Aprovação do Governo e o Continuísmo - Educação~

Pesquisa do Sensus – Pesquisa e Consultoria, divulgada hoje, 29 de dezembro, aponta boas expectativas de governo para Dilma Roussef, bem como uma aprovação de 87%do governo LULA, por parte da população. Os aspectos positivos de uma pesquisa fora de suspeitas são realmente a reafirmação de que os governos vêm crescendo em popularidade conforme o alcance em melhorias para a sociedade, de forma estratificada. Como se ao longo dos anos esses índices de aprovação aumentem conforme o governo consegue alcançar as classes sociais mais baixas e lhes permitem galgar degraus nessa estratificação, ou ainda fazer surgir novas classes. Seguindo neste raciocínio temos este índice de aprovação do governo Lula como sem precedentes. Numa rápida corrida histórica desde a queda do regime militar, não houve sequer congelamento de preços, como houve na era Sarney que garantisse tal aprovação. Provou-se que beleza não punha mesa e vimos o quanto nossa democracia poderia enfraquecer o país. A imprensa parece enfim ter se redimido daquele acidente de marketing e não deixou aquilo que realmente importava passasse desapercebido a partir dali. Nos seqüenciais tivemos aniquilada a soma de zeros e mudanças estressantes de moedas e tudo que viesse depois do acidente impeachment nos parecia inconsistente, até que surgiu a URV. Nesta mesma época as já ocorrentes privatizações nos davam a falsa impressão de perda de bens materiais ou ainda de nossas riquezas. O que se procurava era enxugar a máquina e se conseguiu. Quando tudo deu certo enfim a idéia de que estávamos nos vendendo ainda perdurava, mas sem muito entusiasmo quanto antes.
A nossa moeda converteu-se em algo mais sólido e menos vulnerável. Houve ainda uma necessidade de se honrar compromissos e nos tornamos mais confiáveis. Leis de Responsabilidades foram criadas e se fez com que Estados, Municípios, toda a Federação conversassem segundo esta nova linguagem. Era de contratos vigiados e uso de recursos de forma mais consciente. Investimento com lucro certo, essa era garantia de que precisavam.
O país que parecia até então favorecedor dos mais ricos, ainda que através de políticas assistencialistas, passou a olhar mais aos pobres, e para aqueles que se estabeleciam abaixo da linha de pobreza. As críticas foram homéricas, mas os Programas foram um sucesso ainda que qualificados e discretamente reconhecidos como assistencialistas, permitiram o aumento de índices na educação e diminuição de população abaixo da linha de pobreza.
Os fatos até então elucidados seguem uma cadeia de acontecimentos que se permitiram segundo a real existência do anterior. Fatos que se inter-relacionam como causam e conseqüências como um grande plano de ação. Onde para uma visão geral fica difícil avaliar os governos independentemente. O governo Lula é por assim dizer uma ponta de toda uma gama de acontecimentos, empreendimentos, fortalecimentos, que datam de muito antes de seus dois mandatos. E por assim dizer esperamos que no governo de Dilma Roussef se possa estar na frente da solução de problemas junto aos que ainda vivem dos recursos do contribuinte, cadastros para os informais, e educação preparatória para estes últimos voltada para o mercado de trabalho.
Que num pensamento mais amplo se atinja também a área da educação, junto àqueles que executam a função de educar. Melhores salários, mais treinamento, melhores recursos instrucionais, a fim de se valorizar mais a classe. Há pesquisas que nos indicam ainda que a escolha das profissões das áreas de Letras e de Licenciaturas se dá por aqueles preteridos em avaliações para áreas mais específicas como as de Engenharia, Humanas e Medicina. Enfim, que nestes novos tempos, ainda de continuísmo possamos atingir em cheio a Educação, proporcionar a melhor distribuição de renda, propor as Reformas Política e Tributária, tão comentadas, e não deixar que caiam em apenas assunto de “blogueiro”. Internacionalmente a Educação é nosso calcanhar de Aquiles em seus índices vergonhosos.
Os índices de aprovação do governo de Dilma devem corresponder às expectativas ou ainda nos surpreender. A Educação deve por fim ser o ponto a ser atacado nos próximos anos em suas duas principais vertentes, o educando e educador. Melhores e mais valorizados educadores são esperados pelo mercado de trabalho, bem como mão-de-obra especializada e com novas oportunidades são aguardados por empregos registrados com potencial de contribuintes.
Quem sabe com todo esse continuísmo chegue-se à aprovação de 100%.

Como complemento a esta postagem venho com uma charge de Chico Caruso, exibida no dia seguinte á postagem deste artigo, no Jornal da Globo. Divirtam-se:

 

 

 

 

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