VAMOS EM FRENTE
Vamos ver que assunto se apresenta. A política está chata. Deixando de lado o Tiririca, que de política não entende nada e nem faz questão de entender, mas, quase certeza tenho, será um campeão de votos, o bate-papo eleitoral ainda não me empolgou. As campanhas dos candidatos da região vejo pelo twitter ou redes sociais. Isso é um grande avanço, mas é muito frio. Lembranças boas tenho dos comícios. Bandas, duplas, cantores solos, discursos inflamados para convencer os eleitores. Rojões (ia me esquecendo dos rojões) ribombavam por todo o lado aumentando a frouxidão da fala ou incendiando a oratória perfeita. Nele não havia lugar para a teoria. Ou você era bom de gogó ou um abraço. Não passava pela monotonia das gravações dos programas de rádio e televisão. Tudo muito bem ensaiado, cortando os excessos de acordo com o que acha o marketeiro contratado a peso de ouro. Agora, o maior problema pela falta de empolgação não são os candidatos. Todos se esforçam muito, pessoas com capacidades incontestes colocam-na à prova. O que ocorre é que com a chegada do PT (esquerda) ao Governo Federal, via Lula, ocorreu uma desmistificação. Não comeu criancinhas, não reestatizou a nação, não nos tornou um exemplo mundial de socialismo. O que fez foi tentar implementar as idéias que carregava sem destruir as estruturas existentes. Até nos desfiles de sete de setembro participa com civismo! Então, ficou todo mundo sem saber para onde correr. A única voz dissonante é do candidato do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio. Quer a reforma agrária já, guerra aos latifúndios, guerra aos bancos, guerra aos desempregadores de cozinheiras, guerras, guerras, guerras. Pena que estas guerras não me sensibilizem mais. Creio que algo inusitado traria uma luz diferente aos olhos do eleitor. Algo como um grande projeto de nação. Para vinte, cinquenta anos. Poderíamos invadir o Uruguai e o Paraguai, talvez a Bolívia retomando o nosso gás estatizado. Isto sim é plataforma de governo que empolga! Deixaríamos a Cristina e o Sebastián de cabelos em pé. Quanto aos países ao norte cuidaríamos depois. Agora, o que vemos diariamente na televisão, é a velha trilogia que não me diz mais nada: segurança, educação e saúde. Alguns querem colocar empregos, transporte, etc. Nada que traga uma inspiração diferente. E assim caminhamos. Passou o carnaval, perdemos a copa e rumamos para as eleições. Alguns se elegerão outros ficarão pelo caminho, mas o Natal e o Ano Novo virão para todos. Quanto a população...bem, quanto a população só nos resta torcer que tudo melhore, mesmo que o técnico seja o Dunga.

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