Minessota Manufatureira & Mercantil, Maurício Moraes Moreira, Maria Magdalena Máter e porque não Música, Mulheres eMaconha- não necessáriamente nessa ordem? Os três Emes podem significar muita coisa para muitos. Eu, pessalmente prefiro o último trio e fiz dele um modo de vida durante muito tempo.
Ouço música desde os nove anos, quando comprei meu primeiro disco de moto próprio. A escolha não foi lá essas coisas(Caubi Peixoto – Conceição), mas era o que eu escutava no rádio e foi sua caixinha preta que me iniciou musicalmente. Já quem me iniciou nas mulheres foi uma prima sapeca, que continua a mesma coisa. Basta ela vir ao Rio e, numa saída de noite, tomar um pilequinho. Não dá outra, malandro! Quanto a maconha, quem apareceu com a primeira presença foi o Zulu. Eu, ele e o Galinha apertamos a coisa nas côxas e fumamos na casa de máquinas do prédio. Foi uma loucura.
Comecei a trabalhar com música, numa forma completamente amadora, tocando em conjuntinho de baile. Não tinha carteira da ordem e nunca tirei. Tocava um pouco de bateria e tinha uma voz barítono meio Elvis. Como eu falava um inglês razoável, cantar os sucessos era mole. Tirar a letra também. E, aos poucos, fui cantando aqui, cantando alí, tocando uma percussãozinha acolá e uma gaita de boca lá longe.
Quem me fez a cabeça para deixar aquela bobagem de rock e cair na lama do pop foi o Tenente, meu amigo de rua. Tenente tocava um baixo capenga, uma viola legal e rebocava eu e o João Stoned para irmos com ele aos bailes numas paradas meio indigestas. Éramos os reis do “Sete” da praia do pinto, do “PSA” no conjunto do Horto e da “Sociedade Dramática Particular Filhos de Talma”, na Gamboa.
E entre uma “Pobreza” e outra de “It Aint Necessary So”, eu ia cantando as menininhas que pintassem. Se eu fosse fértil eu ia acabar como pai da humanidade, pois tinha uma mulherzinha em cada canto da cidade. Tinha certinha, tinha santinha, tinha vagaba, tinha cachorra- Tinha mulher até no Jardim América, para você ficar sabendo! Eu gostava da coisa e continuo gostando até hoje.
No rádio musical eu fiquei 16 anos. Comecei na América 1 do RJ e terminei na FM Itatiaia de BH. Minha vida de radialista foi um porre. Bebi álcool em quantidades industriais. E fui aproveitando a coisa como se fosse uma trip de maníaco, guardando as garrafas e latas vazias. Comprava sempre um whisky diferente do outro, um gin, uma vódka, fosse lá o que fosse. Quando me mudei da Gonçalves Dias para o Caiçara, deviam haver umas 400 garrafas vazias no apartamento, muito poucas repetidas. Latinhas? Mais de 1000, tudo amontoado na cozinha, em cima dos armários e da geladeira, num silêncio mudo à minha homenagem etílica. Porra!
Quanto a mulherada, três bateram estacas nas minhas fundações e conseguiram desarrumar de vez meu rmário. Você não imagina a zona que elas fizeram. A primeira um dia disse que não gostava de mim e tinha visto na minha pessoa uma maneira dela sair de casa. Magoei. A do meio era a única que tinha M no nome. Um dia arranjou um analista. Três mêses depois me deu um pé na bunda. Tava na maior dúvida: não sabia se me amava porque precisava de mim ou se precisava de mim porque me amava. Por via das dúvidas, me mandou a merda, comprou um carro novo e começou a transar com o analista. A terceira tá dormindo no quarto ao lado desse que eu digito. Tô olhando ela deitadinha pelo viés da porta. Ela não é linda? Mulher é uma coia boa, mas é tão complicado................

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