Comissária da ONU pede detalhes 'precisos' sobre morte de Bin Laden

A alta comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay, pediu nesta quinta-feira que o governo americano divulgue os detalhes da operação que matou Osama Bin Laden no Paquistão na segunda-feira, a fim de esclarecer a legalidade da ação.

"Aguardo a divulgação completa dos fatos precisos. Acredito que não apenas o meu escritório, mas qualquer um tem o direito de saber exatamente o que aconteceu", disse ela a repórteres em Oslo, capital da Noruega.

"As Nações Unidas condenam o terrorismo, mas também têm regras básicas sobre como deter atividades terroristas. Isto deve ser feito respeitando as leis internacionais."

A legalidade da operação que matou o líder da Al-Qaeda vem sendo alvo de questionamentos, especialmente depois que os Estados Unidos confirmaram que Bin Laden não estava armado no momento em que foi morto. (...)

Na quarta-feira, a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional disse que os militares americanos deveriam ter capturado Bin Laden vivo se ele não estava com armas.

Por sua vez, nesta quinta-feira, o líder da igreja anglicana, arcebispo Rowan Williams, disse que o assassinato de um homem desarmado causava desconforto. (...) - BBC Brasil.

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Ao que Tio Sam indaga: "Afinal, quantas divisões tem a igreja anglicana? Quantas divisões tem a Anistia Internacional? Quantas divisões tem a ONU?"

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Comentário de Andrea Rodrigues da Costa em 6 maio 2011 às 19:51

Louvável o pronunciamento da senhora em questão mas de nada serve. Estamos cheios de grupos que defendem os direitos humanos mas é só mais uma forma de trabalho remunerado num país onde presos são tratados como animais, mães que perdem seus filhos para instituições que deveriam os proteger, onde algum dia se aplicou os direitos humanos?O CICV a instituição mais ativa no mundo nesse setor não consegue aplicá-lo aqui no Brasil( e olha que o Brasil e seguinatário da convenção de Genebra) porque o Itamaraty acredita que o Brasil não descumpre a convenção...tb acredita em papai noel, fadas e etc.São um bando de ipócritas em seus cargos importantes querendo saber de tudo e todos.Cadê a ONU com suas sanções que não olha para essas crianças nascidas nos berços da AL-Qaed já com armas em punho.

    O que importa e que o infeliz já não se encontra entre nós e independente como e qd ele partiu dessa para pior a vingança provavelmente já está a caminho.

    E a ONU pagando seus altos salários para que alguém faça questionamentos tão...deixa pra lá.

Comentário de Gregório Macedo em 6 maio 2011 às 22:42

A realidade é mesmo deprimente, cara Andrea. Há muito discurso e quase nenhuma efetividade nessa questão de direitos humanos. Os EUA emitiram o chamado Ato Patriótico, que simplesmente baniu as garantias individuais, abriram Guantánamo, prisão que fica fora da jurisdição da Suprema Corte americana (que, por exemplo, não aceita a tortura sob qualquer hipótese), tudo em nome do combate ao terrorismo, que por sua vez é execrável: não existe justificativa para a morte de inocentes (ou mesmo culpados), e essa história de que o Islã coonesta qualquer punição contra os 'infiéis' é igualmente inaceitável.

Publiquei há pouco em meu blog http://domacedo.blogspot.com/ a opinião de Leonardo Boff sobre o assunto. É uma opinião digna de ponderação.

Não obstante a inefetividade da ação da ONU, acho que a Alta Comissária age corretamente ao solicitar informações precisas a Tio Sam - da mesma forma que os tribunais internacionais têm que julgar rigorosamente os terroristas de qualquer espécie, a exemplo dos próceres da famigerada Al Qaeda.

Quanto ao Brasil, as condições observadas nos presídios (superpopulação; presos sem condenação judicial transitada em julgado) e em certas delegacias são prova incontestável de que há desrespeito aos direitos dos cidadãos. Mas há instâncias lutando contra isso. Entendo que, a despeito dos parcos progressos, tal luta deve continuar.

Um abraço, e grato pela visita/comentário.

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