Extrativismo manejado pode gerar R$ 4,4 bi a Calha Norte

O extrativismo manejado de madeira e castanha-do-brasil pode incrementar a economia da Calha Norte – região do extremo Norte do país – e gerar empregos. No horizonte de 2011 a 2030, as atividades podem gerar R$ 4,4 bilhões e criar 8.986 empregos diretos e indiretos, já a partir de 2013. É o que aponta levantamento realizado pelo Instituto do Homem e do Meio ambiente da Amazônia (Imazon).

De acordo com o relatório, governos federal, estadual e municipal poderão arrecadar R$ 887 milhões, em valores de 2010, ao longo desse período, o que corresponde a 20%do faturamento bruto dessas atividades.

Cadeia da Castanha

O estudo projeta que as florestas da região apresentam potencial de produção de 2.267 toneladas de castanha, o suficiente para gerar R$ 181,5 milhões em receitas no período de 2011-2030, a uma taxa de desconto de 6% ao ano; R$ 7,3 milhões em impostos; e 328 novos empregos diretos e indiretos em tempo integral.

Considerando a produção de 75.562 caixas por ano na Calha Norte e um preço de venda às usinas processadoras de R$ 45 por caixa em 2009, um aumento anual no preço da castanha de 14% e uma taxa de desconto de 6% ao ano, a extração de castanha pode gerar um total de R$ 181,5 milhões no período de 2011 a 2030, em valores de 2010.

Com base no pagamento aos coletores, R$ 15 por caixa, a receita total desses trabalhadores no período pode ficar em R$ 60,5 milhões. E para os atravessadores, assumindo-se que eles recebam R$ 30 por caixa, a receita total pode chegar a R$ 121 milhões.

Com base na receita total estimada no período de 2011 a 2030 de R$ 181,5 milhões, a receita estimada do governo federal será de R$ 5,0 milhões e a receita estimada do governo estadual será de R$ 2,3 milhões, totalizando R$ 7,3 milhões de arrecadação do setor público.

Madeira

O documento ressalta que considerou o potencial econômico da extração da madeira em pé quanto do seu processamento, isso porque o Governo do Pará planeja conceder 600 mil hectares da Flota do Paru (a partir de 2011) e 200 mil hectares da Flota de Faro e 50 mil hectares da Flota do Trombetas (ambos a partir de 2013) para a iniciativa privada. A Lei de Gestão de Florestas Públicas que regula essas concessões estipula que toda a madeira extraída de UC seja serrada no município por onde a madeira é retirada.

“A Flota do Paru tem capacidade para produzir aproximadamente 129,5 mil metros cúbicos de madeira serrada por ano, enquanto as Flotas do Trombetas e de Faro poderiam produzir 54 mil metros cúbicos”, diz o relatório. Logo, as três florestas produziriam um total de 183,5 mil metros cúbicos de madeira serrada por ano a partir de 2013. A estimativa do instituto para o preço médio da madeira nas três florestas para o ano de 2009 seria R$ 891 por metro cúbico, em valores de 2009.

O inventário, extração e processamento de madeira de forma manejada nas três Flotas da Calha Norte têm o potencial para gerar um total de 2.829 novos empregos diretos por ano e 5.830 novos empregos indiretos, somando 8.658 novos postos de trabalho em
tempo integral.

Para o levantamento, foram consultados organizações públicas, privadas e não governamentais, como o Instituto Floresta Tropical (IFT), a
Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Pará (Sema), o Instituto de
Desenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), o Instituto de
Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), a Cooperação
Técnica Alemã (GTZ) e empresas privadas madeireiras e de castanha
atuantes na região.

Leia aqui a íntegra do relatório

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