Desculpe, Zampa

Fingiu não ver a luz do sol entrando pela janela, encolheu-se na cama, agarrou
o travesseiro e rezou: “Ave Maria, cheia de graça”...
Não acredita mais em Maria, tantos os pedidos ignorados.
Cobre a cabeça com a coberta. Finge não ouvir o telefone que toca insistentemente.
Pensa nele e sente frio no estômago. Dor. Fome.
Está condenada.
O cão se aproxima. Precisa se levantar, dar comida para o bicho. Mas, não, ficará
assim até que ele a arranque dali.
- Desculpe, Zampa. Hoje não dá.


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Comentário de Cafu em 13 setembro 2010 às 17:20
É Zampa...
Tem dia que o mar não está pra peixe, nem o osso pro totó. Paciência.
Beijos, querida.

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