Ontem encontrei com um amigo. Ele tem filhos que estudam em escola estadual. Um desses filhos frequenta a escola no período da noite. O nome completo da escola é EEPG Brasílio Machado. Fica na rua dos Morás, nº 630, esquina com a rua Afonso Celso, no bairro de Vila Mariana, em Sao Paulo (Visitar neste link: http://brasiliomachado.vilabol.uol.com.br/).

Ele me mostrou dois vídeos com reportagens realizadas pela Rede Globo de São Paulo. A primeira, no dia 8 deste mês pelo SPTV primeira edição; a segunda, no dia seguinte pelo Bom Dia São Paulo.

A primeira, está assim resumida:

Escola estadual faz rodízio de alunos
Na Escola Estadual Brasílio Machado, na Vila Mariana, uma sala inteira do ensino médio foi suspensa porque algum aluno colocou fogo num papel e jogou no lixo.

Pode ser conferida no link abaixo, onde consta o texto completo:

http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1334303-16574,00-ESCOLA...

A segunda, sintetizada desta forma:

Escola desiste do rodízio de alunos
A punição foi aplicada depois que uma lixeira foi queimada. As aulas voltaram ao normal nesta quinta-feira. Os estudantes disseram que a diretora foi até a sala de aula para conversar.

Link: link: http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1335365-16577,00-ESCOLA...

Essa minha fonte relatou que houve o seguinte incidente, para o qual há duas versões:

A versão da Globo, na reportagem, é que um aluno da classe ateou fogo em um papel e o jogou no lixo. A segunda, mais correta ("certa", segundo a fonte), é que o aluno ateou fogo em uma apostlia e a jogou pela janela, caindo dentro de uma lixeira, que acabou por incendiar-se. Consultando-se o regulamento da escola ("Regras de Conduta"), fica claro que tal atitude agride as regras gerais de conduta dos alunos.

Aparentemente é um incidente sem muita importância, que poderia ser resolvido com uma conversa entre direção da escola, o aluno e, se necessário, os pais dele. Porém, a direção da escola, não tendo condições de identificar o autor, decidiu suspender as aulas da classe onde tal aluno estuda e, na sequência, estabelecer um sistema de rodízio para a retomada gradual das aulas: em um dia, estudariam os meninos; no outro, as meninas.

O responsável pelo incidente é conhecido da grande maioria de alunos que estudam no periodo noturno, mais ainda dos que estão na mesma sala que ele.

Esta, segundo as fontes consultadas, é a verdade factual.

Mas o que levou a Globo a fazer duas reportagens consecutivas sobre assunto tão banal, com deslocamento de uma equipe por duas vezes para o local, sabendo-se que na cidade há temáticas muito mais importantes para a população paulista e paulistana? A resposta é singela: o fato de o pai e o avô de um dos alunos da classe serem funcionários da TV Globo de São Paulo!

Pergunto-me: se essa premissa (os "denunciantes" trabalharem na empresa que investiga) não existisse, haveria todo esse investimento? Tal premissa permite admitir a possibilidade de não haver isenção, uma suspeita consistente com o fato de apenas terem sido entrevistadas pessoas que concordavam com o enfoque pretendido?

Alguém tem mais informações para colaborar?

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Comentário de Zanuja Castelo Branco em 24 outubro 2009 às 3:15
Mais isso é bem a cara da Globo. Não tem investigação para saber pq o aluno tacou fogo na apostila da veja?
Comentário de Reginaldo João dos Santos em 28 outubro 2009 às 13:08
A reportagem parou por aí. Todo mundo agora sabe quem é o "herói". A diretora realizou reunião com os pais (que compareceram) para explicar o ocorrido. Nada aconteceu com o "herói", mas a família dele abriu processo contra a escola (ou a diretora, não consegui confirmar). Os outros alunos da classe dele (do "herói") têm receio de tocar no assunto.

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