As flô de Puxinanã
(Paródia de As “Flô de Gerematáia” de Napoleão Menezes)
de Zé da Luz


Três muié ou três irmã,
três cachôrra da mulesta,
eu vi num dia de festa,
num lugar Puxinanã.


A mais véia, a mais ribusta
era mermo uma tentação!
mimosa flô do sertão
que o povo chamava Ogusta.


A segunda, a Guléimina,
tinha uns ói qui ô! mardição!
Matava quarqué cristão
os ói déssa minina.


Os ói dela paricia
duas istrêla tremeno,
se apagando e se acendendo
em noite de ventania.


A tercêra, era Maroca.
C** um cóipo muito má feito.
Mas porém, tinha nos peito
dois cuscús de mandioca.


Dois cuscús, qui, prú capricho,
quando ela passou pru eu,
minhas venta se acendeu
c** o chêro vindo dos bicho.


Eu inté, me atrapaiava,
sem sabê das três irmã
qui eu vi im Puxinanã,
qual era a qui mi agradava.


Inscuiendo a minha cruz
prá sair desse imbaraço,
desejei, morrê nos braços,
da dona dos dois cuscús!

Ouça aqui o ator Juca de Oliveira declamar este poema
no Programa Devaneio da Rádio Band News FM

http://bandnewsfm.band.com.br/pop_audio.asp?MMS=http://www.bandnews...

Zé da Luz

Severino de Andrade Silva (Zé da Luz), nasceu em Itabaiana, PB, em
29/03/1904 e faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 12/02/1965

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