A versão correta do caso do suposto dossiê

Finalmente, a Folha traz a versão correta do episódio do suposto dossiê, corroborando o que escrevi aqui e acrescentando alguns detalhes provavelmente corretos, ouvindo todos os lados e colocando dúvidas onde as dúvidas merecem ser colocadas.

O único senão foi a publicação do bate-boca do presidente do PSDB Sérgio Guerra com o do PT José Eduardo Dutra, no qual mencionam que eu teria dito que o responsável pelo dossiê foi Aécio Neves. Atribuí a grupos ligados a Aécio, mas não tenho nenhum elemento para afirmar que a ordem partiu do próprio Aécio. O incrivel nesssa história é que bastaria ler meu post sobre o tema para conferir que Dutra fizera a leitura errada. Ou seja, tinha-se a versão e o fato na Internet, sobre o meu post, mas a matéria preferiu ficar com a versão incorreta.

Reposta a verdadeira versão do episódio, o mais curioso é que não se menciona uma linha sobre o conteúdo do livro de Amaury Ribeiro Jr - repórter que já venceu três Prêmios Essos e vários Vladimir Herzog. Um baita alarde em torno do assessório e nada sobre o essencial. A mídia conseguiu o inimaginável nesse briga com a notícia: transformou em falso escândalo a origem do suposto dossiê e, mesmo constatando que era um livro de um repórter consagrado, passa ao largo do seu conteúdo.

O Estadão e a Veja nem isso fazem - apesar de Amaury ter passado cinco horas na revista dando entrevista a seu colega Policarpo Jr.
Da Folha
Jornalista e delegado são pivôs de intriga do dossiê


PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010

Jornalista e delegado são pivôs de intriga do dossiê

Repórter Amaury Ribeiro Jr. e Onésimo de Souza se reuniram com dilmistas

Envolvidos na produção do material que ataca aliados e família de Serra negam que seu objetivo fosse eleitoral

DE BRASÍLIA

No final da tarde de 20 de abril passado, uma terça-feira, cinco pessoas se reuniram para uma conversa no tradicional restaurante alemão Fritz, na quadra 404 da Asa Sul, em Brasília.

Comandava a mesa Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicação, empresa responsável pela contratação da maioria dos integrantes da assessoria de imprensa da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Também estava lá o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que investigou por anos o processo de privatização brasileiro iniciado nos anos do governo FHC (1995-2002).

Completavam a mesa o delegado aposentado da Polícia Federal Onésimo de Souza e dois servidores públicos aposentados da chamada "comunidade de informação", que trabalham com ele.

O encontro fora marcado por Lanzetta para tentar contratar Onésimo e sua equipe.

A ideia era investigar os funcionários de uma das sedes do comando da campanha dilmista. A demanda incluía averiguar se quem circulava no local mantinha algum tipo de relação com integrantes do PSDB e da campanha tucana a presidente encabeçada por José Serra.

A Folha apurou que Onésimo sugeriu um orçamento de R$ 180 mil para executar o serviço. O valor não foi aprovado pelo QG de Dilma. A conversa resultou inócua, mas o encontro vazou.

Na semana iniciada em 2 de maio, integrantes do PSDB souberam que a campanha de Dilma estaria montando uma equipe de "inteligência" -com o objetivo, deduziram, de espionar Serra.

PONTOS OBSCUROS

Aí aparecem pontos de interrogação na rede de intrigas formada na história do suposto dossiê anti-Serra relatado na mídia há uma semana, a partir de uma reportagem da revista "Veja".

Há pelo menos dois conjuntos de papéis, um com dados sobre aliados de Serra investigados na CPI do Banestado, e outro, com relato de operações fiscais da filha do presidenciável, Verônica.

Há dois aspectos obscuros principais. Primeiro, a real intenção de Lanzetta ao fazer contato com detetives. Segundo, como a informação sobre o encontro entre Lanzetta e o "grupo de inteligência" foi repassada para a imprensa e chegou aos tucanos.

Um terceiro detalhe também não foi esclarecido: por que Ribeiro estava na conversa do dia 20 de abril?

Ele é amigo de Lanzetta. Havia relatado trechos de suas investigações. Os dados começaram a ser coletados pelo jornalista em sua passagem pelo "Estado de Minas", principal diário mineiro, próximo politicamente do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG).

Lanzetta e Ribeiro dizem que o conteúdo da apuração seria usado na elaboração de um livro e nunca teriam cogitado fazer um dossiê para ser usado na campanha.

A apuração de Ribeiro começou em 2009, depois que Aécio, então ainda um potencial presidenciável, foi alvo de reportagens críticas.

Repórter investigativo com passagens por Folha, "O Globo" e "Jornal do Brasil", ele foi escalado para apurar eventuais irregularidades relacionadas ao outro presidenciável tucano, Serra.

O resultado das apurações do jornalista nunca foi publicado pelo jornal. "Ele trabalhava em várias investigações. Essa investigação específica não estava concluída quando ele pediu demissão no final de 2009", diz o diretor de Redação do "Estado de Minas", Josemar Gimenez.

Depois de deixar o emprego, Ribeiro contou o objeto de suas apurações a Lanzetta. O contratado da campanha de Dilma se interessou pelo assunto. Havia ali um caso potencial para ser usado na disputa presidencial.

Lanzetta e Ribeiro passaram a considerar a produção de um livro. A Lanza chegou a redigir um texto para ser distribuído à imprensa com os principais tópicos do futuro livro -que passou a circular ontem na internet.

Nesse meio tempo, a pré-campanha de Dilma passou a suspeitar de vazamentos de dentro de seus QGs em Brasília. Surgiram reportagens negativas, relatando custos de montagem de estrutura.

O alvo dessas informações era sempre o chamado grupo mineiro, encabeçado pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, amigo de Lanzetta e responsável pela montagem da estrutura de comunicação de Dilma.

RACHA PETISTA

Nessa época, no início de maio, houve uma bifurcação dentro do comando dilmista.

O grupo mineiro passou a ser abordado por órgãos da mídia querendo saber se havia produção de dossiês. Na outra ponta, um outro grupo composto por petistas paulistas foi acionado pela cúpula partidária para analisar o que estava sendo feito.

Entre os paulistas estão o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o deputado estadual Rui Falcão. Eles alimentaram na mídia a versão de que houve de fato a tentativa de montar uma equipe de inteligência. Mas venderam também o relato de que abortaram essa estratégia.

A facção mineira sustenta que o material produzido por Ribeiro nunca foi cogitado como um dossiê antitucanos. Também declara não ter estabelecido relação comercial com a campanha de Dilma.

Na reportagem de "Veja" e em conversas reservadas, o comando dilmista comemorou inicialmente ter abortado potencial escândalo semelhante ao do dossiê dos "aloprados" de 2006. Já no fim da semana, agora publicamente, petistas negam qualquer contato com os papéis.

Clique aqui para ir à matéria

Para acompanhar pelo Twitter:clique aqui

Exibições: 283

Comentário de João Pereira Lopes em 6 junho 2010 às 0:06
É esta ficando feio para o tucano, o serra é o primeiro a falar em dossiê lá quando ele se diz candidato, agora diz que é vitima de dossiê, o serra montou toda esta enrolada, esta campanha vai ser dificil para se aguentar as trapaças da dupla tucanodemo, já esta tudo esclarecido mas o jornal nacional, conta um fato como se fosse a maior verdade, só tem uma solução justiça na língua do serra biruta, o PT tem que processá-lo, A pergunta fica no ar o tal livro sai ou não sai, vou ficar sem comprar alguns itens básicos para comprar este livro das privatizações.
Comentário de Marcelo Palma em 6 junho 2010 às 0:39
Nassif, pelo que consegui depreender até agora, com esse ataque massivo da oposição contra esse suposto dossiê, apoiados (é claro) pela mídia, o que busca não é esclarecer, mas obscurecer o cerne da questão: o conteúdo do livro e a veracidade do que está ali escrito!

A mim soa como uma blindagem à futura utilização do conteúdo do dito livro, como que preparando a opinião pública, dizendo: "olha, esse assunto do livro é coisa do PT, de Dilma, que fizeram um dossiê" e queriam "espionar o Serra, não acreditem nisso".

Afinal, porque se fala tanto desse suposto dossiê, baseado nas acusações do livro e em documentos públicos, e não se trata exatamente do que interessa, que são as acusações feitas no livro, baseadas em investigações feitas pelo premiado repórter?

Porque agora, que começou a ser citado o livro, surge essa denúncia (vazia como sempre) da Veja, de que o Ex-Delegado Onézimo teria sido supostamente sido sondado para "investigar" a cúpula tucana, com escutas e grampos?

Segundo o Jornal (sic) Nacional (agora a pouco) a campanha de Dilma é responsável pelo suposto dossiê e não só isso, mas também pela tentativa de "espionagem" dos tucanos, com o ex-delegado.

A mídia corporativa vai usar cada vez mais, e com uma dissimulação cada vez menor, a sua capacidade de confundir a opinião pública, tecendo comentários, elaborando suposições, afirmando e sempre evitando ouvir todos os envolvidos. Os elementos mínimos do bom jornalismo não estarão presentes na maior parte da cobertura das eleições.

Grande parte da imprensa tem lado, o defenderá com unhas e dentes, sempre com uma cortina de fumaça encobrindo suas verdadeiras intenções ao público. A linguagem subliminar e a absoluta falta de escrúpulos profissionais serão a tônica da campanha.

Está só começando!!!

Abraços.
Comentário de Zanuja Castelo Branco em 6 junho 2010 às 1:47
O convite está trocado, quem procurou o Lanzetta foi Onézimo, acho que para preparar outro golpe dos "aloprados" já que esse ex-delegado sempre trabalhou com Itagiba inclusive, no caso Lunus. Ele trabalhava no Ministério da Saúde com Serra. Já em 08 de abril Serra qdo se lançou candidato, disse "na minha campanha não vamos usar dossiê". Naquele mês, abril, ninguém falava em dossiê,e ele simplesmente saiu com essa frase do nada, agora nós sabemos que ele estava preparando o terreno pq o tucanato já sabia do livro do Amaury, como? pq foi o psdb de Minas quem solicitou ao jornalista o tal levantamento das privatização. Isso não está na imprensa. O negócio está mais para encobrir o livro, que é uma bomba no colo do Serra e do PSDB, do que a existência de um dossiê que nunca existiu.
Comentário de aleandro pereira em 6 junho 2010 às 3:37
E o pior de tudo e ser obrigado a escolher entre Dilma,Serra e Marina,nem o direito do Ciro debater com eles e trazer questoes importantes ao pais teremos,fico muito triste ao ver isso pois o tucanato no poder e os petistas foram governos semelhantes pareceu ate continuidade um do outro,o PT que tanto eu admirava pela etica e correcao apregoada com aquele mensalao na minha humilde opiniao jogou seus trinta ou mais anos de politica no lixo,FHC que reconheco como um governo que comecou a dar uma cara de pais ao Brasil deixou muito a desejar sendo ele um sociologo no campo da educacao e digo isto pois me lembro de um professor de geografia que me disse certa vez,o dia que realmente quiserem mudar o nosso pais e fazerem tudo certo na educacao levara vinte anos para que se mude algo pois e o tempo de uma geracao nascer,crescer e ter algo a dizer.
Isso de dossie pra mim nao passa de balela pois tanto um lado como outro desses partidos e da propria midia tem informacoes dos dois lados basta querer pender para um lado ou outro minha indignacao maior e com a falta de opcoes em quem votar, de alguem que fale olhe tenho uma ideia diferente do Serra da Dilma do Ciro o caminho e esse vamos investir em educacao,politico acusado de corrupcao estara sumariamente suspenso ate o fim da investigacao,faremos uma reforma politica onde o voto nao sera mais obrigatorio,onde sera permitido a pessoa ser uma vez eleito em cada segmento so e somando toda vida publica tres vezes em mandatos diferentes por exemplo dep.est. dep.federal e senador e bye bye,alguem com mais ideal alguem com pelo menos um pingo de amor e respeito para com a populacao francamente eu gostaria de ter o direito de nem votar nessas eleicoes presidenciais pois para mim Serra ou Dilma sao a mesma coisa ou seja estamos ha dezesseis anos com o mesmo governo e ja sentenciados ha pelo menos mais quatro.
Agora quanto a dossies gostaria mesmo que fossem apresentados todos que existam por ai os do PT,PSDB,PMDB,tanto P que nem sei mais qual P desses significa algo pois esse pais precisa ser passado a limpo como diria um famoso jornalista,gostaria que profissionais da imprensa serios fizessem como o Sr Luis Nassif divulgando fatos e formando opinioes para que um dia talvez nao elegessemos mais politicos como seguidamente elegemos em nosso pais.
Brasil o eterno pais do futuro e espero que tambem dos politicos do futuro, e que o futuro esteja perto pois ja sao mais de quinhentos anos de falcatruas e corrupcao e impostos e votos de cabresto,pelo menos em voto de cabresto ja estamos no futuro ja temos o voto de cabresto digital com o cartaozinho do bolsa familia(diga se de passagem acho ele necessario em um pais miseravel como o nosso mas acho que deveria vir acompanhado de medidas como recebe sim mas desde que os filhos estejam na escola e com notas boas e pais fazendo cursos que o governo disponibilizaria para mudar a vida realmente dessas pessoas e nao prende-las em troca do medo da nao continuidade do plano)
Bom e isso um pouco de utopia nao faz mal,peco que me desculpem a falta de acentuacao e possiveis erros gramaticais a falta de acento justifico pela falta de experiencia nesse note que estou que tem o teclado em ingles,ja o erros gramaticais por ignorancia mesmo.

Abracos.
Comentário de Neide Guerra em 6 junho 2010 às 3:50
Também acho que é por aí Zanuja.
Comentário de Neide Guerra em 6 junho 2010 às 4:26
A campanha de Dilma está nas alturas, só sobe e o Serra só cai, não consegue seguer encontrar um vice. Vejo os jornais brasileiros e as notícias são as crises do PT pelo dossiê do dossiê.
Tem Um jornalista com um livro bomba sobre um dos cadidatos a Presidência do Brasil, o que dizem os jornais brasileiros? Que será que tem nesse livro para interessar tanto a campanha da
Dilma? Não, o livro não interessa porque é sobre as estripulias do nosso candidato. Vamos montar um factóide de como o comitê adversário descobriu o livro, isso se transforma no assunto Nacional. É muita inversao de valores.
Comentário de Flávio Viégas em 6 junho 2010 às 9:08
Sei que sempre existem muitas versões para o mesmo fato, e quem em política sempre vale a versão mais atual. Os fatos e as verdades dos fatos, conheceremos somente muito tempo depois, provavelmente em alguma biblioteca pública no exterior. Infelizmente, o jogo do poder e a briga por ele sempre estão bastante além das minhas compreensões, da minha blusa velha e seus botões gastos. Tenho certeza apenas de uma coisa: não há políticos 100% honestos, corretos e íntegros neste País. A grana que rola nesse circuito (político partidário) é muita alta para despertar interesses outros dos políticos. Na dúvida, por que não conferir, por exemplo, os ganhos (remuneração, aplicações) de cada parlamentar com o patrimônio que o fulano adquiriu ao longo da vida política profissional ?!!! Receio que muita gente terá explicar a origem de muito dinheiro, de muito patrimônio.. Enquanto isso, do lado de cá das urnas, nós, mortais comuns, batemos cabeça para manter nossos nomes e CPFs rigorosamente limpos - sem a necessidade de qualquer LEI. É isso. Abraços, Flávio
Comentário de Flávio Donizete Batista em 6 junho 2010 às 19:42
O barulho do Serra e do PSDB em relação ao pseudo "dossiê" da candidata do PT Dilma, é porque sabendo que um livro bomba (Porões da Privataria, do jornalista Amaury Ribeiro Jr) será lançado em breve na Internet, fruto da pesquisa sobre as relações do Serra e do PSDB no governo privatista do FHC, eles se antecipam para tentar invalidar ou descaracterizar as revelações que serão catastróficas para eles. Tentam criar uma cortina de fumaça para não deixar ver o que realmente será revelado.

Por isso que é correto afirmar: Serra se iguala àquele que rouba a carteira e grita "pega adrão", como foi dito pelo André Vargas. Tudo para despistar e confundir...

Até onde vai a capacidade desse povo do PSDB? Mas o importante é a gente estar atento para descontruir toda a tentativa de enganação.

Um abraço a todos.

Flávio Batista.
Comentário de Luiz Guilherme da M. L. Jorge em 6 junho 2010 às 22:38
É uma pena que o PT não tenha realmente tentado investigar e elaborar um Relatório e apresentar à PF e Justiça contra todas as maracutaias do PSDB inclusive o desenrolar da Satiagraha Dantas e Serra . Eu não tenho nada contra que qualquer cidadão tendo conhecimento de indícios de maracutaia investigue dentro da lei e denuncie os culpados ... A imprensa PIG logo batiza a investigação de "Dossiê" para desviar o Foco e não se discute sobre as maracutaias , mas, eu não espero mais nada deste PIG e acho que este pessoal do PT está é muito mole com os Demotucanos ..

Tem que rapidamente colocar a instituição PF para trabalhar nos casos e abrir uma CPI para levar Sr. Lanzeta e escritor do Livro Amaury e as duas verônicas e a parentada do serra para esclarecer os fatos .... E o PT porque não dá a queixa contra a calúnia do Serra , porque não pede direito de respostas aos jornaletes de SP. ?? Tentar ainda ver se consegue trazer algum dinheiro de volta da privataria
Comentário de Cristian em 7 junho 2010 às 0:07
Essa coisa de dossiê não funciona nos dias de hoje como funcionou em outras ocasiões. Vejo um amadurecimento dos eleitores no Brasil, noto que uma parcela significativa da população busca informações em várias fontes. Já foi o tempo que somente os jornais, telejornais e revistas tradicionais detinham o monopólio das informações. Fico muito feliz ao comparar o comportamento dos eleitores de hoje em relação ao comportamento de alguns anos atrás.
Quanto ao referido dossiê, fica claro que a oposição não definiu ainda seu discurso. Esse assunto pode ser mais prejudicial ao PSDB do que ao PT.
Vamos aguardar o lançamento do livro, pelo jeito vai ser um sucesso.
Um abraço fraterno.

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2020   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço