Existe no Brasil praticamente uma unanimidade em relação ao que o povo brasileiro pensa a respeito da classe política e do sistema financeiro, onde prospera uma rejeição muito grande à ambos os setores.

Como era de se esperar, mesmo lentamente, a população vem através do voto, adotando medidas próprias no sentido de promover uma mudança no cenário político e isso se faz sentir pela quantidade de caciques que caíram nas eleições de 2010, mesmo contando com o apoio incondicional da mídia.

Agora, ao surgir um governo cujo grau de independência em relação aos banqueiros lhe permita bater de frente com eles, esperamos que tenha sido dado o pontapé inicial para que o povo também bata, com o único instrumento possível para isso que é a inteligência.

Quando um banco permite que o cidadão pague apenas 10% da fatura do cartão de crédito, na verdade não está sendo generoso, muito pelo contrário, ele arma uma arapuca para o cliente ficar devendo 90% do saldo devedor e pagando taxas astronômicas sobre o mesmo.

O limite do cheque-especial, cada vez maior, é outra armadilha, cuja isca é a facilidade para sua utilização, onde a pessoa entra num verdadeiro "beco sem saída", pois a maioria tem um salário menor que o próprio crédito disponibilizado e acaba se tornando um escravo do banco, que apresenta aquela moça bonita no comercial, ao oferecer o produto e depois que o nome fica com restrições, só aparece cara feia dizendo não.

Assim, é prudente ignorar os limites do cartão de crédito e do cheque-especial, para que eles possam ser úteis em situações onde também sejam viáveis para o cliente, como uma compra no cartão dentro do orçamento de cada um, cujos pagamentos possam ser realizados no prazo e pelo valor da parcela mensal e no caso do cheque-especial, só utilizar o limite ou parte dele em caráter emergencial e por prazos mínimos e se houver mesmo a necessidade de um empréstimo, procurar outras linhas de crédito com juros mais baixos e que sejam adequados a cada situação, afinal não nascemos com nenhum crédito disponível e é perfeitamente possível vivermos sem dívidas, basta ter um pouco mais de juízo.

Essa pendenga serve também como reflexão, principalmente em relação ao que a mídia nos aconselha: não custa nada lembrar a campanha que a imprensa brasileira fez contra os bancos públicos, com direito a "caixinha de marajás", que levou o Collor ao Planalto, tentando desqualificá-los para, a partir daí, privatizá-los a troco de bolo e ultimamente o governo vem usando justamente os bancos públicos, sobre os quais tem ingerência, para tentar frear a ganância do sistema financeiro como um todo, onde gigantes europeus ganham mais dinheiro aqui, em cima do nosso sacrificado trabalhador, do que no resto do mundo.

Um banco é uma arma. Quem não souber manuseá-la acabará como vítima.

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