Texto de autoria de um grande amigo meu. Não digo o nome porque sou extremamente egoista no ponto amigos.



Pré-intróito



Xi! Tá sentindo o cheirinho de escatol?


Como gostava de dizer um jovem dos anos 80 em linguajar da época: Que parada mal!


Intróito




… e parece que a disciplina foi pro espaço, no quartel-general da Bobo®, o
tal de Jornal Multinacional
®... É. E quem conhece a caserna (Né, Maranha?), sabe
que, se a disciplina fô pro espaço... 3 fudekas! É.


Misto estragado


Foi o que se depreendeu da entrevista feita pela "importante" dupla de dois, Bonder® & Lástima®, segunda última à noite, com a futura Presidenta do Brasil, Dilma.


Lástima®, por duas vezes, deixou baixar o lado esposa e interrompeu o chefe-marido. Num 1º momento, de maneira mais light; e, num 2º, de modo notório e incisivo – “Peraí um minutinho, Bonder®!” (Impagável!) – estressado e desnorteado que estava o marido-superior hierárquico, com certeza, portador das informações, não repassadas a nós, o grande público, acerca dessa questão que vem deixando a Direita em polvorosa, dúvida e ansiedade constante e que vai pro tal nosso comitê de experts chegar a uma conclusão definitiva: os patamares do Lulaço(M). O que é o piso e o que é o teto do home, e por conseqüência, da sua candidata, Dilma, nesta tal “transferência de votos”. A Direita fica descompensada, coitada!...


A coisa foi de tal ordem (a perturbação do homem que ocupa o cargo mais importante de toda a mídia brasileira) que a coisa descambô pr'uma coisa caricata... É! Eu acho que o casal acabô entrando numa viagem e achô que tavam numa participação especial no Casqueta® deles mesmos, ó. Me lembrô como se tu entrasse num pé-sujo brabo e pedisse um misto... E viesse um misto estragado. É.


Que feio! O casalzinho -0,20® é a cara dum lado sinistro que nós (Brasil) temos: uma
determinada parcela das nossas classes médias altas, com muito dinheiro, excelente renda, mas com uma educaçãozinha desse tamaninho. Que não acompanha nem de perto o seu desempenho financeiro. Fica bem pra trás. Pelo jeito, papai e mamãe não ensinaram coisas básicas a eles. Ou, se ensinaram, são maus filhos e entrô por um ouvido e saiu pelo ôtro. Como, se constituir numa tremenda falta de educação, o anfitrião receber mal seu convidado. Foram indelicados. Grosseiros.
O imbroglio foi tal, que o imponente Jornal Multinacional
® ficô parecendo uma mistura de Casqueta® com um tratado de Escatologia brabo. Ficô parecendo um cadáver malcheiroso.




“Número inumerável”(V)



Afinal col® é esse número, caráter?! Col®? Eu já tô conjecturando qu'esse número deve ser que nem um número lá, que o Padre Vieira falô há 360 anos atrás maionese®. É. Um número qu'ele chamô de... inumerável. Número inumerável. Arrêgo!


A história desse número começô com o teto de 20% do Ih! Bop®, do Muitodesejo® (ê, teto muquirana, sô!), que disse em capa da revista Peja®, do Cievita®, meses atrás, que Lula não faria seu sucessor. Na época eu fiquei abismado com a audácia dele (Muitodesejo®) em se arriscar a dar um pitaco desses com tamanha antecedência do pleito. Na verdade não era audácia, era outra coisa. Era papel mesmo. Questão (sem trema, pôrra!) de papel: cada um com o seu.


Passando Dilma, de passagem, pelos 20%, o Prinz Ferdinand Von Heinrich®, estabeleceu novo teto (35/40%), também já detonado.


Pôrra, caráter, é piso ou teto?! Tá virando zona essa pôrra! Nêgo tem que chegá a uma conclusão e a Direita se decidir! Eu quero sabê! É! Eu quero sabê onde vai pará esse número. 50? 60? 70? Mais?!


Mané, o que é inumerável é a hipnose do ESPRSBQVP... Ôtro dia, articulista de direita se queixava, via Internet, que o ex-sapo, agora príncipe, hipnotiza (palavras dele), hipnotiza as arquibancadas!...



“A” Questão Existencial da Direita



O limite do home... Até onde vai esse home?... Segura o home!... Êta sapinho andadô esse, Siá!


Esquece isso!


Mas, ei! Esquece esse número, qu'isso não é questão (sem trema, pôrra!) nossa.



Dissecação do cadáver



Vamu deixá de embromação! Respira fundo, não pensa na escatologia e vamu metê a mão nesse cadáver. Vamos dissecá-lo:



1º erro (do Bonder®) -> Começar a entrevista indagando pela (falta de) “experiência eleitoral” da Dilma (???!!!). Não entendi, pensei que o importante fosse ter experiência administrativa, a qual
ela tem bastante. Fiquei pensando num caso hipotético de um candidato que já tivesse participado de digamos... 354 eleições. É. Mas nunca tivesse ganho uma. Que experiência esse cara teria
adquirido pra administrar? As 354 vezes que ele tentou e, não conseguindo, deixou de adquirir a tal experiência administrativa? A experiência da tentativa? A experiência de não ter experimentado?



2º erro (do Bonder®) -> Questionar o papel de Lula como “tutor” (nas palavras do próprio Bonder®) de Dilma. Deixe de preguiça e vá no Aurélio e, se puder, vá também no Houaiss e procure uma acepção negativa para a palavra tutor. Você não vai encontrar. Dilma respondeu o obívio®: que tem orgulho de sua relação com o Presidente.



3º erro (de novo do Bonder®) -> Tentar malquistá-la (a Dilma) com o eleitorado, ao querer impingir aos telespectadores que a futura Presidenta se trata de uma pessoa de temperamento difícil, durona. Ao longo da resposta Dilma aproveita para colocar muito bem a questão dos movimentos sociais, dizendo o que todas as pessoas de cabeça boa já sabem: que no seu futuro governo eles não serão tratados a cassetete. E fazendo a “vírgula” apaziguadora das mentezinhas reacionárias ansiosas: que não compactuará com ilegalidades.



4º erro (mais um do Bonder®) -> Ainda sobre um possível temperamento difícil da futura Presidenta, dizer que o Presidente relatou casos de aliados se queixando de que ela os maltratava, insistindo no termo maltratar. Dilma, inteligentemente, com relação às metas do PAC, se comparou a uma dona-de-casa ou mãe que, quando vê as coisas não saindo conforme o programado, assume uma postura exigente para com os membros da família.



5º erro (mais uma vez, do Bonder®) -> Tentar colocar o PT “mal na fita” por conta da mudança de postura quanto a Jader Barbalho, Renan Calheiros, família Sarney e Collor (criando até um mal-estar na Bobo®, visto que os dois últimos são sócios dos Morrinhas®): antes, hostilizados (pelo PT); agora, aliados. Bonder® atacou: “Aonde o PT errou? Antes ou depois?” Na minha modesta opinião, a resposta de Dilma mostrou o tanto de preparo e experiência que ela tem e foi o ponto alto da entrevista. 1º) devolveu o golpe que pretendia deixá-la contra a parede, com um contragolpe digno dos grandes políticos.
Respondeu: “Bonder
®, eu acho que é ‘Aonde (o PT) acertou?’”. Continuou, dando uma aula de política. Dizendo o que, qualquer um, que tenha bom entendimento, já sabe: que o Brasil é um país extremamente complexo e que para governá-lo, você precisa de um arco de alianças que abranja essa complexidade. E completou o contragolpe com um ipon: “(Como governar com tais alianças?) Nos nossos termos. Foi mate (xeque), neguinho!



6º erro (o Bonder® tava indócil! Ele queria bater o recorde de erros possíveis em 12 minutos) -> Ir para o campo da crítica à gestão econômica do país. Para o campo da crítica aos números (olha eles de novo aí!) meio difíceis de criticar. De novo essa história de número?!
Surtô?! Tá maluco?! Vai disputá número com o Mago dos Números?! Justamente o campo por excelência das proezas do governo Lula. Enxergando (eu) o governo Lula dentro dos marcos do Capitalismo, quais sejam: que a condição para a Justiça Social é a bombada econômica. Aí o Bonder
® realmente perdeu a luta. Ao dizer que o nosso crescimento econômico era menor que o dos vizinhos e que o dos BRICs. Tá perdidinho da Silva! Que nem a Marina (que agora enveredô por esse caminho de querê ficá bem com todo mundo).
Eu vô acabá tendo que chamá ele de Bonder
® perdidinho da Silva. Bonder® errado. Ei, você! Cuidado pra num pegá o Bonder® errado, hein! A Dilma, mui humildemente, disse o que qualquer mané que tenha estudado um mínimo de Geografia sempre soube: que, com todo o respeito, não poderia haver termo de comparação entre nós e vizinhos como o Uruguai ou a Bolívia, os quais tem o tamanho de determinados estados pequenos (na dimensão) brasileiros. O Uruguai, cabe dentro do Paraná, mané Bonder®! 43 vezes menor! E o vizinho Mato Grosso, é quase do tamanho da Bolívia. Um atlas, com dados do ano 2000, informa que a população da Bolívia (8 milhões) era “o troco” da do Brasil à época (158 milhões). A do Uruguai, 46 vezes menor. (???!!!) Não entendi.
Ou melhor, entendi. Os Morrinhas
® tão mal assessorados. E gastando mal! Eu faço esse servicinho aí de Geografia, com um pé nas costas... E por um décimo do salário dele.



7º (e último) erro -> Tê ido trabalhá nesse dia, Bonder®!
Podia tê inventado uma desculpa pro Morrinha-chefe
®: tô com dor de barriga, patrão!



Expressão



Perto do final da entrevista, nossa futura Presidenta usou a expressão, “olhar social”, para definir seu futuro governo. Boa! É o que queremos.



Conclusão



O marido-mané teve uma postura agressiva e indelicada (para um anfitrião) com a futura Presidenta do Brasil. De tal modo, que fez com que sua esposa boca-torta conseguisse até parecer... palatável. É.


Dilma foi simples. Respondendo, para perguntas idiotas, o óbvio. O que qualquer um, que não precisa ter um diploma de Hazard®, já sabe. Bastando apenas, para saber, ter feito um 1º e 2º graus decentes. Pela performance do Bonder®, só posso concluir qu’ele comprô o diploma dele. Não sabe o obívio® e que todo mundo na rua já tá sabendo.



Observações finais



1) Em 12 minutos, Dilma foi interrompida 8 vezes (5 por Bonder® e 3 por Lástima®). Que lástima!



2) O grande show-surpresa da entrevista ficou por conta das 2 “chamadas” que a mulé (como diria a Fleiv) deu no marido. Que mijada, hein? Mijada via Embratel, no horário nobre, pra
toda a nação ver. É... É o feitiço virando contra o feiticeiro... Bem feito!



Doxologia e reforço final



Queridos, o amor e o ósculo santo de Paulo e a boa sorte do Eclesiastes pra todos vocês. Até a próxima. Viva o Brasil! Viva o povo brasileiro! … e
você que tá na arquibancada, de bobeira, e que tem a mente bobinha, não merece,
mas eu vô sê maneiro contigo: cuidado com a síndrome da hipnose sapal! Não liga a TV não! Ela tem dia certo pra começá: dia 17. É.
Agora eu vô dá um
wazari forte.
Tchau! Sssssssssssssssss...


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Comentário de Sérgio Troncoso em 13 agosto 2010 às 2:01
Paulo, o importante é não ficar deitado em berço explêndido, pois o jogo não acabou. Bonner Simpson, o pessoal da Band, todos ficam jogando casacas de banana toda hora, qualquer deslize e eles tentarão virar o jogo. Mas se Deus quiser no pasarán. Um abração.

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