Lendo este trecho da matéria de autoria de Martin Granovski, originalmente no 'Pagina 12', 'Manual Para Entender Washington', em que ele descreve as relações de vários Embaixadores do USA, com políticos e lideranças argentinas, fiquei pensando cá com meus botões, em que categoria das que o autor apresenta, poderíamos enquadrar o nosso Ministro da Justiça, Nelson Jobim. Os três parágrafos abaixo, dão uma boa idéia do contexto, que introduz seus comentários ao fenômeno Wikileaks.

"O escândalo de Wikileaks oculta alguns dados elementares. Um é que a relação aberta dos diplomatas norteamericanos com políticos, economistas ou jornalistas sempre existiu. Outro é que há diplomatas com abertura mental e vocação de trabalho e outros mais folgados e fechados.

Um terceiro elemento é que nem todos os argentinos estabelecem o mesmo tipo de relações com os norteamericanos. Há os que se colocam de igual para igual, mesmo sabendo da enorme disparidade de poder e sustentando diferenças com a visão de mundo dos EUA ou de um governo em particular. E há aqueles que o consultor Enrique Zuleto chama, sem rodeios, “um grupo de alcaguetes”. À essa última categoria poderia pertencer alguns dos consultados em 2009 sobre a continuidade do governo de Cristina e puseram-na em dúvida diante do encarregado de negócios Thomas Kelly. O engraçado é que a conclusão de Kelly depois de escutá-los, segundo revela o telegrama 853 de Wikileaks, foi que Cristina prosseguiria no governo. Ou seja, é preciso dar uma volta a mais no raciocínio. Às vezes os EUA consultam alcaguetes sem capacidade de análise.

Por que alguns norteamericanos ainda os consultam, mesmo sendo maus analistas, é um mistério com duas hipóteses. Uma delas, a mais ingênua, é que esses norteamericanos se mimetizam com o setor mais improdutivo da classe alta argentina e a sintonia ideológica ou social acaba ofuscando sua capacidade de análise. Outra é que, ao convocá-los, estão estimulando o ego dos alcaguetes. Assim, cheios de narcisismo, eles reproduzem suas avaliações equivocadas fora do mundo diplomático convencidos, a essa altura, de que são a verdadeira representação de Washington na terra."

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Comentário de José Safrany Filho em 8 dezembro 2010 às 1:25
Como os jobins (ou chupins?) daqui, os argentinos e outros, de outras paragens, também têm os seus traidores e antipátrias, sempre dispostos a se venderem por 30 dinheiros (e até menos)! Isso já vem de longe e continuará a existir enquanto houver sociedade de classes!

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