Carlos Alberto Mattos
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Profissão
Jornalista, crítico de cinema

Sarney por ele mesmo

Quando completar 80 anos em abril, José Sarney vai poder comemorar com um documentário. Não, não estou falando do projeto de Silvio Tendler, anunciado há poucos dias. José Sarney, Um Nome na História já está pronto desde o ano passado. Foi o último trabalho dirigido por Fernando Barbosa Lima (1933-2008) na sua produtora FBL, concluído já depois de sua morte. Vai circular em DVDs e ser exibido na televisão.

O vídeo, bastante clássico, se organiza em torno de uma entrevista-base de Sarney, coadjuvada por alguns depoimentos de parentes e políticos, além de cenas de arquivo. O programa principal enfoca a infância e adolescência no Maranhão e a trajetória política que o levou, por uma artimanha do acaso, a ocupar a presidência da República de 1985 a 1990.

Nesse formato, a abordagem é inevitavelmente positivante. Sarney destaca suas atitudes corajosas durante a ditadura, como dar fuga a deputados perseguidos, opor-se ao AI-5, criticar Médici e irritar Geisel. A retórica e o autoelogio entram em cena para configurar o ex-presidente do conservador PDS como um arauto da abertura política.

A produtora executiva Rozane Braga explica que o doc “não tem o intuito de julgar o homenageado e sim fazer um registro histórico da personalidade retratada e sua contribuição para o Brasil”. Este é o objetivo da série Grandes Brasileiros, que já fez os perfis de Tancredo Neves, Darcy Ribeiro, Sérgio Cabral, Ziraldo e Barbosa Lima Sobrinho.

Mesmo longe de ser questionador, o doc deixa transparecerem algumas contradições do personagem. Um exemplo: a edição das falas de Sarney e Sarney Filho a respeito das respectivas posições na campanha das Diretas não só propicia um desmentido como revela um pouco da lógica da família – o habilidoso preenchimento de terrenos variados no espectro político.

Sarney relata momentos curiosos, como a chantagem de Tancredo para que ele aceitasse a vice-presidência: “Não saio do governo de Minas se você não topar”, teria dito Tancredo. O estranho minueto que terminou com a ausência de Figueiredo na transmissão do cargo a Sarney é outro trecho interessante. Tampouco se pode negar a Sarney lucidez quando ele analisa suas fraquezas no início do mandato e reconhece: “Seria uma grande decepção para o povo brasileiro eu assumir em vez de Tancredo”.

Ele não deixa também de faturar em cima dos programas sociais hoje vitoriosos no país: “Todos eles foram germinados no meu governo”, afirma. E pronto: agora o Brasil de Lula não começou com FHC, mas nos tempos do Plano Cruzado. Daqui a pouco chegaremos até, quem sabe, Café Filho...

A vida literária do acadêmico Sarney ocupa um dos extras do DVD, que tem ainda um módulo dedicado a seus feitos no governo do Maranhão e um cartão de visita da Fundação José Sarney, hoje ameaçada por dívidas e denúncias de irregularidades. Como os vídeos foram finalizados no início de 2009, não há menção à crise que por pouco não provocou a queda de Sarney da presidência do Senado em meados do ano.

Blog de Carlos Alberto Mattos

A IMPRENSA EM SEUS PIORES DIAS

Quem me segue no Twitter (@carmattos) tem testemunhado minha recente vergonha com o diploma de jornalista. Não pela profissão em si, uma das mais nobres que existem, mas pelo sentido que ela tem adquirido na grande imprensa brasileira. Estou impressionado com a quantidade de jornalistas-carneirinhos que se prestam ao jogo sujo praticado pelos grandes jornais e revistas nessa campanha…

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Postado em 11 outubro 2010 às 22:05 — 1 Comentário

SARNEY POR ELE MESMO

Quando completar 80 anos em abril, José Sarney vai poder comemorar com um documentário. Não, não estou falando do projeto de Silvio Tendler, anunciado há poucos dias. "José Sarney, um Nome na História" já está pronto desde o ano passado. Foi o último trabalho dirigido por Fernando Barbosa Lima (1933-2008) na sua produtora FBL, concluído já depois de sua morte. Vai circular em DVDs e ser exibido na televisão.



O vídeo, bastante clássico, se organiza em torno de uma entrevista-base de… Continuar

Postado em 8 fevereiro 2010 às 21:56

NOTAS SOBRE O PARTIDO DA IMPRENSA

1.

Há quase oito anos acompanho nos jornalões o que chamo de “colunismo do mas”. Desde o início do governo Lula, articulistas como Merval Pereira e Miriam Leitão, de O Globo, militam na inglória tarefa de semear dúvidas sobre a política econômica. A cada iniciativa ou sucesso do governo, eles admitem o óbvio para logo em seguida contrapor um “mas...”. Ora é a crise internacional que vai mostrar suas garras; ora é a insuficiência das medidas para um futuro próximo; ora são indicadores… Continuar

Postado em 8 fevereiro 2010 às 21:50

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Às 23:43 em 14 dezembro 2010, Ariston Álvares Cardoso disse...

Prezado Carlos Alberto, nos deixa indignados o fato de assistirmos a uma Imprensa que tudo tem para reconstruir o Brasil desta podridão moral em que se afoga, invertendo o seu papel, traindo a Nação e desinformando a população que inocentemente confia.

Às 13:09 em 19 fevereiro 2010, Antonio Barbosa Filho disse...
Olá Carlos, parabéns pela sua págia! Sou tb jornalista, e convido-o a participar do grupo "La Pátria Grande", nesta comunidade. Um abraço.
 
 
 

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