vivemos tempos de oximoros? Este soneto de Luís de Camões é construído com oxímoros: Amor é fogo que arde sem se ver É ferida que dói e não se sente É um contentamento descontente É dor que desatina…

vivemos tempos de oximoros?

Este soneto de Luís de Camões é construído com oxímoros:

Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

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