Nestas minhas ausências do blogue; que lamento diariamente, muita coisa aconteceu no mundo e a cada novo fato lastimava que meu coração não acelerasse e a alma chamasse para o teclado, lamentava aquele torpor que não me dominava a dias, a febre que não sentia arder sem descanso até que batesse nas teclas e batendo nelas afugentasse tantos pensamentos.
Hoje recebo a notícia de que o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel denunciou José Otávio Germano ao Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e peculato entre outros.Imediatamente meu coração bateu mais forte e pela primeira vez nos últimos sete anos não me senti impotente, deixei de me sentir metade de um ser humano.
Para quem não sabe, coordenei órgão vinculado à então Secretaria de Justiça e Segurança do Rio Grande do Sul em dois governos e conheci duas secretarias, uma comandada por Bisol e outra, completamente diferente, comanda por este senhor ora denunciado. Pedi a exoneração, em cinco laudas onde frisava a inconformidade quanto à política de condução do órgão vinculado, quando conheci (ou tive um vislumbre) de no que se transformara a Secretaria. E a partir de então vivi dias penosos. Alguns anos atrás quando esta figura deplorável sentou a minha mesa em um casamento, no Espírito Santo, levantei imediatamente e saí a passear em traje de gala pelas ruas de Vitória; com raiva, nojo e medo engasgados no peito. Passei por mal educada, sem classe e louca; mas não dividi a mesa com ele pois passaria a me sentir nada, em lugar de apenas meia pessoa.E é com satisfação que abro a Zero Hora e a cada frase identifico uma situação, uma insatisfação, uma indignação pretéritas. Espero que a ação penal competente seja finalmente instaurada e a punição venha célere como o depauperamento do Estado em mãos da gentalha que ocupou o Governo.Sei do que estou falando, nunca fui dada a achismos e ainda assim duvidei de mim mesma quando fui duramente criticada por abrir mão de um cargo no Governo, criticada por peitar ordens das quais discordava, criticada por optar pelo desemprego, pelo ostracismo e o dar de ombros de muitos para os quais passei a ser invisível após assumir uma posição clara e imutável.
Assino sempre o que escrevo e reitero o que disse claramente diretamente a este senhor e a inúmeras entidades as quais enviei cópias do meu pedido de exoneração na época. Acrescento apenas um aliviado: -Eu tinha razão.
E por favor quando o encontrarem não cumprimentem honrosamente o simulacro de poder que este senhor criou no estado, não se curvem ao dinheiro vil que acumulou. Mudem de calçada, desviem o olhar e evitem o aperto de mão. Compassividade neste caso não é virtude e sim concordância, aceitação, do inaceitável desacato deste senhor para com o Rio Grande do Sul

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Comentário de Ariston Álvares Cardoso em 6 agosto 2011 às 22:59

Estranho o ato moralizador desse Gurgel depois de tanto tempo se expondo como uma verdadeira lesma diante de tantos e tantos escandalos passados em sua administração. Será qual foi a injeção que a Dilma aplicou no coroa que o encorajou?

Comentário de Mirele Alves Braz em 7 agosto 2011 às 0:06
Sim...é preocupante quando o Gurgel resolve moralizar....ah...já o critiquei inúmeras vezes...quem sabe é o efeito Dilma? Ou o efeito "adeus Jobim"? Espero que o Ricardo Lewandowski de seguimento...

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