Energia solar atenderá 25% da demanda em 2050

DAYANA AQUINO
Da Redação - ADV

A energia solar deverá corresponder a um quarto da energia consumida no mundo até 2050. Para isso, são necessárias políticas específicas, que dêem conta do desenvolvimento tecnológico, da entrada da modalidade nas matrizes energéticas e linhas de financiamento.

A projeção é da Agência Internacional de Energia (IEA na sigla em inglês), baseada em dois novos estudos da instituição, um energia fotovoltaica e em usinas de energia solar concentrada (Concentrating Solar Power -CSP). Ambos levantamentos foram lançados na primeira quinzena deste mês, em Valência, na Espanha, país que está à frente na inserção da modalidade de geração.

As contas da agência levam em conta o estabelecimento de políticas que permitam o desenvolvimento de novas tecnologias e o estabelecimento da energia solar. No longo prazo, a previsão é que os incentivos específicos necessários para sustentar a implantação acelerada da modalidade, trazendo as tecnologias para os locais mais adequados – com maior intensidade de calor solar -, aproveitando os horários de sol mais adequados, disse o diretor executivo do órgão, Nobuo Tanaka. Os incentivos vão evoluir no longo prazo, promovendo a inovação tecnológica. O trabalho dos governos também deve fomentar financiamento e linhas de crédito específicas, reduzindo os custos das pesquisas e dos projetos. Em 2050, o sol deverá contribuir com 20% a 25% da energia mundial.

“A combinação da energia solar fotovoltaica e energia solar concentrada oferece perspectivas importantes para melhorar a segurança energética, reduzindo a energia relacionada com as emissões de CO2 em quase seis bilhões de toneladas por ano até 2050.", argumentou o executivo.

A energia fotovoltaica deverá corresponder a 5% de energia consumida no mundo até 2030, seu crescimento em residências e edifícios fará com que o preços se equipare com o praticado na rede de distribuição. Até 2050, a previsão é que mais de 11% da energia global seja a partir de painéis fotovoltaicos, com possibilidade de integração com as redes inteligentes (smart grids). Assim, o consumidor poderá ser também gerador.

Sobre as usinas de energia solar, a AIE acredita que elas devam se tornar competitivas em meados de 2020, em locais mais ensolarados – como o Brasil. Essa expansão precisará contar com políticas adequadas e do desenvolvimento de linhas de transmissão específicas.

A energia por meio das usinas de concentração de calor deverá ser competitiva com as demais modalidades dentre 10 a 15 anos. América do Norte será o maior produtor de eletricidade nessa modalidade, seguido pelo Norte de África – que deverá exportar de metade da sua produção para a Europa, o segundo maior consumidor – e da Índia.

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Comentário de Antonin Artaud em 27 maio 2010 às 19:53
Nassif, te apresento o SACI - Sistema Automático de Controle de Iluminação "Made in BraSil, Made in Nordeste, Made in Sertão, Made in Caatinga"...

http://www.redetec.org.br/inventabrasil/sacijan.htm

Univasf cria janela inteligente
Invento controla luminosidade do ambiente e é o primeiro produto tecnológico da pós-graduação em ciência dos materiais

http://www.clipnaweb.com.br/inpi/Imagens/2009\11\02\0000000800.pdf

Mestrado da Univasf desenvolve modelo de janela inteligente

http://www.carlosbritto.com/mestrado-da-univasf-desenvolve-modelo-d...

"Com o seu "Multideglutógrafo", Murilo Plínio Nogueira Ribeiro, da Ufba, recebeu o 1º prêmio na categoria Mestrando. Evando Santos Araújo, da Univasf, ficou com o segundo lugar, ao inventar um sistema automático de controle da iluminação, enquanto o colega Luiz Cláudio Machado foi o terceiro colocado, com o projeto "Realidade aumentada para deficientes auditivos".

http://www.fapesb.ba.gov.br/cti/noticias/noticia.2009-11-23.2287849259

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