28.02.2014 - Organizadores esperam reunir 20 mil moradores das periferias brasileiras para potencializar os benefícios do Mundial

28 de fevereiro de 2014

Nação Hip Hop, organiza em 14 Estados e no Distrito Federal ações nas comunidades com o objetivo de promover atividades de lazer, fortalecendo a cultura local para que as pessoas possam vivenciar a copa de uma boa maneira, promovendo um viés positivo de receber a copa.

Em época de Copa do Mundo, os brasileiros costumam enfeitar casas, muros e ruas com temas que celebram o futebol, a cultura e o país. Com o Mundial sendo realizado no Brasil, a festa promete ser maior. Pensando nisso, a entidade Nação Hip Hop Brasil vai organizar em 14 estados e no Distrito Federal ações nas comunidades onde o grupo tem representação.

Roberto Landim, o “Beto Teoria”, presidente da entidade, e Richard Santos, conhecido como “Big Richard”, dirigente nacional do grupo, vivem em São Paulo e no Distrito Federal, respectivamente, e dizem que a ideia é potencializar as expressões culturais da periferia, com transmissão das partidas. Eles visitaram o Ministério do Esporte nesta terça-feira (25.02).

“A nossa ideia é promover atividades de lazer com as crianças, a exibição pública dos jogos, tudo isso com manifestações de grafite, música, para que as pessoas possam vivenciar a Copa de uma boa maneira. Quando não se tem outra opção, as pessoas se reúnem para beber em bares e como consequência a violência aumenta. O que queremos é promover o viés positivo de receber a Copa no nosso país. A periferia tem uma cor cinza, por causa dos blocos, mas quando o morador vê uma área grafitada, colorida, ele sente mais orgulho do lugar”, diz Big Richard.

“Temos atuação direta nas periferias. O futebol está enraizado na nossa cultura. Se você for perguntar para os jogadores, a maioria ouve e gosta de hip hop. Estamos desconstruindo a ideia de que não podemos participar da Copa. É comum o pessoal decorar a rua e os grafiteiros podem potencializar a decoração. Juntaremos a música nas apresentações, além de promover atividades de recreação e lazer”, completa Beto Teoria.

A expectativa deles é a de organizar as atividades em 40 núcleos, cada um recebendo cerca de 500 pessoas, o que daria um total de 20 mil participantes. “O cara não vai sair do fundão da zona sul de São Paulo para ir para o Vale do Anhangabaú para a Fan Fest. A ideia da Nação Brasil é articular o hip hop em torno de projetos sociais e ter uma estrutura para potencializar a Copa. Se a gente faz festa quando a Copa é fora do país, porque não podemos fazer quando será no Brasil?”, questiona Beto Teoria.

Eles calculam que o custo dos eventos seja de dois reais por pessoa, valor que não será cobrado dos participantes. As atividades serão gratuitas. Inclusive, já há uma logomarca criada por integrantes do grupo para ser usada durante o Mundial. “Queremos fazer uma bela ação, a partir dos núcleos, mas sem onerar a comunidade. Por isso, a entidade busca apoio. Há muitos setores que estão colocando a Copa de forma negativa, mas que não representam a periferia. Inclusive, essa juventude está esperando a Copa e se organiza para diversas atividades”, retratou Big Richard.

A experiência durante a Copa poderá ser replicada em outros momentos e servirá como uma forma de expandir o protagonismo das comunidades, segundo Beto Teoria. Ele esclarece que as ações não são restritas ao hip hop e quem tiver interesse pode participar. Esta é a natureza da própria “Nação Hip Hop Brasil”, fundada em 2005, como uma rede de comunicação entre lideranças de várias periferias brasileiras.

“Percebemos que as características do movimento hip hop eram as mesmas em qualquer lugar, assim como as periferias são as mesmas, então, percebemos que poderíamos organizar e pensar uma entidade em nível nacional, com união de bandeiras e líderes nacionais, sem ingerências, em uma rede”, lembra.Em época de Copa do Mundo, os brasileiros costumam enfeitar casas, muros e ruas com temas que celebram o futebol, a cultura e o país. Com o Mundial sendo realizado no Brasil, a festa promete ser maior. Pensando nisso, a entidade Nação Hip Hop Brasil vai organizar em 14 estados e no Distrito Federal ações nas comunidades onde o grupo tem representação.

Roberto Landim, o “Beto Teoria”, presidente da entidade, e Richard Santos, conhecido como “Big Richard”, dirigente nacional do grupo, vivem em São Paulo e no Distrito Federal, respectivamente, e dizem que a ideia é potencializar as expressões culturais da periferia, com transmissão das partidas. Eles visitaram o Ministério do Esporte nesta terça-feira (25.02).

“A nossa ideia é promover atividades de lazer com as crianças, a exibição pública dos jogos, tudo isso com manifestações de grafite, música, para que as pessoas possam vivenciar a Copa de uma boa maneira. Quando não se tem outra opção, as pessoas se reúnem para beber em bares e como consequência a violência aumenta. O que queremos é promover o viés positivo de receber a Copa no nosso país. A periferia tem uma cor cinza, por causa dos blocos, mas quando o morador vê uma área grafitada, colorida, ele sente mais orgulho do lugar”, diz Big Richard.

“Temos atuação direta nas periferias. O futebol está enraizado na nossa cultura. Se você for perguntar para os jogadores, a maioria ouve e gosta de hip hop. Estamos desconstruindo a ideia de que não podemos participar da Copa. É comum o pessoal decorar a rua e os grafiteiros podem potencializar a decoração. Juntaremos a música nas apresentações, além de promover atividades de recreação e lazer”, completa Beto Teoria.

A expectativa deles é a de organizar as atividades em 40 núcleos, cada um recebendo cerca de 500 pessoas, o que daria um total de 20 mil participantes. “O cara não vai sair do fundão da zona sul de São Paulo para ir para o Vale do Anhangabaú para a Fan Fest. A ideia da Nação Brasil é articular o hip hop em torno de projetos sociais e ter uma estrutura para potencializar a Copa. Se a gente faz festa quando a Copa é fora do país, porque não podemos fazer quando será no Brasil?”, questiona Beto Teoria.

Eles calculam que o custo dos eventos seja de dois reais por pessoa, valor que não será cobrado dos participantes. As atividades serão gratuitas. Inclusive, já há uma logomarca criada por integrantes do grupo para ser usada durante o Mundial. “Queremos fazer uma bela ação, a partir dos núcleos, mas sem onerar a comunidade. Por isso, a entidade busca apoio. Há muitos setores que estão colocando a Copa de forma negativa, mas que não representam a periferia. Inclusive, essa juventude está esperando a Copa e se organiza para diversas atividades”, retratou Big Richard.

A experiência durante a Copa poderá ser replicada em outros momentos e servirá como uma forma de expandir o protagonismo das comunidades, segundo Beto Teoria. Ele esclarece que as ações não são restritas ao hip hop e quem tiver interesse pode participar. Esta é a natureza da própria “Nação Hip Hop Brasil”, fundada em 2005, como uma rede de comunicação entre lideranças de várias periferias brasileiras.

“Percebemos que as características do movimento hip hop eram as mesmas em qualquer lugar, assim como as periferias são as mesmas, então, percebemos que poderíamos organizar e pensar uma entidade em nível nacional, com união de bandeiras e líderes nacionais, sem ingerências, em uma rede”, lembra.

 

Fonte: www.copa2014.gov.br 

 

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