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Em 7 de dezembro de 1941, um dentista de 60 anos, da Pensilvânia, Dr. Lytle S. Adams, estava dirigindo para casa, depois de um período de férias em Carlsbad, no Novo México. Horas antes, ele tinha testemunhado com espanto os milhões de morcegos que saíam das cavernas de Carlsbad. Ouvindo o rádio do carro em sua viagem de volta, ele ficou chocado ao saber que o Japão tinha acabado de atacar Pearl Harbor. Indignado com essa traição, Dr. Adams começou a construir mentalmente um plano de retaliação para os EUA. Quando seus pensamentos se voltaram para o número extraordinário de morcegos que ele tinha visto, ele criou um plano experimental: milhões destes pequenos mamíferos voadores poderiam ser conectados a minúsculas bombas incendiárias cronometradas e, em seguida, liberados para pousar sobre as estruturas construídas com bambu, papel e outros materiais inflamados que pontilhavam as cidades do Japão. Em poucos minutos, as bombas explodiriam e incendiariam as áreas urbanas. Ele postulou que uma grande quantidade dessas bombas, espalhando seus efeitos incendiários sobre muitas cidades japonesas resultariam em uma rápida rendição do inimigo.
Este artigo (Dr. Lytle Adams' incendiary "bat bomb" of World War II, PubMed) documenta os esforços inúteis de Dr. Adams, sua equipe e do governo dos EUA para desenvolver as bat bombs. O projeto, porém, foi tocado muito lentamente e, em seu lugar, optaram pela bomba atômica.

Leitura complementar
Bat Bombs, UC Santa Barbara Geography
Porcos em chamas, EntreMentes

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