A PÓS-GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS A CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA

É cada vez mais clara a ambição dos que querem se candidatar a candidato ao cargo de Presidente da República: Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Campos, José Serra e, claro, a atual mandatária, por direito legítimo, Dilma Vana Rousseff. Tantas opções, mas, sinceramente falando, excluindo o último nome, cujo projeto político está em execução, não conheço proposta alguma dos outros. Querem ser candidatos, dizem ser os melhores para governar, batem... batem... gritam...gritam... mas mostrar o que podem fazer pelo Brasil até agora, não o fizeram.

O projeto político de Aécio Neves é uma cópia do que representa os governos Anastasia e Geraldo Alckmin. Um projeto fracassado, principalmente em São Paulo. Em Minas, quem passa por lá, percebe que não é diferente. O que de novo existe por Belo Horizonte e suas redondezas são obras capitaneadas com dinheiro federal. Não há nada novo. Não há nada do que acrescentar. O novo em Aécio é apenas o rosto, triturado pelas agulhas para aplicação de botox. De resto, nada. Em São Paulo, a cidade máquina do País, a coisa é bem pior. Em 20 anos de governo tucano, parou no tempo. São Paulo é a máquina que deixou de receber manutenção e anda quase parando, assim como constantemente param os metrôs, obras de luxo dos tucanos. Movido à ambição política, selado pelo poder tucano, o Estado enferrujou. Procure algo de novo em São Paulo – capital e Estado como um todo – e não se achará nada. A violência espedaça a população, a corrupção, até então jogada debaixo do tapete, sob a tutela da mídia, agora começa aparecer e percebe-se que os tucanos não são diferentes dos que eles chamam corruptos. Como dizem no popular "tudo farinha do mesmo saco", e farinha das ruins. No mesmo pote em que se tempera Aécio está José Serra, do qual pouco se pode falar, ou quem sabe se pode dizer muito, a começar pelo tucanoduto ou o famoso trensalão. Ele sabe contar muita coisa, apesar de se fazer desentendido no caso. Sacudam Aécio e Serra e vejam o que cairá deles. Prefiro nem imaginar.

Marina Silva aparece como uma opção para o projeto que está aí. Mas não passa de boa opção. Até agora não ouvi de Marina nada de concreto. Perguntem algo grandioso para ela responder que o que se ouvirá serão murmurações, mantras de sempre. Ela cairá na vala da sustentabilidade, de lá não sairá. Até Merval Pereira duvida de Marina. Em artigo escrito recentemente, o décimo segundo juiz do STF, diz que Marina perderá eleitores quando começar a abrir a boca. Marina não tem propostas, ela tem ilusão de um mundo tão parecido com o da Alice. Ela, como senadora, pouco conheceu o Brasil. Talvez conheça – duvido eu – os arredores do Acre, seu estado de origem. Se não conhece o Acre, não conhece o Brasil. Marina é a menina meiga, protegida dos do Itaú, peças bancárias de quem Marina recebe apoio, mas da classe que a candidata sem partido critica. Marina é uma incoerência em pedaços de doce. Encanta pela voz, seduz pela meiguice, mas decepciona quando fala. Lembro-me de quando ela esteve em Manaus, um estudante fez-lhe uma simples pergunta, ela se deteve a criticar o governo federal e enveredou por outros caminhos, sem responder ao que lhe interrogavam. Esse é o retrato que tenho de Marina Silva. E talvez Marina seja isso. Só isso. Se ela tem algo mais, desconheço.

Eduardo Campos é um novo repaginado. Novo talvez apenas como pré-candidato. Como político é pedra-sabão desgastada. Seu Estado, Pernambuco, o que tem recebido é fruto das mamatas do governo Federal. Não há nada de grande feito que se pode afirmar ser do PSB, partido de Campos. Pernambuco foi o Estado que mais recebeu verba federal. É o Estado em que mais se tem feito investimentos. Bom para Campos, que certamente usará tudo o que recebeu a seu favor no seu horário político, se vier realmente a ser candidato. Campos seduz pelos olhos que tem. Nada mais que isso. A exemplo de Marina, não apresentou, até agora, nada de concreto. Já disse certa vez que o Brasil pode mais. Mas não disse como. Que o Brasil pode muito, isso todos sabem, o que não sabemos é o que poderá fazer Campos pelo Brasil. Falta ele nos dizer claramente. Ele, Marina, Aécio e Serra.

Nessa corrida frenética para chegar ao Planalto, os candidatos esquecem que candidato a alguma coisa precisa apresentar propostas, projeto de alguma coisa. Chegar ao Planalto é ser aprovado num curso de pós-graduação. Poucos chegam lá. Poucos conseguem convencer. Um candidato a uma vaga de mestrado ou doutorado precisa apresentar um projeto, detalhado, sobre seu objeto que pretende pesquisar. A partir desse projeto é que a banca, mediante a aprovação em outras fases, decidirá se o candidato terá condições de executar suas propostas. Quem chega à listagem final, pode considerar-se um apto. Na pós-graduação do Planalto a banca é formada por eleitores, maioria acostumada com promessas bonitas, seduzida pelo discurso. Poucos são os que realmente saberão discernir o que se fala do que será realizado. O projeto dos candidatos ao Planalto é uma caixinha preta de boas intenções, e não passa disso. Talvez, por saberem que, dos milhões de eleitores, tantos outros milhões ainda não têm acesso aos meios de informação e, portanto, são fáceis de serem manipulados pelo discurso bonito, é que os candidatos a governo de alguma coisa preferem discursar, preferem prometer a mostrar algo concreto. Enquanto na seleção da pós-graduação acadêmica a banca é composta por pessoas esclarecidas, conhecedoras da realidade a que visam os candidatos, e, por isso, selecionam os melhores projetos, na seleção política a algum cargo, a banca é formada por pessoas humildes, muitos sem qualquer conhecimento sobre a vida do candidato que aparece a cada dois anos ou quatro anos para seduzi-las. Aí, vence a guerra quem dá mais. Ganha quem promete os mais belos espetáculos. Quem poderá oferecer ou construir isto ou aquilo: de estádios a pontes; de uniforme para o time de peladeiros a praças para os namoradeiros. E nesse rol embusteiro, entram os temas educação, saúde, economia... Todos, indistintamente, colocam esses três temas como pilares de seu projeto político, mas, quando chegam lá, esquecem-nos e acabam enveredando por outros caminhos. O projeto dos senhores candidatos, "riquíssimo" de "boas" propostas, acaba sendo um mero amontoado de nada para nada se fazer. Nossos candidatos políticos precisam levar a sério seu projeto de candidato tanto quanto um candidato à pós-graduação acadêmica o leva. E nós, dessa arquibancada tão plural, precisamos saber escolher quem nos representará por quatro ou oito anos. Apresentar bons projetos não é tarefa para qualquer um. Exige habilidade, exige compromisso. Com a palavra Aécio, Eduardo, Marina e Serra e quem mais entrar na disputa.

 

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