Carlos de Morais
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REPROVAÇÃO E REPETÊNCIA


REPROVAÇÃO E REPETÊNCIA
A escola, não se pode esquecer, possui suas tradições, sua própria história e, principalmente, uma cultura pedagógica, estruturada nos variados relacionamentos gerados não só na prática da sala de aula, como também nas demais experiências assimiladas, sob influências bastante diversificadas. Embora, em todos os tempos, no antigo ensino primário, houvesse preocupação constante com alunos de aprendizagem lenta, a reprovação, praticada como “instrumento de disciplina”, acabou se revelando como ‘punição’ e, como tal, passou a fazer parte da cultura escolar.
Com o intuito de evitar varias formas de punição, muito comuns na natureza, é que um mundo mais confortável e menos perigoso foi construído. E como aprendemos muito através da punição, ela é usada, principalmente, como lição, isto é, para conduzir alguém a não proceder de determinada maneira.
Mesmo que sejam procedentes as críticas feitas às reprovações e haja viabilidade em contornar seus resultados negativos, não se pode, impunemente, ignorar uma tradição cristalizada não só em todas as escolas, como também na própria sociedade.
Embora haja preocupação em superá-lo, o problema da reprovação e da repetência faz parte integrante de qualquer sistema educacional.
Mas em São Paulo, o problema é mascarado pela teoria da ‘progressão continuada’, pois de acordo com o PIC, “continua a não haver repetência, mas os alunos que não puderem prosseguir pertencerão a classes especiais de recuperação”.
A não ser que haja alguma intenção econômica oculta, um dos propósitos da teoria que fundamenta a ‘progressão programada’ é esconder ou disfarçar a repetência, devido à situação de inferioridade do aluno ‘repetente’ ou ‘reprovado’. Todavia, parece evidente que os alunos que “não puderam prosseguir” ficam em idêntica situação, uma vez que não se consegue disfarçar ou esconder o motivo pelo qual eles frequentam uma classe especial de recuperação!
Isto vem confirmar a existência inevitável de diferenças individuais, em quaisquer grupos de seres vivos. Obviamente, o mesmo acontece com os vários grupos de alunos, organizados na área escolar. Quando chegam à escola, as crianças trazem vários tipos de comportamento consolidados, pois já assimilaram as experiências de seus lares e as influências de grupos atuantes, em sua comunidade, inclusive o costume de aceitar e de se submeter a toda sorte de sanções existentes, como controles de comportamentos sociais. Dessa forma, as diferenças individuais se impõem inevitavelmente. Uns aprendem depressa, outros mais devagar; ainda outros se recusam a aprender, também há aqueles que detestam o estudo ou tem preferências com relação às disciplinas; uns são tímidos, outros agitados, uns são revoltados, outros submissos, uns são indisciplinados, outros obedientes ou ainda, “o abandono da escola pela exigência de ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e proibição dos pais”.
Com toda certeza, pode-se afirmar que, sem repetência e reprovação, a escola incentiva a impunidade e os alunos se tornam irresponsáveis. Como prolongamento da educação no lar, no entanto, cabe à escola ensinar-lhes a assumir responsabilidade pelos seus atos e a analisar suas falhas.
Deve-se notar que todas estas atividades, subsistentes em qualquer sistema escolar, não descartam a possibilidade de haver diferenças essenciais entre as crianças que entram para a escola e a consequente existência de reprovação e repetência.
Aos que me acusarem de saudosista saibam que estou adotando excelentes cúmplices.
Vale lembrar, escreve P. Demo, que em Santa Catarina (1984) havia promoção automática, até o dia em que se realizou o processo de avaliação, com participação da comunidade, não só de educadores. Sobretudo os pais postaram-se contra, porque raciocinam de modo dito objetivo e realista: no mercado não há promoção automática, lá vence quem pode. “No quadro das desigualdades, a promoção automática desprepara para a vida, embora caiba em belas teorias educacionais”.
Bill Gates também apontou certas incompatibilidades entre as práticas existentes em escolas e a real organização social vigente, nos Estados Unidos. “Em algumas escolas, o aluno não repete ano e tem quantas chances precisar até acertar e ser promovido. Isto não se parece absolutamente nada com a vida real. Numa empresa, se você erra, está despedido. Antes de ansiar mudar o mundo e querer consertar os erros da geração de seus pais, cuide primeiro de limpar seu próprio quarto”.
Além de lembrar um tempo em que escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado, Lya Luft, salientou que reprovação, palavra assustadora para alguns moderníssimos pedagogos e que, em algumas escolas, nem deve ser usada, quando o prejudicial não é o termo, mas a negligência. “Tanto são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e compensa. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra”.


Blog de Carlos de Morais

11 de setemgro

Somente para estranhar o enorme anuncio, em todos os cantos da terra. dos acontecimentos do  dia 11 e setembro, nos Estados Unidos. Todavia, nunca vi na midia mundial algo parecido sobre os acontecimentos nas duas cidades japonesa, onde os Estados Unidos experimentaram sua bomba atômica, aterroriando e matando milhates de pessoas, além de deixar outras tantas pessoas marcadas pelo resto da vida. Se a desculpa é o terrorismo, o que significou a bomba atomica nas cidades japonesas? 

Postado em 6 setembro 2011 às 1:29

CARTILHAS – POR QUE?

Na pretensão de ter contribuído para ampliar uma discussão inconclusa, a revista “Educação & Sociedade”[1] publicou um interessante artigo,[2] numa espécie de síntese das críticas dirigidas às cartilhas. Eis alguns tópicos discutidos.

           A família, descrita pelas cartilhas, foi considerada um ‘estereótipo deturpador da realidade’. Todavia,…

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Postado em 12 abril 2011 às 22:25

SALA DE AULA – TEORIA E PRÁTICA

Nossos especialistas em educação, ao descobrirem “a compreensão na leitura”, insuflaram seus acólitos a formarem um coro uníssono e um consenso final.[1] Antes deles, com toda certeza, grassava a ignorância. A solução dos problemas do mundo pedagógico se pôs ansiosamente a esperar por eles. Para tanto, se debruçam em teorias exóticas, muitas vezes já em declínio em suas origens, desprezando aspectos cruciais das experiências…

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Postado em 6 abril 2011 às 20:06

UMA CIDADE CHAMADA PEREIRAS

        Lá pelos idos de 1842, à margem direita do ribeirão das Conchas, as famílias lideradas pelos Pereiras fundaram uma povoação ao redor de uma capela. Assim nasceu a Capella dos Pereiras, sob a proteção de  Nossa Senhora da Conceição que, em.1876, foi elevada à categoria de freguesia. No auge do movimento tropeirista, a Freguesia dos Pereiras administrou importante “Pouso de Tropeiros”, permanecendo como sede regional, concentrando o poder político, em conseqüência de sua importância…

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Postado em 7 fevereiro 2011 às 22:20

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Às 9:45 em 12 janeiro 2011, Antonio Barbosa Filho disse...

Oi Carlos, não entendi porque não tem conseguido espaço no "La Pátria Grande". Nada mudou por lá. Vou dar uma olhada, mas esteja certo de que será sempre bem-vindo. 

Abraço!

Às 14:58 em 28 setembro 2009, Antonio Barbosa Filho disse...
Olá Carlos! Convido-o a participar do grupo "La Pátria Grande", nesta comunidade. Um abraço.
 
 
 

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