MINHA MÃE ZILDA, A ALEGRIA DE ZILDA SILVA VILLAS-BÔAS

ENTRE OS POBRES, A ALEGRIA DE ZILDA SILVA VILLAS-BÔAS.

ZILDA_ALEGRE_IV Minha mãe Zilda alegre. dinâmica e muito alegre

Zilda Silva Villas-Bôas, ‘VILLAS’ com dois eles e ‘BÔAS’ separado, porque não gostava que escrevessem seu nome e sobrenome errado, inclusive, um homem da Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, quando ia perguntar escrever o nome dela e perguntava se colocava o Silva, ela logo respondia: “É claro, escreva meu nome corretamente e não se esqueça do Silva. Aí não pode”!

Nasceu em 09/07/1920, na cidade de Bebedouro - SP, logo após a 1ª. Guerra Mundial. Filha do Sr. Joaquim Ferreira da Silva e da Srª. Rosa Pellegrino da Silva e neta  materna de italianos que vieram morar no Brasil. “Meu avô era daqueles italianos bem bravos”, contou Dona Zilda”.

Zilda era de uma família grande como a maioria da família do começo do século XX. Tinha dez irmãos: Zélia, Pedro Benedito, Francisco Jorge, Terezinha de Jesus, Maria Anita, João Batista, Maria Clara, Maria Julia, Maria Zélia e Aparecido Carlos, todos nascidos em Bebedouro tendo  uma infância muito boa e feliz.

Seu pai o Sr. Joaquim Ferreira da Silva, tinha uma selaria na cidade, onde fazia muitas coisas. Zilda mesmo sendo feliz e tendo uma infância e adolescência com muitos amigos (as), queria buscar mais e teve sempre o objetivo de ter um crescimento cultural maior, portanto, fez o Ginásio onde seu Diretor era o tio Pedrinho (Pedro Pelegrino), que era também professor de música e maestro. Depois do Ginásio fez o Magistério em Bebedouro.

Casou-se aos dezenove anos de idade com o Sr. João Baptista Villas-Bôas, foi mãe de cinco filhos: Ruy, José Roberto, João Batista (sem p), Márcio Sérgio e Paulo Celso Villas-Bôas. Quatro deles nasceram em Bebedouro e  o Roberto  nasceu em Campinas.

Seu esposo era tipógrafo, trabalhou na Matarazzo em Bebedouro em 1939, era também jogador de futebol pelo Internacional de Bebedouro e jogava por toda a região.

João era jogador de futebol ( goleiro), nessa época atuava no Clube Ponte Preta e era conhecido pelo apelido de Zico. Atuou também no Palmeiras em São Paulo e foi reserva do conhecido Oberdan.

Aos dezessete anos já conhecia a cidade de São Caetano do Sul, assim como naquela época era comum famílias mudarem para cidades maiores com o objetivo de arrumar emprego para os filhos que já estavam crescidos. O mais velho já tinha quase dezoito anos e queria ter uma melhoria de vida também. Na época o João era funcionário do Banco do Brasil e assim pediu transferência de Bebedouro para São Caetano do Sul.

ZILDA_CLEOPATRA         

                         Zilda de Cleopatra                                                                                     

 Bebedouro era um lugar muito bom para morar, mas seus filhos já estavam moços e precisavam aprender a trabalhar, para comprar suas coisas, enfim não queriam ficar mais nas custas do pai.

ZILDA_I_E_OS_SAMBISTAS

                                                                            Zilda e os(as) sambistas

“Ao mudar para São Caetano do Sul, fomos morar numa casa em frente ao Hospital Beneficência Portuguesa e logo reencontramos os amigos Ademar Olívea Xavier e sua esposa Nair Gonzáles Xavier. Falei para Ademar se a Nair poderia trabalhar comigo, afinal nós já nos conhecíamos, porque eram de Bebedouro, inclusive, o Sr. Ademar era colega de trabalho do u esposo no Banco do Brasil. O Sr. Ademar e sua esposa Nair, vieram uns meses antes para São Caetano”.

ZILDA_1_BRANCA_DE_NEVE._2jpg                          

                    Zilda Branca de Neve                                             

Zilda trabalhou na Escola de 1º. Grau Dom Benedito e também em Arthur Rudge Ramos. Lecionou por muito tempo e ao mesmo tempo trabalhava para entidades sociais, inclusive, seu filho mais velho falava: “Que ela não esperava os pobres virem a dela, ela é quem ia atrás deles”.

ZILDA_1_O_SUTO

                                                                                           Zilda em O Sultão

Zilda logo se aproximou dos clubes de serviços sociais para prestar socorro aos necessitados. Durante dez anos ela e o esposo foram patronos do Lions Club de São Caetano do Sul.      O esposo a acompanhava e dizia para ela que tomasse parte de tudo, mas que não colocasse ele no meio, afinal ele queria mais era acompanhá-la e dar-lhe apoio e se embrenhar no mato. Zilda também comentou durante a entrevista que sempre recordava da época  em Bebedouro, onde já freqüentava a sociedade quando ela saia no carnaval com seus irmãos......

Trabalha a mais de 40 anos como secretária da APAMI e do Roupeiro de Santa Rita (organização que arrecada roupas para os necessitados). Também faz parte da Rede Feminina de Combate ao Câncer há 30 anos. Na última quinta feira reunimos (professoras aposentadas). Escolhemos um local e fazemos uma filantropia (...) Este mês ainda não sei aonde irá se realizar.

      ZILDA_1_UM_TANGO_EM_PARIS                         

                     Zilda Um tamgo em Paris                                                     

Com isso o tempo foi passando e eles se acostumando mais em São Caetano. Na época os filhos já estavam todos ‘encaminhados’. O Roberto faculdade no IMES, Ruy montou um escritório em São Paulo e ficava sabendo de cada coisa!  “Ele sempre foi muito sapeca” (risos), eu ficava me perguntando: Com quem esse menino puxou? ”Esse sempre chegava com um sorriso no rosto. João Batista sem (p)... risos.....fez engenharia e construiu algumas obras na cidade”.

CHAPEUZINHO_VERMELHO_II

                                                                                        Zilda - Chapeuzinho Vermelho

“Paulo Celso adora mato e índios como o pai e quer fazer uma expedição pelo Brasil, pretende trabalhar com pessoas carentes e ‘trabalhar’ a conscientização sobre a importância da natureza, coisas de Villas-Bôas. Atualmente, Paulo Celso tem uma fábrica de moveis em Belém do Pará”.

O Sr. João Baptista Villas-Bôas, depois que se aposentou ‘correu’ o país na região do Centro-Oeste e Norte (por conta própria) fazendo a identificação dos indígenas e não indígenas. Por isso que não acompanhava a Srª. Zilda em eventos sociais. Ele dizia que ela era mulher de hotel cinco estrelas e não sabia admirar a natureza Ele até a convidava, mas ela com tantos afazeres acabava não aceitando.

               ZILDA_1_EM_BEB_JONHSON          

               Zilda em o bebê Johnson (Ninguém aguentava)    

Com o tempo mudaram na  rua Prudente de Moraes. Ficou casada por cinqüenta e quatro anos e na época da entrevista ao jornal contou que fazia treze anos que seu esposo havia falecido e se desabafou dizendo, que a morte do seu esposo foi uma pena e uma grande perda para todos da família.

ZILDA_1_E_A_NETA_REGINA

                                                                                  Zilda e sua sucessora a neta Regina Villas Bôas

No final da entrevista ela falou que estava com oitenta e seis anos, mas continuava fazendo o que gostava. Srª. Zilda diz: “Ontem mesmo escrevi para o Jornal Agora, porque li uma reportagem de uma artista que tinha comprado 53 (cinquenta e três) pares de tênis, porque estava grávida e dizia não poder usar sapatos! Com tanta gente passando fome e ela menosprezando os outros”?  “Essa não foi a primeira vez que eu fiz isso, Se a coisa fica ruim, eu já tomo parte, só estou esperando sair no jornal”.

ZILDA_1_MISS_DOS_BAIRROS

                                                                                          Zilda Miss dos Bairros - Nossa eterna Rainha

 E termina sua entrevista dizendo: “A desigualdade é algo muito egoísta, não posso ver pessoas em dificuldades, tenho que ajudar! Repartir é fácil ajudar os pobres também”.

ZILDA_E_PAULO                                                                     MINHA MÃE ZILDA - ATIVA - MUITO AMADA E ALEGRE

Exibições: 165

Comentar

Você precisa ser um membro de Portal Luis Nassif para adicionar comentários!

Entrar em Portal Luis Nassif

Publicidade

© 2022   Criado por Luis Nassif.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço