Guia de Projeto Elétrico de Centrais Eólicas

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


O potencial eólico brasileiro pela qualidade e distribuição dos ventos vem estimulando iniciativas para o desenvolvimento tecnológico, industrial e de projetos de parques eólicos nas diferentes regiões do país.

No momento em que o Ministério de Minas e Energia coloca à disposição para Consulta Pública a proposta de diretrizes para a realização do primeiro leilão de energia eólica no país, este estudo pode ser importante instrumento de informação para quem desejar contribuir no aprimoramento da proposta. (envio de sugestões para o email eolica@mme.gov.br até 28 de fevereiro de 2009).

Este trabalho foi realizado por ocasião do curso Interligação de Centrais Eólicas ao Sistema Interligado Nacional, promovido pela Universidade Federal de Pernambuco e pelo Centro Brasileiro de Energia Eólica, em Recife/PE, em 2001, com o objetivo de minimizar a falta de material técnico sobre a questão de turbinas eólicas e de centrais eólicas na rede elétrica nacional eólica no país.

Para acessar o trabalho na íntegra, clique aqui.

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Comentário de Hell Back em 20 fevereiro 2009 às 1:28
Obrigado Viviane; até que enfim o país tem um plano para o futuro. Deveriam ter começado a construção de usinas eólicas há muito tempo atrás. Estamos atrasados há décadas. Nunca deveríamos ter prescindido da energia eólica, que por ser uma energia limpa, tem pouco ou nenhum impacto ambiental.
Abraços
Comentário de Rogério Maestri em 2 março 2009 às 1:29
A energia eólica tem um problema que na maior parte dos países é intransponível, a acumulação ou a suplementação da energia quando não se tem vento, entretanto aqui no Brasil temos uma solução que permite a baixo custo superar este problema, o uso de turbinas reversíveis. No Guia de Projetos de Centrais Eólicas, disponível neste site, este problema fica mais ou menos implícito na figura 1, entretanto neste guia não está presente outro grande problema que é a incompatibilidade entre a geração e o consumo. Exemplificando melhor, se numa dada região o regime de ventos for regido por variações diárias (junto ao mar) é muito provável que os máximos sejam durante a noite quando o consumo é mínimo, ou seja, ou se despreza estes máximos na geração do sistema ou se tem que contar com outros sistemas para complementar o consumo.
O limitante físico e econômico é a irregularidade do regime dos ventos (no Guia de projetos de centrais eólicas este problema está muito bem desenvolvido). O que geralmente é feito, a grosso modo, é usar só parte da energia gerada, garantida por um período longo ou complementar com geração térmica. Tanto uma como outra solução implica no aumento do custo da energia eólica, entretanto no Brasil junto a serra do mar pode-se aproveitando as grandes escarpas e introduzir turbinas hidráulicas reversíveis na acumulação da energia gerada em excesso. Estas turbinas trabalhando em circuito fechado com as eólicas compensariam a falta de geração nos momentos em que o consumo for maior que a demanda.
E esquema é mais ou menos o seguinte: Em momentos de maior produção que o consumo, bombeia-se do litoral para cima da Serra do Mar, e nos momentos de maior consumo com as mesmas máquinas hidráulicas turbina-se da Serra para o Litoral. Esta operação junto às escarpas da Serra do Mar propicia linhas de transmissão curtas entre as turbinas eólicas (situadas na costa) e as turbinas hidráulicas reversíveis (situadas no sopé da Serra).
Por que dar ênfase a presença da Serra do Mar? Por um simples motivo, ela está próxima a regiões de forte incidência de vento e os entre o sopé e o planalto é da ordem de 1000 m. Este forte desnível permite a utilização de pequenos reservatórios de acumulação de água tanto na base como na parte superior. Os reservatórios podem ser pequenos, pois como a potência de uma turbina é proporcional a vazão (volume de água na unidade de tempo) vezes o desnível, se o desnível é grande para uma potência grande não se precisa grande vazão, logo o volume desses reservatórios pode ser pequeno.
Na próxima semana, colocarei uma cópia de um pequeno artigo intitulado “Uma sugestão para aproveitamento de energia eólica, no Litoral Norte do RS, por meio de um sistema híbrido eólico hidrelétrico”, este artigo foi publicado em 2002 nas notícias da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Hídricos), e desenvolve um pouco mais a idéia.

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