(Charge de Latuf).


A equipe precursora da OEA foi impedida de entrar em Honduras. O impasse continua;

Os golpistas hondurenhos continuam a merecer da Mídia Simpática (a eles) o epíteto de 'Governo de Fato' e 'Governo Interino';

A Mídia Simpática (aos golpistas) Brasileira prossegue em seu trabalho de ridicularizar a política externa do Brasil, independentemente de as atitudes do Brasil contarem com o apoio da ONU, OEA, Obama e Comunidade Europeia;

A Mídia Simpática (aos golpistas) Brasileira está com Barack Obama atravessado na garganta. Obama está sendo perseguido internamente por suas 'ideias e atos socializantes'. Obama é contra os golpistas hondurenhos. Nada a estranhar: nos EUA os veículos de comunicação escancaram suas preferências político-ideológicas. Ocorre que a popularidade de Obama no exterior é gritantemente superior à alcançada internamente, razão por que a Mídia Simpática Brasileira se contém;

A charge acima é eloquente, mas, descontados os pés (!) de Micheletti, não parece ser o caso de luta de boxe. Trata-se de esbulho, guardadas as devidas proporções. E as leis em geral prevêem a imissão na posse. E quando se trata de imissão na posse, a lei se deve impor sem delongas, nocauteando exemplarmente o infrator.

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Comentário de Cafu em 29 setembro 2009 às 17:35
Pelo que entendi, o Itamaraty, a OEA e a ONU estão chamando os golpistas de "governo de fato" por oposição ao "governo de Direito", ou seja, legítimo, que todos reconhecem como sendo o do presidente Zelaya.
Mas eu adorei a sugestão feita por alguém no blog do Nassif: de chamarmos o Micheletti de "ditador interino" ou "ditador de fato". Perfeito. Infelizmente.
:(
Comentário de Gregório Macedo em 29 setembro 2009 às 22:36
É isso mesmo, querida Cafu. O detalhe é que chamar os golpistas de 'governo de fato' é incorrer em eufemismo. Seria como chamarmos um esbulhador de 'posseiro' ou 'proprietário de fato', quando tais epítetos somente se aplicariam no caso, por exemplo, do sujeito que se apropriasse mansa e pacificamente de um terreno devoluto ou abandonado. Quem 'invade' terra de domínio definido, expulsa o proprietário e se assenhora da terra é esbulhador, e não 'proprietário de fato', assim como os golpistas são rematados golpistas. 'Governo de fato', constitucionalmente falando, ocorreria, por exemplo, no caso de revolução vitoriosa, em que a constituição seria anulada e outra elaborada (o famoso poder constituinte originário), enquanto os demais países, a comunidade internacional, ainda não tivessem reconhecido a legitimidade do novo governo.
Abração.
Comentário de Cafu em 30 setembro 2009 às 13:04
Firulas diplomáticas, quiçás necessárias para se lidar com um mundo turbulento, contraditório, desigual em tudo e de equilíbrio extremamente precário. Negociação, jogo de cintura, diálogo, resolução de impasses que afetam a vida de milhões de pessoas são assuntos para profissionais. As forças do atraso continuam poderosas e têm condições de ferir e causar grandes estragos, mesmo que seus delírios conduzam claramente a uma vitória pírrica. É preciso muita estratégia, responsabilidade e paciência.
Mas nós que estamos livres dos volteios e eufemismos podemos ir direto ao ponto e dizer com todas as letras a verdade cristalina: governo golpista, ditadura, tapetão.
ABAIXO A DITADURA, portanto! América Latina: Nunca Mais.
Comentário de Gregório Macedo em 30 setembro 2009 às 16:16
Falou e disse, querida Cafu!
Beijos.

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