CRIANÇAS DO MORRO





Pula com a bola no pé.
É João,
É José,
É Pelé.


Negrinho sabido
Mora no morro
Espia Aninha
Na fresta do banho.
É mais que menino
É pura inocência
Beijando mamãe
Ao acordar e dormir.


Às vêzes manhoso
Consegue uma bala
Às vêzes matuto
Um picolé.
É ele alegre
Pulando e cantando
É Marcos,
É Pedro.
Apelido ?
Mané.


Nos sonhos da noite
Só têm fantasias,
Só têm esperanças
No amanhã.
É virgem a maldade
Em suas almas branquinhas
Não vêem o destino
Que por certo virá.


Com arquinho ou
Boneca,
Casinhas de plástico,
É Maria,
É Joana,
É Marta
Ou Dedé.


Carregam luzinhas
Nos olhinhos distantes,
São como princesas
Sem onde reinar.
São musas esquecidas,
Estrelas sem céu,
Florezinhas tão meigas
Vivendo um adeus.

Sentimos nas tábuas
Nos zincos, nas pedras,
O nosso pedaço
Responsável viver.
Lacramos as mãos,
O peito fechamos, e
Com olhos atentos a
Comtemplar.


É Mário,
É Pedro,
É Carla,
É Lili.
É um mundo fechado
No morro esquecido.
É Cíntia,
É Cláudia,
É Luiz,
É Carlinhos.
É o nada,
É o tudo,
É o manto da vida,
A brota esquecida,
O murchar de uma flor.

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