É COMO SE A COPA DE 2014 FOSSE A PRIMEIRA DO MUNDO

A Copa do Mundo de 2014 prevista para ser realizada no Brasil, 64 anos após a primeira no País, em 1950, vem sendo tratada politicamente pela oposição ao atual governo, à mídia brasileira e alguns seguimentos da sociedade, como se fosse a primeira competição a acontecer no mundo, além de nenhum outro país se interessar em sediar a próxima.

É como se a bola acabasse de ter chegado por aqui, o Brasil não fosse conhecido mundo afora como o País do futebol e não houvesse conquistado cinco competições da espécie, se constituindo no maior ganhador de Copas do Mundo no Planeta.

A arena de Manaus, quase pronta, acaba de ser interditada porque um operário acidentou-se enquanto trabalhava na obra e veio a falecer. Tudo bem que o motivo da tragédia precisa ser investigado, esclarecido e medidas deverão ser adotadas para evitar outras mortes nessa construção. O incrível, é que a imprensa apresenta a notícia como dois operários falecidos em curtíssimo período no local, só que o outro sofreu um ataque cardíaco, não previsto pela FIFA e o governo brasileiro. Mais um escândalo.

A FIFA não é flor que se cheire e muito menos uma instituição filantrópica. O mundo todo sabe que ali tudo é movido a dinheiro grosso e irregularidades vêm sendo mostradas ao longo de sua história, até porque foi presidida por um brasileiro durante décadas, quando o outro presidente apontado pela imprensa brasileira como o “pai da corrupção no Brasil” ainda tinha os dez dedos nas mãos.

Mesmo assim é uma verdadeira briga de foice a disputa entre os países mais importantes do mundo para sediar uma Copa, deixando transparecer que existem mais vantagens que desvantagens na realização do evento, que é comandado exatamente pela mesma FIFA de sempre e não aquela “inventada” especialmente para realizá-lo no Brasil como tentam convencer seus adversários.

A Copa do Mundo não é propriamente um evento destinado à diversão da população residente no país onde se realiza e sim o palco onde acontece a maior competição esportiva no âmbito profissional a nível mundial, que recebe turistas do mundo todo, com dinheiro no bolso - quem é liso vê pela TV – para despejarem nas mãos dos anfitriões, abrangendo empresários, empregados, autônomos, artistas, artesãos e qualquer pessoa que se disponha a ralar para ganhar uns trocados, com direito à “volte sempre”.

A Copa do Mundo no Brasil precisaria ser diferente do resto do mundo, sim, não porque ainda existem moradores de rua e crianças fora da escola, mas porque o futebol corre nas veias do povo brasileiro, inclusive de muitos que são religiosos e não deixaram de torcer pelos seus times, assim como, provavelmente, alguns não se livraram dos seus vícios e costumes, pois, nesse outro “campo”, dizem que o importante são as intenções.

Portanto, se a Copa do Mundo tem seu lado negativo, já aconteceu. Os gastos, superfaturados ou não, já foram feitos. Agora, seria o cúmulo da estupidez se o Povo Brasileiro abrisse mão de usufruir do lado positivo que torna o evento tão cobiçado no mundo inteiro.

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