.Notícia boa (para o governo federal) deve ser omitida, ou minimizada (verbalmente: en passant; na imprensa escrita: notinha perdida após a página 20; se houver brecha, o mérito deve ser atribuído a entes não estatais);

.Premiações do Lula, no Brasil ou no exterior, nem pensar;

.Realização e inauguração de obras estaduais ou municipais: omitir qualquer participação do governo federal, mesmo na hipótese de os repasses federais prevalecerem;

.Nos saites, manchete positiva para o governo federal deve permanecer o mínimo possível. As negativas, o dia todo;

.Quando restar provado que denúncia anteriormente divulgada é infundada, noticiar o fato em nota após a página 20. Nos jornais falados, ignorar o assunto;

.Ao apurar eventual denúncia, dar ênfase aos aspectos negativos e divulgá-los, independentemente de ter ciência de que o acusador está equivocado. Nos desdobramentos, manter a estratégia;

.Divulgar (se inevitável) notícia positiva para o governo federal logo no início do jornal da TV, pois aí a audiência é menor (sem contar que a notícia se dilui com as matérias seguintes). As más devem ficar para o final, quando a novela 'das oito' está próxima e a audiência é bem maior (poder-se-á, em alternativa, dar chamada no início, informando que o assunto será detalhado no final do jornal);

.No trato das questões polêmicas, ouvir sempre os especialistas amigos. Convém elaborar rol, por área (tamanho do Estado, fulano; cotas raciais, sicrano - e assim por diante);

.Em questões negativas sobre segurança, saúde e educação (especialmente essas áreas), dar a entender que são da inteira responsabilidade do governo federal, se possível omitindo qualquer alusão a Estado e/ou município (a não ser, claro, que os administradores pertençam ao bloco de sustentação do governo federal);

.Ao abordar política externa do Brasil, ignorar ou minimizar os méritos do país; fazer reparo à atuação do governo brasileiro quando se cuidar de casos como o de Honduras (jamais conferir aos dirigentes hondurenhos o epíteto de 'golpistas', mas 'governo interino' ou 'governo de fato'), independentemente de as ações levadas a efeito pelo Brasil estarem respaldadas pela ONU, OEA, BIRD, BID, FMI, EUA e União Europeia.

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