Lei de Midia urgente! O Jornalismo agoniza no próprio esgoto.

A sequência do post do Brizola Neto sobre a capa de Dilma. Alguém me explique como se faz uma capa dessa impunemente? A época teve acesso ao prontuario da Dilma? Até o proprio paciente tem dificuldade de conseguir isso. Em raríssimas hipoteses passaria para a mao de terceiros, a não ser por ordem judicial. Sei que com jeitinho, qualquer estudante da área de saúde consegue dar uma olhada nas fichas medicas, mas publicar? Ainda com uma capa feita explicitamente para aterrorizar? Estou indignado (já estava antes) com o que a imprensa é capaz de fazer para atingir seus interesses, e o pior, com a total conivencia do judiciário e da anj (com letras minusculas mesmo). Acredito que a estratégia da Dilma de afagar a imprensa foi por água abaixo. Tentei entender aquela visita a Folha de SP, mas agora vejo que a espinha entalou e não desceu. O governo tem que enxergar que está perdendo militância ideológica quando cede em questões cruciais sobre valores e costumes, bandeiras históricas da "esquerda". O objetivo agora é buscar unidade e estabilidade para alavancara a lei de mídia. Não existe essa coisa de pautar e dar um nó na imprensa.


A mídia não é Lula nem Dilma; A mídia é o PPB (Partido do próprio bolso), e esse não vai ser aliado nunca. Segue o artigo do Brizola Neto


Época não merece desmentido. Merece processo


Os médicos Antônio Carlos Onofre de Lira, diretor técnico, e Paulo Ayroza Galvão, diretor clínico do Hospital Sírio-Libanês, por solicitação da Presidenta Dilma Roussef, emitiram agora à tarde um longo e detalhado relatório sobre os aten...

Tratam em detalhes e com absoluta transparência todo os diagnósticos e terapêuticas relativos a eles.

O assunto de interesse público – a saúde da Presidenta – foi tratado com uma transparência ímpar. Aliás, sempre foi, mesmo quando ainda candidata.

Mas não foi transparência o que fez a Época. Foi violação de documentos médicos  privados  -  e cuja divulgação só pode ser feita por autorização do paciente, segundo resolução nº1605/2000, do Conselho Federal de Medicina.

A revista teria todo o direito de formular perguntas sobre a saúde da presidente a ele ou a seus médicos. Mas está confesso nas próprias páginas da revista que “Época teve acesso a exames, a relatos médicos e à lista de medicamentos usados pela presidente da República”. Não foi, repito, informação sobre assuntos ou políticas públicas. Nem mesmo um diagnóstico ou prognóstico que, por sério, pudesse ter interesse para a sociedade. Foram detalhes personalíssimos, que a ninguém dizem respeito.

Isso é crime, previsto no Art. 154 do Código Penal. Tanto quanto é crime a violação de um extrato bancário, de qualquer pessoa. Crime para quem viola o que está sob sua guarda, seja um profissional hospitalar ou um gerente de banco, quanto para quem o divulga, sabendo que foi obtido de forma ilícita.

Não havia um crime a denunciar, um perigo a prevenir, algum direito de pessoa ou da sociedade a proteger, com a divulgação.

A intenção, prevista na lei de “produzir dano a outrem” está marcada pela fotografia “fúnebre” da capa e pela reunião maliciosa entre o uso de remédios para uma infecção – a pneumonia – com outras situações que nada têm a ver com ela – o hipotireoidismo, por exemplo – e até substâncias de uso tópico para aftas, como o bicarbonato de sódio e o Oncilon.

Isso nada tem a ver com o dever de dar informações sobre a saúde de uma pessoa pública.  Tanto que elas são e foram dadas sempre, nos boletins médicos.

A motivação foi política: gerar medo, intranquilidade e dúvida sobre sua capacidade de governar. O que se praticou foi um crime – e não apenas um violação ética, o que já é grave – e crimes devem merecer responsabilização.

Mas, aqui, no país onde o inimigo político é culpado até que prove sua inocência (e olhe lá), pretender que a imprensa aja dentro da lei é “perseguição”.

PS. Senti falta da nossa blogosfera progressista para falar deste absurdo e do assanhamento tucano em demolir o governo que o povo elegeu. Será o frio que está fazendo hoje? (Em tempo, o Azenha deu divulgação a esta maracutaia farmacêutica da Época)

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