Deputado do PSDB é acusado de racismo no Congresso

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Deputado do PSDB é acusado de racismo no CongressoFoto: Divulgação

CARLOS ALBERTO LERÉIA SERÁ INVESTIGADO PELA POLÍCIA DO SENADO POR CHAMAR UM FUNCIONÁRIO DE “MACACO” E POR MANDÁ-LO “PROCURAR UM PAU PARA SUBIR”

Por Jornal Sul 21

16 de Março de 2012 às 06:37Jornal Sul 21

O deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) foi acusado nesta quarta-feira (14) de racismo praticado dentro do Congresso. A Polícia do Senado vai investigar a ocorrência, que teve como alvo um policial servidor público. O boletim de ocorrência informa que deputado chamou o funcionário – de pele negra – de “macaco” e que mandou que ele “procurasse um pau para subir”, antes de se dirigir do plenário para o cafezinho dos senadores.

A ofensa, de acordo com o documento, começou quando o policial, que trabalha no Senado e não na Câmara, pediu ao deputado que se identificasse. Irritado, Leréia respondeu que o servidor deveria saber quem era ele ou que, então, “procurasse na Internet porque ele não iria se identificar”. E repetiu a sugestão de “procurar um pau para subir”, ofensa testemunhada de perto por dois senadores.

Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) pediu ao policial que “não retornasse mais a falar com o cidadão que se dizia deputado”. “Foi feio, o segurança usou a prerrogativa, mas ele não quis se identificar”, lembrou Valadares. Já o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) entendeu que o policial falou com o deputado num tom elevado de voz e com o dedo em riste. “Eu teria dado voz de prisão” (contra o servidor), disse o senador peemedebista.

O boletim de ocorrência registra que não foi esse o primeiro envolvimento de Carlos Alberto Leréia numa ocorrência no plenário do Senado. Na ocasião anterior, ele teria mandado outro policial “tomar no c…”.

O deputado confirmou ter dito “vai catar um pau para subir” ao funcionário. Mas negou tê-lo chamado de macaco e alega que não tem de se identificar para entrar no plenário. “Ele queria que eu mostrasse a identidade”, protestou, dizendo que acha desnecessário até mesmo usar na lapela o broche de parlamentar. “Não vou mostrar a identidade no Congresso, se o broche for a maneira de entrar no plenário, é só mandar fazer um”.

Radialista, Leréia disse que mandou seus advogados entrarem com uma representação contra o policial. Já o diretor-geral da Policia do Senado, Pedro Araujo, informa que, se confirmados, os fatos constarão da representação que será encaminhada à corregedoria do Senado, à qual compete pedir providências à corregedoria da Câmara dos Deputados.

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Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 16 março 2012 às 12:47
Se metam com esse deputado e vão ver o resultado: Caras quebradas
Comentário de jose luiz ribeiro da silva em 16 março 2012 às 18:25

dá pra ser mais explicito.

Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 16 março 2012 às 20:53
Pois não meu prezado José Luiz, é que esse Leréia especializou-se quando deputado estadual, em quebrar caras de de quem o incomoda, inclusive são vitimas alguns de seus pares
Comentário de jose luiz ribeiro da silva em 17 março 2012 às 0:28

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