O Título é de uma música de John Sebastian, gravada nos anos 60 pelo Lovin Spoonfull e que eu nunca mais ouvi. Ela veio toda à minha cabeça quando pensei no título. E , usando a cena mental como mote, resolvi escrever algo a respeito desses big hits que fazem parada na tua memória e entram para a tua história, bem ao estilo “O Rio de Janeito têm 20 milhões de histórias: Uma delas pode ser a tua”.
Essa frase final é a frase final de “Cidade Nua”(Jules Dassin) e que depois foi aproveitada no seriado de TV de mesmo nome, estrelado pelo Paul Burke e que eu via toda quinta-feira, as 22h, na TV RIO de boas lembranças. A música tema era de Nelson Riddle- famoso pelo eu trabalho com Frank Sinatra e pelas trilhas próprias sendo a mais famosa a feita para “Route 66”.
Falando nesse assunto, quem moreu anteontem foi o trumpetista e arranjador Neal Hefti, famoso pelos arranjos executados pela orquestra de Count Basie e por uma trilha que o levou a consagração total – a do Batman original(com Adam West) e que valeu a pena, repleto de “socks!”, “wham”, “oops” . Quase ninguém sabe que Hefti é o autor da trilha, atribuída até a Nelson Riddle. Eu sempre o tive na conta de um puta músico e guardo até hoje o compacto RCA de selo preto. Tá meio esculhambado, mas audível.
Outra música que sempre me vem a cabeça e está no meu hit parade de chuveiro é ‘Alguém como Tu”, na qual eu dou uma interpretação de dar inveja ao finado D*** Farney. Falei isso uma vez à ele quando o entrevistei e ele caiu na gargalhada, sentou-se no piano de sua sala e cantou a música- só eu alí ouvindo – fiquei emocionado de lágrimas nos olhos. Como eu sempre fui um cara de pau daqueles, puxei uma “Teresa da Praia”(felizmente ele cantava em tom baixo) que teve como resposta a música inteira. O negócio degringolou e ele cantou mais umas duas, finalizando com uma versão intimista e pessoal de “Garota de Ipanema” em inglês, digna de um disco com trio de jazz capaz de botar QUEM FOSSE(Sinatra? Tony Bennett?) no chinelo. Toda vez que lembro disso, fico meio besta, pois o que eu assisti garanto que muita gente pagaria os tubos para ter acesso.
Outra dessas entrevistas que viraram presentation e me deixaram perturbado foi com Sueli Costa e ela cantando, em seguidinha- “Dentro de Mim Mora um anjo” e “As balas do seu 38”. Todas as duas se enterraram em minha alma como açucar candy- daqueles que a gente ganhava dos avós em dias das crianças- e que iam se derretendo no contato morno do interior da boca ávida por mais doce e mais sensação gostosa. Só fui repetir esse estado de delírio quando dei o primeiro beijo apaixonado. Isso faz tanto tempo................
Eu continuo a acreditar em Mágica Musical. Pego um disco ou CD que tava jogado num canto, taco no player e deixo o som me levar pronde ele quiser. Como testemunha muda, um copo de quelque chose. Como testemunha falante, Bonitinho – um Yorkshire que me persegue há três anos. E É nessa mágica que minha alma escancara a janela.

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Comentário de Ricardo Queiroz Pinheiro em 24 outubro 2008 às 16:04
cara,

vc me fez lembrar Sebastian e Lovin, Darling Be Home Soon também um grande canção.

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