Em uma carta ao editor da revista American Journal of Medical Genetics,  Scott F. Gilbert e Ziony Zevit, autores do trabalho “Congenital Human Baculum Deficiency: The Generative Bone of Genesis”, sugerem que a história da costela de Adão sendo a matriz da origem de Eva é o resultado de um erro de tradução. Na realidade, eles sugerem, ser a história um mito explicativo porque os humanos estão entre os poucos mamíferos a que faltam o báculo ou osso peniano.
"Nossa opinião é que Adão não perdeu uma costela com a criação de Eva. Qualquer israelita antigo (ou, para essa matéria, qualquer criança norte-americana) sabe que existe um número igual de costelas em homens e mulheres. Além disso, as costelas não têm qualquer capacidade geradora intrínseca. Achamos que é muito mais provável que o báculo de Adão tenha sido removido para fazer Eva. Isso explicaria por que os machos humanos, em contraste com os demais primatas e a maioria dos outros mamíferos, não o têm. O substantivo hebraico traduzido como "costela", tzela, pode realmente significar costela. Ele também pode ser usado para indicar uma viga de suporte estrutural. Curiosamente, o hebraico bíblico, ao contrário do hebraico rabínico mais recente, não tinha nenhum termo técnico para o pênis e se refere a ele através de muitos circunlóquios."
A costela não tem potência específica nem é mitológica ou simbolicamente associada com qualquer ato de geração humana. Escusado será dizer que o pênis preenche este requisito. Portanto, o uso literal, metafórico e eufemístico da palavra tzela faz do báculo um bom candidato para o osso retirado de Adão com a finalidade de gerar Eva.

Neogênesis
Sobre o báculo e Continua sendo um osso

Exibições: 95

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2021   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço