Os extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua mulher, Maria do Espírito Santo, foram assassinados em Nova Ipixuna, sudoeste do Pará, na manhã de terça-feira.

Quando as mortes foram anunciadas na Câmara dos Deputados, por ocasião da votação do projeto do novo Código Florestal, a plateia, composta basicamente de ruralistas, respondeu com eloquente vaia.

Segundo a revista CartaCapital, "nos últimos 25 anos, 1.614 pessoas foram assassinadas no Brasil em decorrência de conflitos no campo. Até hoje, apenas 91 casos foram julgados - e resultaram na condenação de 21 mandantes e 72 executores. Isso significa que a Justiça no Brasil levou às grades um criminoso para cada 17 pessoas assassinadas em todos esses anos.”

A desinibição ruralista é condizente com a frouxidão judicial reinante no País.

Em tempo: alguns críticos sustentam também que o governo federal precisa fortalecer a estrutura de fiscalização ambiental. Torcemos para que tal se verifique, mesmo cientes de que a elevação do contingente vai motivar críticas acerbas em razão do aumento do tamanho do Estado, argumento especialmente caro aos neoliberais.

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Aprecio juntar texto e ilustração. Lamentavelmente, há dias a inserção de imagens vem sendo impossível, aqui no Portal. Charges, cartuns, ilustrações e fotos você encontra em http://domacedo.blogspot.com/ . Um abraço.

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Comentário de Jorge Cortás Sader Filho em 27 maio 2011 às 16:24

Estou solidário com Gregório.  A impunidade aos criminosos, em regra geral, anda gerando muitos conflitos no país.  Mas no caso de Chico Mendes e da irmã Doroty, os assassinos foram punidos. Menos mal!

Abraço forte.

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