Comumente ouvimos a expressão de que o homem é produto do meio, porém, não podemos descartar o fato contundente de que, para toda regra há exceção.

O ser humano traz em si uma multiplicidade de sentires; surpreendem-nos em suas ações e reações. Assim sendo, o homem se torna uma incógnita, por muitas vezes, surpreendendo a si próprio. Isso, diante do fato de que, somos seres “fabricados.”

Somos tal qual, uma placa mãe - virgem -, que tende a receber em si informações não próprias: aderimos aos ensinamentos impostos, às convenções, sistemas, dogmas, conceitos e pré-conceitos. Somos o que nos fizeram ser. O nosso “eu” geralmente se encontra adormecido. Até chegar o momento da ruptura; do despertar - tal qual um vulcão adormecido -, o caráter próprio, a essência, o ego; a psique. De forma que, os fatores externos, tais quais, o próprio habitat, ou ambiente casual, tanto quanto, os ensinamentos adquiridos -, exercem sim, grande influência no indivíduo, sendo essa, a causa dos conflitos internos; da aparente rebelião - momento de ruptura, de transição, sobre o que nos foi imposto por longo tempo, e, o momento do surgimento do nosso “eu oculto.” Pura questão de fluência da essência.

Exemplificando: no preparo de uma feijoada, se encontram vários ingredientes que, por estar em um mesmo caldeirão, receberão o mesmo gosto, porém, a essência de cada um deles permanecerá: costeletas de porco serão sempre costeletas de porco e, assim, sucessivamente.


Diante do ora, exposto, concluo que, às causas externas influenciam no comportamento do indivíduo, até o momento de sua ruptura, com a dualidade nele existente: fatores internos e externos, ou seja: essência e formação imposta, adquirida.

Chegando porém, esse momento, de ruptura -quando o indivíduo si assume de fato;diante de tal firmeza de caráter, os fatores externos, não mais exercerão sobre si os seus efeitos.

Trago um pensamento de um autor por mim desconhecido: “A garça a ave de plumagem mais branca se alimenta do mangue e não se suja.”


EstherRogessi.
Escritora UBE. Mat.3963. Artigo: Até Que Ponto...? Categoria: Narrativa.25/0710. Imagem:Web




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