FERNANDA BERTONCINI
Da Redação - ADV


A pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do país (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre) não registrou aumento desde a eclosão da crise na economia global, apresentando trajetória de queda observada até março de 2009. Os dados fazem parte do estudo “Pobreza e crise econômica: o que há de novo no Brasil metropolitano”, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Calculada com base na população cuja renda familiar compreende até meio salário mínimo percapita - de acordo com o pesquisador Ricardo Amorim - a taxa de pobreza que era 42,5% do total da população das seis regiões metropolitanas no mês de março de 2002, passou para 42,7% em abril de 2004, com aumento de 0,5%. Para o mês de março deste ano, a taxa de pobreza no Brasil metropolitano foi de 30,7%, o que indica queda de 28,1% em relação ao mês de abril de 2004, mesmo em cenário de recessão.

As informações que integram o levantamento foram baseadas na Pesquisa de Emprego e Desemprego, elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), na qual há indicação dos principais elementos que contribuíram para o recuo no avanço da pobreza no Brasil, a despeito do observado em outras circunstâncias de desaceleração econômica.

Segundo o Ipea, o desempenho positivo deve-se às políticas públicas, que promoveram ações como a elevação do valor real do salário mínimo e a existência de uma rede de garantia de renda à população carente.

Veja estudo na íntegra

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