Depois da filha de Gretchen, da sobrinha de Gretchen e da volta da própria Gretchen, Rita Cadillac declara que a neta vai ser sua sucessora. Nosso amigo Papa Bentinho Nazista cancela a excomunhão de um bispo que nega o holocausto. Numa jogada de marketing que, está na cara, foi planejada por assessores, Obama dá sua primeira entrevista a uma TV Árabe. O vice presidente José Alencar protagoniza mais um capítulo da novela “Duro de Morrer” e entra para o Guinness como o homem que mais fez biopsias e remoção de tumores no século XXI. E, em Portugal, Mulher Melancia encontra sua rival lusa: a Mulher Abóbora.
Todos esses fatos que vão mudar a história do planeta aconteceram nas últimas 24 horas e receberam mais destaque que a rotina banal que rege esse planeta em crise, em depressão e em guerra.
Realmente, essa rotina diária precisa de uma válvula de escape, mas, na minha visão, não é tão necessário partir para uma alienação como a descrita no primeiro parágrafo, onde 70% do que eu digitei é lixo que só interessa a assessor de comunicação. É isso mesmo! Até Rita Cadillac tem gente cuidando de sua “imagem” e distribuindo, via emeio, uns releases mal escritos a respeito das “atividades” de seus “vips”(?). E o mais chato de tudo é ver essa matéria fecal ganhar espaço.
Luiz Carlos Maciel, uma vez, me confessou que ele publicava Wally Salomão devido a quantidade de material com o qual o Bahiano entupia a caixa postal da “Flor do Mal”. Segundo ele, quando faltava algo, ele cobria a falta com um texto do Wally. Tinha de tudo. Da poesia à crítica cinematográfica.
Aí, dentro das minhas eternas ruminâncias, fico pensando que só pode ser isso que está acontecendo: falta de material. Não sei quem fura com o artigo encomendado. No buraco entra a notícia de que Caroline Magalhães deve ser escolhida como uma das modelos da suposta edição da Fashion Week em Salvador. A coluna do não identificado não veio, mas ninguém se preocupa, pois o release apresentando a mulher carambola como nova sensação do funk cabe direitinho no espaço. Só pode ser isso, né mesmo? Moral da história: Todo Mundo tem direito a ser mais um Wally Salomão. O que não pode é haver buraco.

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