Eh, tal lá

como cá.

Quem lá elegeu HITLER

foram:

Hitler foi guindado à chancelaria do Reich pelas forças mais reacionárias, pela direita clássica, pelos conservadores, pelos centristas, pelos grandes empresários e até por alguns sociais-democratas, 


E aqui em quem os judeus

sempre votaram?

- COLLOR, FHC ...

Marco Nogueira

30 DE JANEIRO ... ASCENSÃO DE HITLER AO PODER


From: "Max Altman"


Amigas e amigos,

 

Esse texto está publicado em minha coluna diária “Hoje na História” do portal Opera Mundi.

 

Faz hoje exatamente 79 anos que Hitler ascendeu ao poder na Alemanha. Muitos comentaristas, para reforçar seus argumentos adiantam que Hitler, antes de se tornar um ditador, também foi eleito pelo voto popular.

 

Nada mais falso.

 

Hitler foi guindado à chancelaria do Reich pelas forças mais reacionárias, pela direita clássica, pelos conservadores, pelos centristas, pelos grandes empresários e até por alguns sociais-democratas, que pressionaram pela sua nomeação, fundamentalmente para combater e esmagar o “espectro do bolchevismo”.

 

 O Partido Nazista era minoria em janeiro de 1933.

 

_____________________________________

 

30 de janeiro

 

Na gelada manhã de 30 de janeiro de 1933 chegaria ao fim a tragédia da República de Weimar, a tragédia de 14 frustrados anos em que os alemães buscaram infrutiferamente pôr em funcionamento uma democracia.

 

Mais ou menos às 10h30, os membros do ministério proposto em negociações entre nazistas e reacionários da velha escola, mais forças conservadoras e de centro, parcelas sociais-democratas, além dos grandes empresários, atravessam o jardim do palácio e se apresentam no gabinete presidencial.

 

O presidente da República, o velho marechal Paul von Hindenburg, 86 anos, confia a chancelaria a Adolf Hitler, 43 anos, ‘führer’ do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP), mais conhecido como Partido Nazista, e o encarrega de formar o novo governo.

 

A nomeação surpreendente de Hitler seguiu-se às tratativas entre os dirigentes conservadores, notadamente o ex-chanceler Franz von Papen, e os simpatizantes nazistas, representados pelo doutor Hjalmar Schacht, um reputado economista, responsável pelo reordenamento espetacular da economia alemã após a crise monetária de vertiginosa inflação de 1923, o «ano desumano».

 

Os conservadores e o grande empresariado queriam se servir de Hitler para deter a ameaça comunista. Não acreditavam que os nazistas representassem um perigo real para a democracia alemã. No entanto, eles sabiam bem quem era Hitler e sua ideologia, desde a publicação do Mein Kampf, a ‘Bíblia nazista’, oito anos antes.

 

O Partido Nazi estava perdendo velocidade eleitoral. No pleito de julho de 1932 haviam conquistado 230 cadeiras no Reichstag de um total de 608 e 37,3 % dos votos populares. Já nas eleições legislativas de novembro do mesmo ano obtiveram 33,1% dos sufrágios, perdendo 2 milhões de votos e 34 lugares no Parlamento. Os comunistas ganharam 750 mil votos e os sociais-democratas perderam a mesma quantidade. Com esse resultado os comunistas passaram de 89 para 100 cadeiras e os socialistas caíram de 133 para 121 deputados. Os dois somados – 221 – superavam largamente as 196 cadeiras nazistas. A perda de 2 milhões de votos nazistas sobre um total de 17 milhões, em quatro meses, significava um duro revés.

 

O governo formado por Hitler foi aberto amplamente aos representantes da direita clássica. Não contava com mais do que três nazistas, Hitler entre eles. Von Papen é, ele próprio, o vice-chanceler.

 

Por falta da maioria absoluta no Reichstag, Hitler parecia longe de poder governar a seu talante. Ninguém, a não ser os nazistas, levava a sério os discursos antissemitas e racistas. Muitos alemães pensavam, ao contrário, que ele poderia recuperar o país atormentado pela crise econômica.

 

Com uma rapídez fulminante e por meios totalmente ilegais, vai consolidar a ditadura a despeito da fraca representação de seu partido no governo e no Reichstag.

 

No dia seguinte a sua investidura na chancelaria, Hitler dissolve o Reichstag e prepara novas eleições para 5 de março de 1933. Ao mesmo tempo, traça aquilo que seu chefe de propaganda, Josef Goebbels, chamava de «as grandes linhas da luta armada contra o terror vermelho».

 

As tropas de assalto de seu partido, as SA (Sturmabteilung) aterrorizam a oposição, à guisa de campanha eleitoral. Cometem pelo menos 51 assassinatos.

 

Um dos principais acólitos de Hitler, Hermann Goering, ocupando o cargo chave de Ministro do Interior da Prússia, manipula a polícia, demite funcionários hostis, coloca os nazistas nos postos essenciais.

 

Hitler faz rondar o «espectro da revolução bolchevique», mas como esta tarda a eclodir, decide inventá-la. Já em 24 de fevereiro, uma batida na sede do Partido Comunista permite a Goering anunciar a apreensão de documentos prenunciando a revolução. Esses documentos jamais foram publicados.

 

Como toda essa agitação não parecia bastar para reunir a maioria dos sufrágios aos nazistas, decidem, logo em seguida, em 27 de fevereiro, pôr fogo no Reichstag, lançando a culpa aos comunistas do Comintern.

 

As classes conservadoras julgavam ter encontrado o homem que as ajudaria a alcançar suas metas : erguer uma Alemanha autoritária que pusesse termo à « insensatez democrática » ; esmagasse os comunistas e o poder dos sindicatos ; arrancasse as algemas de Versalhes; reconstruísse um grande exército; reconquistasse para o país o seu lugar ao sol.

 

O Império dos Hohenzollern fora edificado sobre as vitórias militares da Prússia; a República alemã sobre a derrota diante dos Aliados, depois de uma grande guerra. Contudo, o Terceiro Reich nada devia aos azares da guerra. Foi instaurado em tempos de paz, e pacificamente, pelos próprios alemães.

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Comentário de José Taddei de Campos Melo em 31 janeiro 2012 às 15:58

Panem et circenses, unus effectus malos!

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