Leilão de energia eólica deve trazer mais investimentos para o setor

VIVIANE MAIA
Da Redação - ADV


A energia eólica é considerada a energia mais limpa do planeta. De acordo com o Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE), a utilização desta fonte energética para a geração de eletricidade, em escala comercial, teve início há pouco mais de 30 anos e através de conhecimentos da indústria aeronáutica os equipamentos para geração eólica evoluíram rapidamente.

Segundo a coordenadora Geral de Sustentabilidade Ambiental do Departamento de Desenvolvimento Energético da Secretaria de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Samira Sana Fernandes, mesmo diante do cenário de crise, há um interesse crescente de investidores – tanto fabricantes de equipamentos quanto de geradores – no desenvolvimento de novos negócios no Brasil, frente à expectativa da realização do primeiro leilão específico de energia eólica.

Em entrevista a Folha de São Paulo (21/01/2009), o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc informou que, o governo brasileiro deve baixar a exigência de uso de equipamentos nacionais para que empresas participem do primeiro leilão de energia eólica do país – que deve ocorrer até o fim do trimestre e já atraiu o interesse de grupos portugueses e espanhóis. "A exigência hoje, em torno de 70%, é intransponível, vamos diminuir num primeiro momento para garantir o sucesso do leilão”, disse Minc.

De acordo com Samira, o Brasil tem toda condição de aumentar a participação da energia eólica no Sistema Interligado Nacional (SIN). O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro aponta que as áreas com regimes médios de vento propícios a instalação de parques eólicos encontram-se principalmente nas regiões Nordeste (144 Terawatts-hora por ano), Sul e Sudeste do país, (96,04 Twh/ano). Essas regiões ainda têm um enorme potencial a ser explorado, o que, de certa forma, já vem ocorrendo, pois os parques eólicos que têm outorga concedida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estão concentrados nessas regiões.

Para a coordenadora, com o despertar do mercado nacional para este tipo de energia, tem havido uma corrida para o desenvolvimento de projetos e o aproveitamento eficiente dos melhores “sites” para a exploração do potencial eólico. “O Atlas estima para a Região Nordeste um potencial de 75 Gigawatts, e para as regiões Sul e Sudeste 52,5 GW. Sabendo que a capacidade instalada no país, com a entrada do PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas, chegará a aproximadamente 1,5 GW, podemos dizer que temos ainda muito que crescer” afirma.

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já está sendo realizado, a pedido do Ministério de Minas e Energia, estudos de viabilidade da energia eólica no Brasil. Estes estudos poderão possibilitar a realização do primeiro leilão exclusivo desta fonte em 2009.

Do ponto de vista ambiental, não há grandes entraves nos processos de licenciamento dos empreendimentos. O maior desafio a ser vencido pela energia eólica no Brasil é o fornecimento de equipamentos. Certamente, o aumento do número de fabricantes de equipamentos instalados em território nacional é um dos fatores primordiais para a redução de custos, pela redução do volume de investimentos iniciais necessários. “É necessário, ainda, um processo de capacitação massiva de mão-de-obra especializada nesta tecnologia. Atualmente a maior parte dos profissionais é estrangeira, oriunda dos países que detêm tradição em energia eólica, o que encarece as etapas iniciais do projeto”, conclui Samira.

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Comentário de RatusNatus em 6 fevereiro 2009 às 21:36
Aleluia!

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