Ò Xenti, faz tempo esta ave metida à gente & palpiteira, vem com vontade de meter o bico num assunto polêmico, que NÃO vem sendo enxergado, ou se faz de conta que não existe, sei lá por quê???

Tenho de confessar que a passarinha fica furibunda & se sente completamente impotente diante do fato...

E, além do fato, em si, ser aviltante e ameaçador, ele é um sintoma, claro, da barbárie dos tempos de hoje, que muitos insistem, por cinismo ou eufemismo, chamar de tempos civilizados...

Bem, este veículo que tão bem poderia representar uma solução ecológica & sustentável, como meio de transporte, nas urbis poluidas & congestionadas, aos olhos desta ave, tem sido instrumento de ameaça pública à integridade física dos pedestres do bairro onde mora...

Hoje, esta ornitóptera, em pleno calçadão de Copacabana (que em dias feriados e domingos tem uma de suas vias, fechadas), mais uma vez, dentre zilhas já acontecidas, teve suas penas sacudidas por um enlouquecido ciclista...

O que me faz relatar este causo, é que o incidente em Antares, digo, na rua, se deu na frente de policiais, que conversando estavam & conversando prosseguiram...

E quando fui perguntar-lhes por que diacho não fizeram nada com aquele, assassino em potencial, a resposta que me deram foi a de que; não havia legislação alguma de punição para esse tipo de “infração”... as aspas são pelo fato de que perante a lei; tá tudo certo!!! Ou seja, não há infração... Segundo os referidos policiais... NADA SE PODE FAZER...

Só nos resta rezar, fazer um ebó na esquina, pensar positivo, assistir “O Segredo”, e acreditar que vai dar tudo certo...

Moral da história, podemos atropelar quem quisermos, que não seremos punidos, não há penalidade prevista...

LEGAL!!! Desafetos se cuidem... vou comprar uma bike...

Como neste Portal, reúnem-se residentes de vários Estados & inúmeras cidades... ficam, cá, duas perguntitas:

1ª) Essa mesma atitude bárbara que assola os moradores dos bairros de Copacabana & adjacências, se reproduz em outras localidades?


2º) Dando uma revoada pelo Google pode-se observar que existem algumas leis que se aplicam a esse tipo de veículo (muito embora os policias as desconheçam), mas não há efetivamente fiscalização, nem punição prevista... Então, pra que raios servem???


Aves não entendem isso...

Então, esbarramos com o tradicional abismo entre o mundo teórico, legislativo e a sua ineficiente prática...

Enquanto isto: seguimos sendo vítimas dos ensandecidos que andam pelas ruas como se fossem ciclovias... acidentando & matando gente impunemente...

E, voltamos ao papo do Guará: Tá Lá O Corpo Estendido No Chão...

Presos ao giro darwinista, da roda-viva... onde a lei do maior & mais forte sempre há de prevalecer...

Pra quê a tão propalada racionalidade humana???

E, lembro-me de um certo dandi...

“O mundo pode ser um palco, mas o elenco é um horror.”

“O homem é um animal racional que perde sempre a cabeça quando é chamado a agir pelos ditames da razão”


“O Estado deve fazer o que é útil. O indivíduo deve fazer o que é belo.”

(Falas de Oscar Wilde)

Saudações indignadas \♥/

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Comentário de Valter Padgurschi em 24 fevereiro 2009 às 18:15
Ave! ave. Moro em Caraguatatuba (LN/SP) e por aqui a coisa se repete. Costumo fazer minha caminhada na praia do Indaiá que tem um passeio público e ao seu lado, devidamente sinalizada uma ciclovia, não é que os marmanjos e marmanjas acham por bem pedalar no passeio e se vc indica à eles a cilcovia tome palavrão. Já arrumei inúmeros bate bocas por conta. Isso para não falar no centro da cidade com as "magrelas" na contra-mão na cara dos fiscais de trânsito, o que já causou inúmeros acidentes. Por aqui tem legislação mas cadê de respeitar. Houve também campanha de esclarecimento. Mas parece que as "magrelas" venceram.
Tb concordo com o comentário de Ana Paula, em SP é trânsito maluco que sufoca as bicicletas. Vide a morte de uma cilcista na av. Paulista há pouco meses.
Abraços
Comentário de Graúna, ó xenti!!!! em 25 fevereiro 2009 às 2:10
Ana, bem-vinda!!!

Como tentei expressar através da figura que ilustra este Blog, entendo essa questão (que NÃO vem sendo tratada, com a devida atenção), como mais um sintoma da barbárie de nosso tempo...

Por tal motivo; a pirâmide social, à qual nosso modelo social reproduz até os dias de hoje, onde, a lei do mais forte prevalece... os maiores, os mais fortes & poderosos subjugam seus opostos... a exemplo daquele infame anúncio, que gerou o fatídico dito: “Síndrome de Gerson”

E, dentro dessa lógica primitiva, venal & cruel, reproduz-se a relação de dominação no trânsito (não necessariamente nessa ordem, claro): o ônibus desrespeita o automóvel, que por sua vez, irá desrespeitar o motociclista e o ciclista, e todos massacram o pedestre que é o que está mais vulnerável sem veículo algum que o proteja...

Então, enquanto a sociedade não alcançar profunda compreensão do que seja “Direitos Humanos”, se farão necessárias leis que minorem as conseqüências do “legitimado” desrespeito ao próximo, a fim de que os mais fracos possam ser amparados...

Apesar de não ser advogada, entendo que o poder judiciário, a partir da reivindicação da sociedade (razão pela qual estou aqui “botando pressão”), encaminhe leis que regularizem e punam esses delitos...

Mas, para tal, se faz necessário não só que as leis sejam instituídas, mas que de fato, se façam cumprir através das autoridades que as representam...

Não gosto do estado policial, a julgar pelas barbaridades que vêm sendo cometidas em nome da lei... mas, esse é outro assunto, e dá panos pra muitas outras mangas...

Mas, ALGO haverá de ser feito nessa direção, se não muitos ficaremos mutilados, lesados, por conta da impunidade dos ciclistas...

Pra começar, não há placa de identifique o veículo e seu proprietário, então, como é possível pensar em qualquer outra coisa???

As leis, quando exercidas corretamente, deveriam disponibilizar mecanismos de direitos & deveres...

Os ciclistas se protegeriam dos maiores & os pedestres dos ciclistas.

Aqui no Rio existem as ciclovias, inclusive com sinalização, entretanto, não são respeitadas as sinalizações e os ciclistas andam pelas calçadas à mesma velocidade que nas ciclovias... andam, também, pelas ruas em contra-mão... atravessamos nos sinais, na faixa, mas temos de olhar para os 4 pontos cardeais, pois de qualquer lado poderá surgir um ciclista à toda velocidade, e, claro, desrespeitando o sinal fechado, e, nas barbas dos guardas de trânsito que olham, como se nada tivesse acontecido, conforme relatei no episódio acima...

Então, fala-se em bicicletas como solução sustentável de transporte, e acredito que sejam, mas enquanto não mudarmos as feições da nossa sociedade, legislar é preciso...

E, que as pessoas, junto com as autoridades que representam as leis não façam como os 3 macaquinhos: que nada viram, ouviram, e , muito menos, falam a respeito...

Até que algum bacana, seja atropelado, e o causo vá pro Fantástico, aí o problema, ganha visibilidade... E, já que neste país de “améns” & BBBs, a Rede Bobo é que detém o veto & “legitima” o que é real, ou não, talvez, sabe-se lá...

Mas, até lá, certamente MUITOS, menos “bacanas”, estarão sendo ameaçados...

* * *
Ave! Valter, rsss

O seu triste relato muito se assemelha ao nosso, aqui no Rio, será uma praga de cidades praianas???

A julgar pela falta de quorum ninguém está muito interessado mesmo...
E, enquanto a fileira dos descontentes não engrossar, nada mudará...

Se me permitem, “copiarei&colarei” os posts de vcs., ao mesmo assunto que abri no Fórum... talvez haja mais chances de aumentar a tal fileira dos insatisfeitos... mesmo sabendo que uma, andorinha, digo, uma graúna não faz verão, segurei tentando...

Saudações blogueiras agradecidas pela participação \♥/

Comentário de Soledad Larraz em 28 fevereiro 2009 às 12:10
Oi Ave Linda!

Bem oportuno. As bikes são de fato um problema em todas as cidades. Aqui em Natal, embora somente residindo há pouco mais de uma ano, a "educação ciclística" é muito boa. Na orla (onde moro) sul há o respeito dos transeuntes e a atenção do ciclista. Nas praças é muito comum Graúna, a ciclovia ser respeitada.
Entrei no Escola de Bicicletas e peguei um "monte" de artigos de achei interessantes . Vamos l



Segurança no Trânsito





Pedalar na cidade : O trânsito tem vida própria.

Horário de pico

Toda cidade tem seus horários de pico, mas a distribuição da carga de trânsito varia a cada minuto, a cada hora, em cada local. Uma área e até mesmo uma via pode ser perigosa em determinado momento do dia e muito tranqüila nos outros horários. Como exemplo, um caminho de mão única poderá ter um trânsito rápido e agressivo só na hora que os pais entregam seus filhos na escola. No resto do dia não passa praticamente ninguém por lá porque a maioria dos mesmos pais pega seus filhos voltando trabalho, portanto chegam à escola por outros caminhos.

Luz

Posição do sol: Incidência de luz no nascer e pôr do sol em algumas vias atrapalha muito a visão do motorista e diminui a segurança geral dele e de todos que estão próximos. Outro problema comum em cidades com construções modernas é a reflexão de luz em vidros espelhados.

Carros de vidro escuro

Um fenômeno novo, mas muito preocupante para todos, é o uso indevido e abusivo de vidros escuros que não permite o contato visual com o motorista. Para o ciclista, em particular, a convivência no trânsito com estes veículos é uma situação de alto risco, porque nunca se sabe para onde está voltada a atenção do motorista.

Pedalar na cidade

Qual é o perfil de cada área da cidade? Há muitas variações, mas abaixo damos uma pequena referência do que é mais comum encontrar e das formas de pedalar com segurança.




Pedalar no centro da cidade:
Trânsito carregado

onde há comércio há mais gente
quanto mais gente menor o espaço
quanto mais carros menor o espaço na via
com mais pessoas circulando o número total de erros é maior
Trânsito organizado

locais de maior trânsito têm melhor sinalização e melhor fiscalização

Trânsito disciplinado

mais fiscalização melhora o comportamento das pessoas
as pessoas cometem menos erros pois ficam mais atentas
O condutor experiente e seu veículo no trânsito

o condutor normalmente tem muita prática
seus veículos normalmente tem boas condições de uso
o condutor é previsível no trânsito
Tensão

a partir de um nível de saturação do espaço aumenta a tensão geral de todos que ali estão
quanto maior o trânsito mais tenso é conduzir um veículo
Probabilidade de incidente

pequenos incidentes sem conseqüências chegam a ser normais
quem sabe que os incidentes acontecem trafega tranqüilo
quem faz drama a cada incidente fica tenso e aumenta a possibilidade real de se envolver num acidente
Probabilidade de acidente

em vias de baixa velocidade a probabilidade é baixa ou quase zero
carro parado não atropela
em vias de velocidade média com número grande de semáforos, paradas obrigatórias ou interferências a probabilidade de acidente é baixa
cuidado especial em esquinas e cruzamento de pedestres
ônibus e veículos de carga são perigosos pois muitas vezes não conseguem ver a bicicleta
as vias expressas não são recomendáveis para ciclistas
Como pedalar na cidade?


se o trânsito está parado, vá em frente com cuidado
se estiver melhor para ir a pé, pare a bicicleta e vá a pé
evite:

forçar a barra
trafegar junto a ônibus ou caminhões
disputar espaço
pedalar onde não possa ser visto
ficar inesperadamente entre veículos
jamais:

pedalar na contra-mão
ficar entre ônibus ou, pior, caminhões
pedalar muito próximo do meio fio
brigar, xingar...
cuidado:

com pedestres geral
quando o trânsito começa a se movimentar
bicicleta de entrega
motociclistas apressados
movimentando-se:

ir com o trânsito
em trânsito lento tome espaço como se fosse um carro
posicionar-se mais ao centro para não ser ultrapassado nas esquinas
sinalizar as suas ações (aprenda as sinalizações convencionais neste site)
Procure melhores opções de ruas mais tranqüilas.






Pedalar num bairro mais tranquilo: pouco trânsito

onde só há residências há menos gente e sobra espaço nas vias
locais de pouco trânsito têm menos sinalização e pouca ou nenhuma fiscalização
Cuidado com a disciplina da população:

muito espaço dá sensação de liberdade
pessoas tendem a não se preocupar tanto com regras e leis
a condução do veículo fica despreocupada, distraída, o que facilitam os erros
há excesso de confiança das pessoas nos cruzamentos
Tranqüilidade

é possível ouvir o pouco trânsito o que aumenta muito a segurança
a qualidade do condutor e de seu veículo em ruas vazias é menos importante, ocasionando menos acidentes.
a probabilidade de problema, incidente ou acidente é baixa ou muito baixa
Dicas e cuidados nos bairros mais tranqüilos:


no uso cotidiano da bicicleta como meio de locomoção, alterne sempre sua rota de tráfego, para evitar a rotina e os assaltos.
saindo dos bairros mais calmos, evite cruzar avenidas ou ruas movimentadas em local perigoso
jamais pedale na contra-mão
cuidado nas esquinas e cruzamentos
descidas: muito cuidado
num passeio ou uso diário da bicicleta, procure novos caminhos...
seja simpático com o pessoal do pedaço





Pedalando na periferia

vias normalmente precárias
rotas principais normalmente saturadas e perigosas
vias estreitas para a quantidade de veículos
mistura perigosa de veículos grandes e pequenos
A organização do trânsito é baixa, precária, não raro caótica ou inexistente

Disciplina

normalmente não há disciplina nem fiscalização - cada um faz o que quer
precariedade urbana induz ao salve-se quem puder
A qualidade do condutor e veículo

muitos não tem história com carro e dirigem mal
veículos em más condições de uso, sem manutenção
ciclistas e pedestres não seguem nenhuma regra
Tensão

nos horários de pico e finais de semana é alta
nos horários de menor trânsito de veículos a tensão tende a ser mais baixa, mas o perigo do trânsito pode aumentar, pelo aumento da velocidade dos veículos e seus motoristas indisciplinados.
Probabilidade de incidente e acidente

constante, mas a maioria não faz idéia que houve um incidente e a coisa fica por isso mesmo
reclamar de incidente, no caso, não faz parte do jogo
os motivos dos acidentes variam muito mais que em bairros estabilizados e estruturados.
Como pedalar na periferia?


seja sempre educado e simpático e mantenha a formalidade
evite qualquer tipo de briga ou discussão. A coisa ficou muito confusa? Deixa para lá.
pense correto: a maioria das periferias é "cidade dormitório", portanto local de trabalhador e suas famílias
jamais entre em área crítica com farol ligado. Ficou muito feio? Desliga o farol imediatamente - e a lanterna traseira também
jamais seja preconceituoso ou desrespeitoso
cuidado com crianças brincando


o texto a seguir de do Dr. Eric Ferreira, especialista em /TráfegoTransportes (Ciclismo)

mobilidade urbana e a Bicicleta na Cidade


Ações de Mobilidade Urbana e Inclusão da Bicicleta na Cidade
Dentro do ambiente das cidades, onde os espaços são compartilhados e divididos entre moradias, sistemas de circulação (calçadas, ruas, avenidas, vias expressas e estacionamentos), áreas de laser e entretenimento, o espaço viário se caracteriza como um bem finito e, portanto, escasso.
A gerência da mobilidade, em um primeiro momento, concilia a gestão dos sistemas de circulação e os sistemas de transportes e, num segundo momento, integra-os às políticas de uso e ocupação do solo.
O sistema de circulação tratado com um bem escasso na sociedade e, portanto, valioso, necessita ser gerenciado pelo poder público para maximizar o bem estar social. A maximização do bem estar social se faz pelo equânime gerenciamento dos espaços viários destinados à circulação de bens e pessoas.

As diversas políticas públicas de gerenciamento dos sistemas de circulação necessitam primeiramente tratar do principal modo de circulação nas cidades, ou seja, o modo a pé. Para tal, é necessário que haja uma mudança de paradigma no tratamento do passeio. A atual legislação, que destina ao proprietário do lote a manutenção e conservação, tem sido pouco eficiente. O que se observa nas cidades brasileiras é que não existe continuidade neste sistema de circulação, ao contrário, ao longo de aclives e declives observam-se verdadeiras escadarias e não calçadas.

1 - Calçadas

Os proprietários dos lotes ao promoverem a adequação das irregularidades nos passeios para acesso aos lotes de sua propriedade, impuseram um ônus à toda a sociedade. Assim, as calçadas passaram a não exercer sua função social de áreas de circulação e convívio, e tornaram-se áreas de conflito para os cidadãos e ciclistas que desejam se deslocar. As calçadas, quando suficientemente largas, podem comportar vias espaciais para circulação de bicicletas.
A provisão de infra-estrutura para o transporte não-motorizado tem o potencial transformador do ambiente urbano. A experiência de Bogotá mostra que o incremento e a melhoria do espaço público urbano para pedestres e ciclistas, não é simplesmente a construção de vias especiais para ciclistas, mas sim a recuperação e a construção de espaços públicos, com desenho universal, onde seja garantida a acessibilidade, tanto aos portadores de necessidades especiais quanto aos idosos.

2 - Vias secundárias

O sistema de circulação interna de bairro deve ser gerenciado de forma a inibir a circulação de tráfego em altas velocidades. O interior de bairros são áreas de convívio social, de circulação de pessoas que fazem suas pequenas compras e encontram os amigos. Velocidades excessivas, além de aumentarem os riscos de morte por atropelamento, geram ruídos excessivos degradando a qualidade de vida. A limitação da velocidade dentro dos bairros, além de proteger e melhorar a qualidade de vida é medida eficaz para inclusão do ciclista. A simples limitação da velocidade a 30km/h nos bairros permite o perfeito compartilhamento da via entre motoristas, ciclistas e pedestres. Gera verdadeiras ilhas de conforto social.
A infra-estrutura cicloviária quando bem planejada garante a segurança viária dos ciclistas e dos outros usuários das vias. O desenho e implantação de infra-estruturas viárias deve ter sempre em conta a relação direta entre velocidade e probabilidade de morte de pedestres e ciclistas. Projetos geométricos, medidas de traffic calming, proteção física para pedestres e ciclistas, sinalização (tempos semafóricos para pedestres e ciclistas), fiscalização etc. são medidas que contribuem para reduzir a incidência de acidentes.

3 - Vias Arteriais - avenidas e vias expressas

A inclusão dos ciclistas em locais, onde o volume de tráfego e a velocidade dos veículos automotores sejam elevados, deve, preferencialmente, ser feita por meio da segregação de ciclistas e tráfego, preservando assim a vida daqueles que desejam se deslocar fazendo uso da propulsão humana. Ciclovias e ciclofaixas são indicadas nestes locais, especialmente quando estes caminhos são elos de um sistema cicloviário urbano.
A decisão sobre onde e quando projetar e implementar ciclovias e ciclofaixas, mais do que uma decisão técnica, é uma decisão política no sentido de que, ao priorizar um espaço público comum (a rua propriamente dita) o poder público sinaliza que, todos os cidadãos, independente da classe social, poder aquisitivo, idade etc., compartilharão e usufruirão nas mesmas condições de igualdade da infra-estrutura pública.


implementação do Sistema Cicloviário


Ações Necessárias para Implementação do Sistema Cicloviário

1 - Criação do Departamento de circulação de não-motorizados

1.1 - O Exemplo da Cidade de São Paulo

Atualmente a elaboração da política cicloviária está sob responsabilidade da Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA), porém, a SVMA não é responsável pela implantação, manutenção e gerenciamento dos sistemas de circulação. A prefeitura de São Paulo, dentro de sua estrutura de governo, dispõe da Secretaria Municipal de Transportes. A secretaria está subdividida em Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), para o qual presta serviço a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET); e Departamento de Transportes Públicos (DTP), para o qual presta serviços a São Paulo Transporte (SPTrans). A missão da SMT é de assegurar a mobilidade de pessoas e de bens no Município de São Paulo por meio de suas companhias - CET e SPtrans - por meio do: Gerenciamento dos serviços de transporte coletivo de passageiros por ônibus; Regulamentação e gerencia dos serviços de transporte de passageiros individuais e coletivos: táxi, fretamento e escolar, transporte de carga e moto-frete; Disciplinamento e gerenciamento da rede viária municipal.

Fica clara a lacuna existente dentro da SMT, pois, olhando as atribuições tanto da CET quanto da SPTrans, nota-se a ausência dentro da SMT, de uma gerência da mobilidade. A falta da gerência da mobilidade relegou o transporte não-motorizado em detrimento somente do transporte motorizado. Não há em São Paulo nenhum órgão capaz de gerenciar a mobilidade urbana do ponto de vista do cidadão que deseja se deslocar caminhando, utilizando sua bicicleta ou qualquer outro meio de transporte propelido pela força humana.

A falta de um departamento de transporte não-motorizado, encarregado por gerenciar a mobilidade urbana, e responsável por pensar, planejar, executar e fiscalizar as políticas de mobilidade, não possibilita à prefeitura de São Paulo fazer uso integrado das diversas soluções de transportes existentes na cidade. Companhias de transporte como a CET e SPTrans não se vêm obrigadas a trabalhar para a criação de uma mobilidade integrada. Os objetivos e instrumentos de trabalho das duas empresas são distintos; uma empresa cuida da fluidez de veículos com especial atenção ao auto privado enquanto a outra cuida do transporte público. Nessa divisão de atribuições no gerenciamento dos espaços urbanos quem sai perdendo é o cidadão comum que deseja de deslocar usando seu próprio esforço.

2 - Política de Respeito à Vida

Atualmente quatro pessoas são assassinadas diariamente no trânsito de São Paulo. Todos os dias, dois pedestres, um motoqueiro e um ocupante de veículo automotor morrem em conseqüência de "acidentes" de trânsito. Acidentes são fatos inesperados, ocorrências que fogem ao controle do ser humano. A grande maioria dos "acidentes" de trânsito ocorre em conseqüência de altas velocidades, desrespeito às leis de trânsito, imprudência dos condutores. Há a necessidade de redução das velocidades dos veículos automotores dentro do perímetro urbano. A redução das velocidades pode ser feita de diversas maneiras: " Fiscalização, eletrônica e por equipes da CET. " Programas de construção de comunidades protegidas - áreas de interno de bairros que recebam medidas de traffic calming. " Programas educacionais nas escolas públicas e particulares. " Campanhas publicitárias.

3 - Programa de construção de Ciclo Redes

Ciclo Rede é uma rede de caminhos instituídos em uma determinada área, própria principalmente para ciclistas, mas também idealizada para cadeirantes, não-motorizados e pedestres. O conjunto de caminhos que complementam a Ciclo Rede é composto de ciclovias, ciclofaixas e espaços compartilhados.
A ciclo rede tem como objetivos: proporcionar deslocamentos seguros e confortáveis; integrar-se com o sistema de transporte estabelecido; potencializar os deslocamentos internos no bairro, fortalecer a comunidade local, diminuir tensões sociais, facilitando o acesso aos serviços disponíveis, locais de interesse público e outras opções.
A ciclo rede proporciona, na medida do possível, caminhos afastados de vias de tráfego intenso e de locais reconhecidamente considerados perigosos. Há inúmeras formas de apresentação da Ciclo Rede ao público, sendo as mais comuns em forma de folhetos e/ou mapas afixados em via pública. O intuito é orientar ou induzir o ciclista a procurar novos caminhos e outras possibilidades de uso da cidade e do bairro, por meio de um sistema de informação contido em mapas e/ou folhetos e sinalização horizontal e vertical.

Ciclo Rede é:


Mapeamento da área estabelecida.
Identificação de ruas e avenidas mais seguras para ciclistas.
Detalhamento de obstáculos, dificuldades e pontos perigosos para ciclistas.
Identificação e proposição de soluções onde ocorrem conflitos de tráfego, em especial as interseções.
Mapeamento dos pontos de interesse: transporte público, escolas, comércio, shoppings etc.
Informação sobre educação no trânsito, transporte público, saúde etc.
Elementos componentes da Ciclo Rede


Ciclovias, ciclofaixas, calçadas compartilhadas.
Mapas - totens, folhetos, mídia eletrônica (internet).
Sinalização horizontal e vertical.
Semáforos.
Medidas de Traffic Calming.
Campanhas publicitárias.
Educação para o trânsito.
Objetivos


Melhorar a segurança e conforto de ciclistas e pedestres de maneira simples.
Favorecer modos de transporte não-motorizados.
Melhorar a mobilidade local.
Implantar políticas de combate à poluição e de melhoria da qualidade ambiental nas cidades.
Promover modos sustentáveis de transporte.
Promover mudanças modais.
Desvantagens


Normalmente, as vias principais constituem o caminho mais curto para os deslocamentos urbanos.
Em muitas localidades a via principal é a única alternativa para uma rota ciclística. Mesmo nestes casos, a Ciclo-Rede serve como elemento orientador e educativo.
As zonas de comércio normalmente se concentram ao longo das vias de tráfego pesado ou em áreas críticas para a segurança dos ciclistas.
Uma ciclo-rede, estabelecida em rotas distanciadas das vias principais, pode induzir os ciclistas a considerar que estão sendo discriminados em rotas segregadas e distantes de alguns pontos de destino de viagens.
Vantagens


Baixo custo de implantação e manutenção.
Diminui ou evita a necessidade de intervenções viárias.
Diminui sensivelmente os índices de acidentes de trânsito, principalmente os que envolvem ciclistas.
A bicicleta é ótimo modo de transporte para pequenas e médias distâncias, o que a torna ideal para uso interno nos bairros.
Possibilita a integração do ciclista aos sistemas de transporte coletivo.
Uma Ciclo Rede pode ser implantada sem ciclovias ou ciclofaixas. Ciclovias e ciclofaixas devem ser integradas em uma Ciclo Rede.
É um instrumento para a educação dos ciclistas no trânsito.
Oferece a possibilidade de uso da Rede por outros não-motorizados.
Diminui os conflitos com motorizados e não-motorizados.
Mostra que existem formas alternativas de deslocamento e uso urbano.
Reduz os problemas de trânsito em médio prazo.

Como vê Graúna, ninguém imagina o quanto é sério subir numa bicicleta. E o que é necessário para nossa segurança ao conduzi-la. Mas "desista não"!. Pedale, é bom para as pernocas hehehehe


Beijão Emplumada Querida
Sol
Comentário de Graúna, ó xenti!!!! em 3 março 2009 às 3:45
Soledad, amada!!!

Só ocê pra realizar essa primorosa pesquisa...

A emplumada não foi a tanto, ficou só na indignação, rsss...

Então, se pensa no assunto, mas não se cumpre...

Que merdelê, esse, não???

Minha filha comprou uma bicicleta, e agora morro de medo pelas duas vias, pelos outros incivilizados, ônibus, carros & ciclistas, já que ela sabe da minha campanha, e também, já levou algumas bordoadas, tenta pedalar na paz, mas não a deixam em paz, reclamam que anda devagar, e pela mão...

NINGUÉM MERECE!!!

Saudações blogueiras agradecidas \O/


Comentário de Antonio Barbosa Filho em 25 março 2009 às 21:52
Minha passarinha! Tá me vendo? Tô aqui, bem atrás de você....rsrsrs
Ocê sabe que a Holanda é o país das bicicletas, né? Outros dizem que seja a Alemanha, ou a Bélgica, ou mesmo a França. Mas a Holanda deve ter, com certeza, uma bike per capita, no mínimo. Minha namorada tem três - e as usa.
Lá, tanto em Delft, como em Amsterdã, Roterdã, Haia, onde seja, o maior perigo para os pedestres são as bici. Elas têm faixas próprias, em cada rua, pintadas de vermelho. Mas há cruzamentos, há pontes estreitas, há esquinas, e aí, menina (gostou?) o bicho come.
Porque vc olha prum lado, olha pro outro, e quando avança o pé para a rua, surge um bólido desses, na maior velocidade, e se vc se descuidar, se não der prioridade ao estranho veículo...já era. Nas pontes mais antigas e estreitas, as que não têm escadas no início ou final, o negócio é pior: vc pode ser colhido pelas costas, à traição.
No começo, estranhei muito, porque achava que tudo era muito organizado. Afinal, os carros param em qualquer altura da rua se vc botar o pé fora da calçada. Imaginei que o pedestre fosse o rei... ledo engano: quem manda são elas, as marditas bicicletas! Fiz um curso intensivo de esquivamento e outro de observação pelo traseiro, e tenho passado incólume, depois de oito meses de aventurosas aventuras naquelas terras. O problema é que as ruas fechadas para carros são abertas para pedestres e bikes, que deveriam seguir uma linha vermelha, geralmente no meio do calçamento. Só que, como não há carros, alguns preferem "costurar"no meio da multidão. Nunca vi um acidente, mas como vc me pergunto: e se houver? Será que o ciclista é punido? Esvaziam um pneu dele? Coniscam o selim e o mandam prosseguir?
No calçadão de Copabana o que eu sei é que não se pode caminhar muito à margem da ciclovia, porque os caras passam de bike, arrancam tudo do seu pescoço ou pulsos, etc, e pisam no pedal. Não dá tempo nem de gritar. Quem me orientou assim foi carioca, e eu obedeço essa regra, continuo com minhas câmeras e minha carteira. Relógio não uso mesmo, na praia, pq acompanho o tempo pelo sol: quando ele se esconde, depois daquele belo laranja-vermelhão-azul-preto, etc. Sei que é hora de tomar banho de chuveiro.
Minhas jóias tampouco carrego junto ao meu corpo, a não ser a Marianne. Meus dois filhos e dois netinhos eu transporto em lugar seguro, tanto que se eu morrer, eles continuam vivos. Tanto eles como minhas amizades habitam no meu coração, e sairão incólumes de qualquer acidente que eu possa sofrer, um dia, distante, quem sabe?
Besos! En sus ojos!
Comentário de Graúna, ó xenti!!!! em 26 março 2009 às 7:09
* * *


KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!


Pois é, à falta de civilidade, teremos de tirar “carteirinhas de pedestres”, andar com espelho retrovisor, usar de rezas fortes antes de sair de casa, e pedir pra não ser preso por estar na frente da Santa Bike, na hora que os doidos passam batidos... porque se xingar, quem vai pro xilindró, ver o sol nascer quadrado, é nóis...

De fato, ainda existem os trombadinhas, mas esses, pasme, são minoria... as bikes importadas são as que mais metem medo por aqui...
Se me permite a ousadia, como apesar da falta de quorum, sigo insistindo no tema, e também havia aberto um fórum, com mesmo assunto, vou levar a sua crônica pra lá também, ok??

http://blogln.ning.com/forum/topics/bicicletas-assassinas-os-3?page...

Aí, pode ser que mais alguém se anime a engrossar a fileira dos descontentes, e como tudo vai pro Google, quem sabe alhures, algures, isto sirva de algo... quiçá pros nossos bisnetos, rsss


O trágico é que a incivilidade é planetária... ai, ai, ai, que os Zeuses não me tirem o humor... a ternura... pois, nessas horas, dá uns achaques niilistas, a isso dá...

Saudações utópico-civilizadas \♥/


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