CRIAÇÃO OU TRANSFORMAÇÃO
Gostaria de falar um pouco de construção literária ou artística. Domingo na folha de São Paulo nosso maior poeta vivo, Ferreira Gullart (São Luís-MA/1930), divaga sobre o conceito da construção artística e replica outro artigo do domingo retrasado, também de sua autoria, sobre o mesmo assunto, no mesmo periódico. Diz ele que a realidade não basta ao artista por isso ele tem a necessidade de transformá-la. Continua afirmando que as construções contemporâneas estão procurando apenas retratar a realidade existente sem transformá-la. Sabendo que é ateu de carteirinha, falta-lhe na análise a base Divina de entendimento. Por isso é importante estudar a religião e os princípios religiosos. (Não tem nada a ver com ir às missas aos domingos, bem que faz muito bem irmos às missas aos domingos.) Eles embasam muito do existente entre a realidade aparente e as necessidades de transformações de forma clara e coerente. No caso da construção artística se apenas Deus tem a capacidade de criar qualquer coisa do nada (Genesis), o artista, ou o ser humano como um todo, tem a capacidade de apenas transformar a realidade, de transformar as coisas existentes. A mineradora transforma a terra em lingote de ferro, ou a bauxita em alumínio, o átomo em energia, e assim por diante. O aço, a energia, o alumínio não foram criados do nada, mas da transformação de algo existente. Não podemos dizer que os técnicos da CBA, da VALE ou os engenheiros atômicos são artista porque a realidade existente não bastava e tinham a necessidade de alterá-la. O conceito de artista transcende o desejo de modificar o mundo existente só porque não lhe basta. A transformação artística está muito mais ligada às conexões das dimensões da alma (para quem acredita) na aceitação e expressão da realidade existente do que na sua transformação.

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