Estudo aponta novos negócios em energia

DAYANA AQUINO

Da Redação - ADV


Os modelos tradicionais de negócios na área de energia devem estar com os dias contados. As novas posturas adotadas pelos governos e consumidores, motivada por uma preocupação com a sustentabilidade nos processos produtivos e modernização da rede, devem ser o pivô dessa mudança.


A constatação vem do estudo intitulado "Switching perspectives: Creating new business models for a changing world of energy", realizado pela empresa IBM, por meio do Institute for Business Value.


O levantamento considera que as formas tradicionais de negócios globais de energia, baseadas na filosofia “crescer e construir”, devem dar lugar a modelos emergentes de geração, distribuição, armazenamento e utilização de energia, consorciadas com métodos já existentes. Os novos modelos, formados a partir de três principais mudanças - políticas, tecnologias e consumo -, que começam a surgir a reboque da preocupação climática e econômica neste novo cenário, a geração de empregos e a segurança energética.


O relatório aponta que a mudança no cenário político deverá vir como forma de ampliar a geração de energia renovável, a eficiência energética e a conservação de energia. Esses pontos serão acompanhados da migração da rede atual para a rede inteligente, “smart grid”, da geração distribuída e de tecnologias de armazenamento.


Sob a ótica da mudança no consumo, o documento ressalta que as pesquisas com consumidores feitas pela IBM apontam que os clientes querem mais controles sobre os seus gastos com energia. Além disso, também querem estar mais cientes dos impactos ambientais de seu consumo. Um levantamento realizado pela empresa no ano passado, “Iluminando o caminho: entendendo o novo consumidor de energia”, apontou que 90% dos entrevistados gostariam de acompanhar os seus gastos com energia. Nesse sentido, o novo estudo aponta a possibilidade de os consumidores atuarem também como geradores e armazenadores de energia.


Outro ponto considerado para ampliar o protagonismo dos clientes é interatividade com a rede de energia, com informações sobre os padrões de consumo de energia, demografia e até mesmo o acesso a redes pessoais,
que podem proporcionar novas fontes de receita para as empresas que forem capazes de utilizar esta informação eficazmente.


Acompanhando essas três mudanças, as novas formas de negócios seriam moldadas por meio de plataformas que uniriam geradores, distribuidores e transmissores, fabricantes de equipamentos e usuários finais. Todos se encontram em um único local onde realizam negócios. Uma empresa interessada em ser proprietária dessa plataforma deverá ter competência em marketing, vendas e gestão de relacionamento com o cliente.


Leia aqui o estudo na íntegra

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Comentário de João Carlos Cascaes em 14 abril 2010 às 12:26
Perfeito

Poderemos ter na área energética algo semelhante à da telefonia, onde o celular e a internet estão gerando situações radicalmente diferentes das antigas, com centrais caríssimas e redes enormes.
Existem hipóteses razoáveis e outras fantasiosas sobre a geração distribuída. Eletricidade, uma das formas de transmissão de energia, pode ter inúmeras maneiras de uso (Custo x Benefício?).
Com certeza o século 21 trará novidades apaixonantes, como sempre tivemos em nossa história, exceto onde e quando instituições fortes impediram a inovação.

Parabéns pelo tema

João Carlos Cascaes
http://www.joaocarloscascaes.com

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