A Semana chega ao final com as eleições acontecendo hoje e uma má notícia para as gravadoras. Além de se preocupar com a revolução tecnológica, outra crise se avizinha: os contratados estão revoltados com a passividade e a mediocridade as quais a indústria fonográfica vêm fechando negócios e acordos junto à corporações detentoras das novas regras de negócio, principalmente as operadoras, provedores e distribuidoras digitais, Apple inclusive.
Se num passado próximo a Apple Records e Apple Corporation se envolveram em disputas por compra, venda e distribuição de fonogramas, além da disputa pela marca(apple) e pelo logotipo, agora a disputa é outra e por outro ângulo. Artistas,liderados por Robbie Williams querem que as gravadoras britânicas renegociem com eles toda a parte referente a edição musical, direitos autorais e conexos. Querem um percentual maior, sob a alegação de que os direitos estão sendo mal administrados. Ou as gravadoras pagam ou irão enfrentar batalhas judiciais de final imprevisível, já que qualquer contrato pode ser questionado e passível de ser considerado lesivo.
Essa grande revolta é um fato bem marcante, já que parecia que as questões entre Prince e a WEA e Mariah Carey e sua antiga gravadora, da qual havia sido demitida, eram passado remoto e que a paz voltaria a reinar. Ledo engano. Alguns grupos, como RadioHead e R.E.M. , já haviam partido para a própria divulgação pela Internet e agora se juntam a esses dissidentes, levando o caso a cruzar o Atlântico e ir dar uma sacudida no Brill Building.
Outra questão levantada pela galera é a nova relação de interesses entre produtor e consumidor existente no mercado musical, como a venda isolada de fonogramas e a chegada do MP3. Segundo os artistas, a falta de presteza da indústria em se adequar a essas novidades está causando lesões sérias nos direitos de todos em decorrência de processos infindáveis contra consumidores considerados piratas e que não têm nenhum respaldo legal, já que a Suprema Corte Norte-Americana considerou a propriedade intelectual alegada pela indústria fonográfica como abusiva e ferindo o direito do consumidor em dispor de produto já adquirido e pago.
Enquanto lá fora tudo caminha progressivamente para uma rediscussão deses conceitos, aqui no Brasil o retrocesso é a tônica, com a apresentação do PL do Senador Eduardo Azeredo sobre crimes digitais. O PL não diferencia pirataria de pesquisa e tem como escopo a computação, a informática e uma noção de Internet só vista pela assessoria do político mineiro. Pelo PL, o crime organizado e o conumidorsao nivelados por baixo e penalizados como se fossem um só. Nem a China ou a Grã-Bretanha possuem legislações tão restritivas, com um agravante ao PL do Senador: ele transfere ao poder judiciário a defesa de uma alegada propriedade intelectual detida com lucro por corporações, numa forma nebulosa e pelaqual essas próprias corporações irão escrever na lei o que é e o que não é crime.
Já no campo artístico, aqueles que lutam contra a política absolutista e monopolista da indústria em relação aos direitos autorais e a revolução tecnológica, sofreram uma derrota com a cooptação de Lobão pela gravadora eu reeditou sua obra e lhe arranjou uma vaga de veejay na MTV.Nunca se viu uma defecção tão porca quanto esta. Ninguém mereceu tal coisa.

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Comentário de Helô em 5 outubro 2008 às 23:20
Oi Luiz
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A Nokia vai comprar briga com a Apple em duas frentes. A empresa finlandesa anunciou nesta quinta-feira um novo serviço digital de músicas gratuito e o 5800 XpressMusic, seu primeiro celular com tela sensível ao toque, em movimentos que prometem desafiar o domínio do iTunes e a popularidade do iPhone. O serviço de música, que se chamará "Comes with Music", dará a quem comprar um celular Nokia direito a um ano de acesso ilimitado e gratuito à Nokia Music Store, onde milhões de músicas dos grandes selos poderão ser baixadas. O custo por faixa será integrado ao preço dos aparelhos celulares que fizerem parte do plano.

- O 'Comes with Music' levará música gratuita a milhões de consumidores, mudando radicalmente o setor e representando sério desafio ao domínio da Apple - disse David MacQueen, analista da Strategy Analytics, em entrevista à Reuters - Em um mercado no qual preço e seleção são tão mais importantes do que marcas, para os consumidores, a Apple não pode contar em reter usuários quando estiver concorrendo com uma oferta de custo zero.

Tem mais lá, no Globo Tecnologia.

Bjs.

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