Já na Bíblia está escrito: “paz na Terra aos homens de boa vontade”. Portanto a paz é uma meta política a ser atingida pela vontade do homem.
Grandes personagens da história humana, como Jesus Cristo - no Oriente Médio -, Martin Luther King - na América -, John Lennon - na Europa -, Madre Teresa de Calcutá e Mahatma Gandhi-na Índia –, Nelson Mandella –na África –e Chico Xavier –no Brasil -, sabiam disso e lutaram com palavras e atos de boa vontade para conseguirem seu objetivo em longo prazo: a paz.
Para alcançá-la, Jesus confrontou o Mal em todas as suas versões. Madre Tereza lutou contra a fome, a miséria e a injustiça social. John Lennon combateu os preconceitos e os tabus. Martin Luther King e Nelson Mandela enfrentaram a segregação racial. Chico Xavier consolou as mágoas e minimizou as revoltas de brasileiros diante de perdas aparentemente irreparáveis. E Mahatma Gandhi derrubou o imperialismo e o colonialismo inglês na Índia.
Alguns deles foram cobrados para que assumissem a liderança bélica de seus povos e se recusaram porque acreditavam que a paz imposta pela força não é a verdadeira paz. Todos eles sabiam que a paz verdadeira é uma idéia, uma filosofia de vida que deve ser pacientemente semeada nos corações e mentes. A paz se constrói com palavras e atitudes de boa vontade, com liberdade, com justiça social e com respeito e tolerância pelas diferenças e idiossincrasias humanas.
Lutar pela paz é defender a autodeterminação dos povos, o ecumenismo religioso e a tolerância inter-racial.
As armas da paz, no combate à guerra, são a extinção da fome, da miséria, do desemprego, das injustiças sociais, dos preconceitos e do abandono intelectual.
Na verdade, as superpotências, com suas poderosas indústrias armamentistas, não têm interesse na paz. Produzindo armamentos e vendendo para países pobres, geram receitas astronômicas. O que se vê, são essas superpotências primeiramente armando países como Israel, Irã, Iraque e Afeganistão, por exemplo, e em seguida fomentando a guerra nos mesmos. Isso gera emprego e receita. É altamente lucrativo. Para justificar tal atitude, geralmente manipulam conceitos tais como democracia, liberdade religiosa, direitos humanos e se arvoram em “salvadores das Pátrias”.
Esses povos envolvidos nesses conflitos poderiam ter enxergado com antecedência aonde os levariam suas atitudes políticas de descaso por tais valores. Se assim tivessem agido, não teriam aberto as brechas que deram caminho para as interferências das grandes potências mundiais.
Quem não cuida de seu povo e dos seus problemas crônicos, acaba transformando sua terra em mercado a ser explorado por, entre outros oportunistas, mercadores da guerra.
Lutemos, portanto, pela paz cuidando primeiramente de nossa casa, de nossas favelas, de nossos parques nacionais, de nossas crianças abandonadas, de nossos jovens sem perspectivas de emprego, de nossa Justiça injusta, de nossa Saúde precária, de nossa Educação insuficiente “antes que outros aventureiros o façam”.

TEXTO PUBLICADO NO LIVRO
"FILHOS DAS ESTRELAS" DE
RITA VELOSA
FAVOR CITAR SEMPRE A AUTORIA

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