As informações ainda estão soltas e contraditórias, mas alguns pontos são unânimes e outros podem ser deduzidos através do histórico recente dos acontecimentos no mundo.

Primeiro, não se trata de um atentado ou atentados e sim de um ataque terrorista ao centro financeiro da Índia. Isso em uma forma de organização e violência que não fazem necessárias provas para demonstrar que ali está o dedo invisível do Al Qaeda.
A organização de Bin Laden não precisa e até prefere não participar diretamente, mas apoiar com logística, financiamento e treinamento de voluntários pertencentes às chamadas células espalhadas pelo mundo, fomentando planos terroristas como os que o mundo tem presenciado há algum tempo.

Segundo, o ataque representa para a Índia o que o 11 de setembro representou para os EUA. É um golpe político certeiro no coração simbólico da economia do sub-continente asiático. A diferença diante do atentado de Nova York é que, na Índia, o episódio acirra ainda mais os problemas que o próprio governo tem empurrado com a barriga, seja caxemira ou os confrontos religiosos internos, sem falar nos estilhaços na economia do país em plena recessão mundial.

Terceiro, ter como mira principalmente americanos, ingleses e judeus sem entretanto considerar perdas na própria população, não apenas confirma a teoria do primeiro ponto, de que o Al Qaeda está na moita do ataque, mas igualmente coincide com o indício de que extremistas de fora foram acionados. Além disso, jamais seria possivel o timing dos terroristas na execução do plano sem informações e treinamento detalhado e ostensivo. Isso só é possivel hoje em dia no Paquistão e no Afeganistão. Pior, há muito pouco de especulação na hipótese de que o serviço secreto paquistanês deu uma ajudazinha. Nada naquelas bandas ocorre sem, no mínimo, o conhecimento deles. O que não significa que o governo paquistanês tenha compactuado. Pelo contrário, o serviço secreto é praticamente um órgão independente que põe e derruba presidentes.
Todo governo é seu refém. O ISI, como é chamado, é um verdadeiro cranco encravado no poder do Paquistão. Graças a ele Bin Laden continua vivo, graças a ele o Taleban continua vivo, graças a ele o trânsito de voluntários do terror para treinamento na região continua mais vivo do que nunca.

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