Embora cruel, o texto de Maurício Dias na CartaCapital de 11/02/2010 sobre Marina Silva traz questões importantes para a discussão e o entendimento do jogo político das próximas eleições.


Metamorfose

Trapaças da sorte

Já não há mais dúvidas sobre o processo de transformação política que vive a senadora Marina Silva.

Ela trocou o Partido dos Trabalhadores (PT) pelo Partido Verde (PV) após dar baixa na administração do governo Lula, ao qual serviu por mais de seis anos.

Marina não trocou apenas a camisa partidária. Ela mudou de lado, cumprindo o destino de tantos outros militantes de esquerda. Notadamente os egressos do velho e carcomido Partido Comunista Brasileiro, o PCB.

Passo a passo, a acriana valente que emergiu dos movimentos sociais e sobreviveu à violência do latifúndio cumpre a trajetória daquelas figuras que cacarejam à esquerda e terminam por botar ovos à direita. Aspas para a mais recente afirmação feita por ela: “Um erro que cometemos, e digo nós porque fiz parte do PT por 30 anos, foi o de não estabelecer um ponto de contato com o PSDB”.

A frase foi dita há poucos dias e talvez coroe o processo de mutação política da pré-candidata do Partido Verde à Presidência da República, que agora faz o papel de força auxiliar da pré-candidatura presidencial tucana do governador Serra.

São as trapaças da sorte, como lamenta a canção.

Mauricio Dias

Rosa-dos-Ventos

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