Segunda feira passada o mundo acordou diferente: a VOIP e as IM(Mensagens Istantâneas) tinham chegado ao celular! Na quarta-feira, o aplicativo da Skype que possibilitava a maravilha da VOIP portátil DE VERDADE já tinha sido baixado por dois milhões de Internautas. As operadoras, completamente perdidas, não sabem o que falar ou fazer. Umas já disseram que não estão nem aí, como foi a AT&T. Outras, como a alemã T-Mobile baixaram uma proibição, assinalando que o aplicativo não tem “consistência técnica”. Até a madrugada de ontem, já haviam quatro milhões de “inconsistentes técnicos” com o aplicativo da Skype em seus aparelhos.
As operadoras de telefonia foram pegas de surpresa e serão reduzidas a frangalhos, da mesma forma que a indústria fonográfica foi avassalada pelo Napster e pelo MP3. A maior parcela da receita delas foi para o vinagre. Isso caso não se chegue a um acordo, claro!
Eu, pessoalmente, não acredito que as operadoras sejam cegas ao ponto de não se render a novidade, como foi o caso da indústria fonográfica. Vender produto é bem diferente do que vender serviço com valor adicionado e agregado. Por que não as próprias operadoras fornecerem o aplicativo próprio para o VOIP a seus assinantes?Alguns portais, como o Terra, disponibilizam esse serviço.
No caso das gravadoras, um arquivo MP3 significa o desmembramento daquilo que eles colocam no CD e nos empurram como “trabalho do artista”. E, em sua maioria, não é todo o “trabalho” em sua completude que é palatável. Na maioria dos casos, salvam-se três ou quatro faixas. E assim, as gravadoras vão perdendo poder de fogo para o compartilhamento de arquivos na Internet.
Apesar desse avanço, a AT&T resolveu dar um retrocesso, proibindo o compartilhamento de qualquer coisa pelos seus hotspots. Parece coisa dada de presente para a RIAA( Record Industry Association of América) que resolveu novamente atacar aqueles a quem ela chama de piratas, isto é, eu, você, o vizinho e a maioria da população do planeta. Quando interessava, nós éramos explorados como compradores. Agora........
Acho eu que, nesses últimos 200 anos, quem sofreu mais modificações devido a novas tecnologias foi a imagem. No início do século XIX, se você quisesse um retrato, você tinha que encomenda-lo a um pintor e ficar um tempão gastando horas-bunda no atelier dele. Depois, com a fotografia, o tempo gasto diminuiu de horas a segundos. O chato era a revelação do filme, que tinha um prazo mínimo de uma semana. Aí, chega a fotografia digital, instantânea. Fotografou, viu. Não gostou, faz de novo. E, indo mais além,a imagem vira cinética, pois a digitalização da imagem permitiu a gravação do movimento. A câmara? Hoje tem dentro de celular e até dentro de caneta! Ser fotogravado agora é apenas uma questão de luz, câmera e ação. Mandar pra alguém- taí a Internet! Divulgar? O YouTube serve pra quê? As vezes, você não tem nem idéia de que tem alguém te filmando. E isso é muito chato. Uma historinha: a prima da minha mulher têm uma filha. Toda prosa e saidinha. Um dia desses, ficou com um garotão e foi parar num motel. No meio da sacanagem, ela notou que ele pegou uma coisa do bolso e continuou fazendo o que fazia e ele gostando do que ela fazia! Quando o negócio esquentou e a movimentação pela cama ficou mais acesa, ela viu um celular em cima do colchão e perguntou se ele tinha filmado ela. Ele jurou que não. Resumo da ópera: o filminho dela caída de boca tá na seção “sexo oral” do http://www.panelavelha.com . Resultado: ela vai ter que trocar de faculdade. Moral da história: lembram da frase “Só vou botar a cabecinha”? Pois é: agora a frase é “Ih!Não filmei nada não!”

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Comentário de Cafu em 13 abril 2009 às 16:05
Só entendi a última parte; a da historinha...
Não tem avanço tecnológico que conserte o mau-caratismo!
:-(

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