um de nós perguntou: “Diga, Barão, você já perdeu na vida alguma partida de xadrez?”

O olhar do narrador ficou quase imperceptivelmente sombrio, mas rapidamente recuperou sua habitual serenidade.

“Ah!, meus queridos amigos – disse -, isso me sucedeu uma vez em minha vida e não esquecerei jamais... Como vocês não ignoram, enfrentei diante das sessenta e quatro casas os mais célebres jogadores do mundo. Muito poucos dentre eles podiam resistir a meu jogo audaz e forte. Mas uma vez..."

Eis aqui a estranha aventura que o Barão de Munchhausen nos relatou:

“Isto aconteceu comigo há muito tempo. Era jovem então e freqüentava o célebre Café de la Regence, que conservava ainda as lembranças dos tempos gloriosos de Deschapelles e La Bourdonnais. Logo a força de meu jogo e, sobretudo, a de minha língua incansável fizeram-me imbatível.

Certa vez, observando uma partida qualquer e discutindo em voz alta - como era de meu costume - as vantagens ou inconvenientes dos movimentos realizados, dei-me conta de um desconhecido presenciava a mesma partida sem dizer palavra. Parecia que não apreciava devidamente meus irônicos comentários. A sua audácia ofendeu-me e, ipso facto, quis lhe dar uma lição.

Cavalheiro – disse-lhe – quer jogar uma partida comigo? Não, não pense em escapulir-se! – acrescentei -. O senhor jogará comigo queira ou não e ademais rapidamente! Há aqui uma mesa livre.

Observou-me com ar aterrorizado e docilmente tomou assento. Fiquei com as peças brancas e eis aqui a partida que comecei com grande vigor:

1.e4 d5 2.e5 d4 3.c3 f6 4.exf6 dxc3 5.fxe7 cxd2+ 6.Bxd2 Bxe7 7.Nf3 Nc6 8.Nc3 Nf6 9.Ne2 Nd7 10.Nfd4 Nce5


Nesse momento pensei que ganharia a dama e joguei... 11.Ne6 Mas meu temível adversário, sem dizer palavra, replicou... 11...Nd3#

E, com tristeza, percebi que tinha levado mate!

Uma partida não prova nada! – exclamei. Joguemos outra. Permita-me novamente as brancas, suponho, já que o senhor ganhou?

1.e4 d5 2.d3 e6 3.Nf3 Nc6 4.Bg5 Bb4+ 5.Ke2 Um plano estratégico muito profundo. 5...Qd7 6.Nc3 Nf6 7.a3 h6 8.Bh4 Ba5 9.e5 d4 10.Na4 Para aponderar-me da fraca casa c5 10...Nh5


11.Nc5 Nf4#

... E com assombro dei-me conta que havia levado mate.

Aborreci-me novamente. A assistência em volta de nossa mesa era muito numerosa, já que se havia espalhado o rumor de que eu estava perdendo e todos haviam parado de jogar para certificar-se desse fato incrível. Rangi os dentes e solicitei uma terceira partida. Como tinha perdido as duas anteriores, por justiça deveria jogar com as brancas e meu adversário não se incomodou com isso nem um pouco. Eis aqui nossa terceira partida:

1.e4 d5 2.d4 e5 3.c4 f5 4.f4 c5 Para evitar complicações, decidi-me por uma longa série de trocas denominada desde então "Variante Munchhausen" 5.exf5 dxc4 6.dxc5 exf4 7.Bxf4 Bxc5 8.Bxc4 Bxf5 9.Bxb8 Bxg1 10.Bxg8 Bxb1 11.Rxb1 Rxg8 12.Rxg1 Rxb8 Neste momento refleti muito e, para aclarar a posição, decidi trocas as damas 13.Qxd8+


Julguem vocês meu assombro e a surpresa de todos os espectadores quando meu adversário, com ar muito decidido capturou meu rei, jogando... 13...Kxe1 (!)

Deixe de lado suas brincadeiras – exclamei raivosamente – Coloque meu rei em seu lugar!

- E o senhor, por que jogou com o seu? – Perguntou ingenuamente.

- Que pergunta estúpida! O senhor não é capaz de distinguir um rei de uma dama?

-Não - respondeu friamente – Não conheço nada desse jogo; queria dizê-lo desde o primeiro momento e o senhor não se dignou a escutar-me. Tudo que fiz foi imitar os movimentos que o senhor fez com as brancas.

Esta declaração inesperada foi coroada por uma explosão louca de riso. Todo mundo estava alvoroçado. Jamais me impingiram gargalhadas tão desagradavelmente. Asseguro-lhes que não me encontrava à vontade. Todo o meu prestígio pendia por um fio.

Eis aqui um caso extraordinário – disse o mais alto possível.Todo o ruído cessou; escutavam-me. – Um homem que nem sequer conhece o movimento das peças ganha de um jogador forte e experimentado... Estou seguro de que uma aventura tão extraordinária não pode acontecer senão a um homem também extraordinário, somente a mim, o Barão de Munchhausen!

E depois dessas palavras retirei-me. Minha honra estava a salvo; mas durante muito tempo não toquei nas peças de xadrez”.

(p)2007 por Leo Mano. Rio de Janeiro - RJ, Brasil. "

MORAL DA HISTÓRIA: Nunca subestime um adversário. Ele pode derrotá-lo usando suas próprias táticas...

"Patere legem, quam ipse tulisti"

Trad: Sofre a lei que tu mesmo fizeste. ■Tu fizeste o mal, tu o pagarás. ■Quem fez seu angu, que o coma.
FONTE: http://www.hkocher.info/minha_pagina/dicionario/p02.htm
Comentário de Márcio Costa em 10 fevereiro 2011 às 19:32

Ola, boa tarde a todos(as)!

Foi muito bom ter descoberto este espaço que trata o Xadrez em tão bom nível, parabenizo o ilustre jornalista Luis Nassif por este apoio ao Xadrez, tão esquecido e deixado em segundo plano pela sociedade brasileira, não falo nem a nível de governo, pois até a mídia parou de dar o destaque devido de outrora! É o "emburrecimento" social, estamos cada vez mais atrelados a atividades que não se produzem na mente, que não nos fazem pensar, refletir... Pobre Brasil. Trabalhando com uma equipe gestora de politica educacional para o estado de SC, quero e vou fazer de tudo para alavancar o xadrez nas escolas catarinenses, dar um upgrade pra valer e não deixar na mão de heróicos resistentes que ainda levam no coração o Xadrez para nossos alunos, ou para o nosso Xadrez de amanhã! E pensar em quantos jovens o Xadrez poderia estar restituindo a vida e os sonhos... É isso e mais um detalhe bem inerente ao Xadrez: Eu gosto muito da biografia do nosso Mequinho, mas existe uma enorme injustiça quando falam que ele foi o terceiro maior enxadrista do mundo em 1977. Ele era o quarto! Mesmo fora do circuito, em seu isolamento existencial, Robert James Fischer nunca deixou de ser um dos melhores e a frente de Mequinho. Era em minha modesta opinião, Fischer, Karpov, Korthchinói e Mequinho, a ordem correta, o que ja é uma GLÓRIA para o Xadrez nacional! Em meu blog, fiz um topico intitulado "O fantasma de Fischer" e lá eu relato a já conhecida história contada por Nigel Short e confirmada por outros grandes mestres sobre as "estranhas" aparições no ICC de um Guest que parecia possuir um jogo de outro mundo!  Não sei se posso publicar aqui o endereço do meu blog, caso possa, la vai: http://c3br.blogspot.com  Um abraço geral e mais uma vez parabenizo pelas excelentes informações deste portal LN!

Comentário de almerio castro em 8 fevereiro 2011 às 22:23
Não posso deixar de registrar aqui o descaso da imprensa mineira não só quanto ao xadrez(de resto, abandonado por todos os jornais de grande circulação), mas quanto à vida e obra de Eugênio German, que foi o nosso primeiro mestre internacional, falecido em 2001, e que não recebeu nenhum obituário decente; no Brasil, caderno de esportes só trata de futebol, e não é à toa que a indigência cultural e intelectual cresce de vento em popa.
Comentário de Luis Nassif em 16 novembro 2010 às 15:44
Certa vez veio uma equipe de Poços participar de uma simultânea do Mequinho em Campinas. Um dos jogadores era particularmente insistente. No 15o lance já estava com um cavalo e um bispo a menos.
Mequinho perguntou se ele pretendia continuar.
Ele, altivo:
- Claro!
E o Mequinho:
- Puxa, mas o senhor gosta de jogar.
Comentário de Frederico Pereira em 16 novembro 2010 às 15:17
Nenhuma controvérsia quanto à qualidade do jogo do Mecking. Quanto a outros aspectos, como eu disse, o Hélder e o Ronald Câmara teriam muito a dizer. Mas isso não tem importância hoje. Muitas decadas são passadas. A vida não é feita só de grandezas, mas de misérias também. A controvérsia é quanto ao endeusamento do Mecking, que alguns querem fazer.
Comentário de Silvio Cunha Pereira em 16 novembro 2010 às 15:01
Bom dia Frederico,
voce poderia ser um pouco mais específico? Quais pontos voce considera controversos?
Comentário de Frederico Pereira em 16 novembro 2010 às 12:48
Há controvérsias. Quem sabe muitas histórias do Mecking é o MI Hélder Câmara, ex-campeão brasileiro. E o irmão dele também, o Ronald.
Comentário de Babi Fernandes em 16 novembro 2010 às 4:06
Nassif.. desculpe a minha intromissão em um assunto que eu não conheço, o que é o Xadrez, mas eu gostaria de lembrar e prestar uma homenagem, a um jogador brasileiro chamado Henrique Mecking, e ficou mundialmente conhecido como "Mequinho", o que conheço pessoalmente, porque é meu vizinho e uma pessoa sensível e maravilhosa.

Mequinho. é o maior jogador de xadrez brasileiro de todos os tempos. Teve seu auge no ano de 1977, quando foi considerado o terceiro melhor jogador do mundo, superado apenas por Anatoly Karpov e Viktor Korchnoi.

Em 1965 quando venceu pela primeira vez o campeonato brasileiro Mequinho jogava a penúltima rodada com Olício Gadia, quando a partida foi suspensa, então Gadia, convicto que o garoto Mecking não se arriscaria em uma sessão de suspensas já que o empate lhe garantia título, falou:

-- Proponho o empate!
-- Proponho que o senhor abandone!! - exclamou Mequinho.
O riso foi geral entre os assistentes. A seguir, o garoto demonstrou com presteza como ganharia o final. Gadia, muito sem jeito, abandonou na hora.

Em 1972, quando enfrentou o ex-campeão mundial Tigran Petrosian no torneio de San Antonio, Mequinho descobriu que tinha que lutar dentro e fora do tabuleiro. O grande mestre soviético "só fazia silêncio quando era a vez dele jogar. Toda vez que eu tinha que pensar ele estava cutucando a mesa com o joelho e o tabuleiro com o cotovelo para chacoalhar a mesa. Se não fosse suficiente para incomodar-me, Petrosian ficava fazendo ruídos, derrubando café, e tudo com ritmo variável. E rolando uma moeda na mesa."

Depois de reclamar três vezes com os árbitros, Mequinho resolveu fazer barulho quando era sua vez de jogar. Petrosian calmamente desligou seu aparelho auditivo e ganhou a partida.

Uma doença grave - a miastenia, que compromete seriamente o sistema nervoso e os músculos - fez Mequinho abandonar as competições em 1978. Chegou a iniciar sua participação no Torneio Interzonal do Rio de Janeiro (1979), em uma tentativa de classificar-se para o Torneio dos Candidatos pela terceira vez consecutiva, mas, atendendo a ordens médicas, deixou o torneio antes da conclusão da segunda rodada. Depois disso afastou-se dos tabuleiros por mais de dez anos.

No estágio mais grave da doença passou a frequentar os cultos da Renovação Carismática Católica. Ao se recuperar, passou a dedicar-se integralmente à religião, mas sempre alimentou a esperança de voltar a jogar xadrez.

Ultimamente, eu estou sabendo que o Mequinho está viajando pela Europa e disputando jogos ou campeonatos, mas sei que em breve ele estará de volta, o que vou adorar comentar com ele sobre esse blog e legal se ele participar aqui com todos nós.

Me desculpe, mas gostaria de fazer lembrar do nosso maior jogador de Xadrez
Um grande abraço e até ...
Comentário de Rubens Mário Mazzini Rodrigues em 15 novembro 2010 às 17:40
A partida imortal continua sendo a de Brancas - Adolf Anderssen
Pretas - Lionel Kieseritsky - Londres, 1851. Embora hoje em dia seria um jogo praticamente impossível, pois pertence à era romântica do xadrez, sem muita técnica, tanto é que há erros de abertura gritantes. Mesmo assim é linda e vale a pena relembrar devido à criatividade da solução final.
http://fegatello.blogspot.com/2008/06/partida-imortal-immortal-game...
Comentário de Marcos Natal em 15 novembro 2010 às 14:38
Produzí alguns puzzles de partidas jogadas recentemente entre GMs.
Para quem quiser vê-los, é só entrar em meu blog:
Karjakin x Kramnik
Mamedyarov x Wang Hao
Shirov x Eljanov
Ivanisevic x Bogosavljevic
 

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